O ótimo início do Chelsea de Mourinho

Foto: Reprodução | Mourinho na emblemática vitória contra o Liverpool na temporada passada.

Foto: Reprodução | Mourinho na emblemática vitória contra o Liverpool na temporada passada.

José Mourinho foi ao mercado nesta temporada para buscar peças que resolvessem os problemas do Chelsea: o excesso de pragmatismo com a bola nos pés e a falta de contundência à frente. Em 2013-2014, o Chelsea marcou 71 gols na Premier League, 30 a menos que o campeão e o vice, além de ter o segundo pior ataque da fase de grupos da Champions, com 12 gols.

Cento e um milhões de euros depois, Cesc Fàbregas, Diego Costa, Filipe Luís, Drogba, Remy e Courtois desembarcaram em Stamford Bridge. Enquanto isso, David Luiz, Lampard, Demba Ba, Cole, Lukaku, Eto’o e Fernando Torres deixam o clube, rendendo 90,5 milhões de euros aos cofres.

>> Leia mais: Mourinho, o grande negociante da janela <<

Na pré-temporada, o time já dava ao torcedor boas perspectivas: em 9 jogos, foram 7 vitórias e 20 gols marcados. Neste início da temporada 2014-2015 na Inglaterra, segue o filme: em 4 jogos, foram 4 vitórias, com 15 gols marcados e 9 sofridos, representando 100% de aproveitamento.

Muito do ótimo momento do Chelsea, melhor time da Europa neste momento, se dá graças à fase de Diego Costa e Fàbregas, um com 7 gols e o outro com 6 assistências. Enquanto Diego é finalizador e goleador, Fàbregas é condutor, passador e assistente.

Reprodução: ESPN.com.br | Fàbregas servindo Diego Costa.

Taticamente, Mourinho arma um 4-2-3-1 que varia para um 4-1-4-1. Começando pela defesa: Courtois assumiu a meta após um ótimo trabalho na última temporada. Na linha de quatro, nenhuma mudança. Mesmo com a chegada de Filipe Luís, Azpilicueta segue na lateral esquerda. Ivanovic, Cahill e Terry seguem completando a defesa, que é a pior dos 10 primeiros da Premier League, mas acaba sendo compensada pelo inteligente meio e potente ataque.

Matic, volante alto, forte e de boa saída, faz o tipo que Mourinho gosta e ganhou a vaga deixada por David Luiz à frente da zaga. Ao lado dele Fàbregas, trabalha com muita liberdade para se juntar ao trio, mas sobretudo para armar o time. Acertando 263 dos 293 passes na Premier e dando 6 assistências, como já citado, o espanhol é destaque.

Reprodução: Sky Sports | O 4-1-4-1 em fase defensiva contra o Burnley.

Reprodução: Sky Sports | O 4-1-4-1 em fase defensiva contra o Burnley.

O novo Chelsea gosta de trocar passes. Em quatro rodadas, tem uma média de 524 por partida (contra o Burnley foram 659), sendo sempre superior na posse de bola, com média de 54% por jogo. Um time que toca, mas que arremata muito também: 80 chutes em quatro jogos, média de 20 por partida. Contra Leicester, foram 27 e, contra o Swansea, foram 30. A média de acertos, porém, é pequena: 30 dos 80 foram ao gol. O que significa dizer que, a cada dois chutes, o Chelsea marca um gol – este sim, um ótimo número.

Na linha de três, Oscar foi devolvido ao centro depois de uma Copa do Mundo jogando aberto. Schurrle e Hazard trabalham nas diagonais e nas incursões por dentro, como no gol de Fàbregas na estreia do Chelsea na Champions League: o espanhol roubou a bola e o belga invadiu em diagonal para devolver para Fàbregas e sair o primeiro.

Reprodução: Sky Sports | O 4-2-3-1, com Oscar mais avançado e Fàbregas pronto para vir de trás.

Reprodução: Sky Sports | O 4-2-3-1, com Oscar mais avançado e Fàbregas pronto para vir de trás.

À frente, Diego Costa é o absoluto titular, que pode revezar com o ídolo Drogba, mas não ser reserva dele. Em quatro jogos, chutou 14 vezes – 10 acertaram o gol e 7 entraram.

Assim, com Fàbregas e Diego Costa na ponta dos cascos, o Chelsea chega para a temporada atrás dos títulos que faltaram em 2013-2014. Após um mercado excelente e com um técnico que trabalha bem com as peças, os blues são favoritos a vencer a Premier e Champions League.

Assim se divide o 4-2-3-1 que varia para o 4-1-4-1 do Chelsea. Que depende da subida de Fàbregas para se juntar aos três, ou recuo dos três para se juntar a Fàbregas. Até aqui, bem eficiente.

Assim se divide o 4-2-3-1 que varia para o 4-1-4-1 do Chelsea. Que depende da subida de Fàbregas para se juntar aos três, ou recuo dos três para se juntar a Fàbregas. Até aqui, bem eficiente.

Comentários

Estudante de jornalismo. Redator e editor no Taticamente Falando. Colunista no Doentes por Futebol. Contato: [email protected]