CR7 mais próximo do gol e na rota da Bola de Ouro

Foto: Getty Imagens | Cristiano Ronaldo com a bola de ouro vencida em 2013! Vem outra por ai?

Foto: Getty Imagens | Cristiano Ronaldo com a bola de ouro vencida em 2013! Vem outra por ai?

Quem acompanha a carreira do camisa sete do Real Madrid sabe de sua obsessão por números, prêmios e títulos. Com Ancelotti, Ronaldo foi alçado ao posto de artilheiro, ganhou La Décima e a tão sonhada Bola de Ouro, vencendo sua disputa particular com Lionel Messi.

Cristiano chegou ao United como o miúdo maravilha de Ferguson. Pelas beiradas do campo, destroçou tudo e todos que passaram por seu caminho na Inglaterra e em todo o resto da Europa. Ganhou tudo: Champions League, Mundial de Clubes, Premier League.

Por 94 milhões de euros, trocou Manchester por Madrid e chegou com a missão ganhar La Décima, a tão sonhada 10ª Champions do Madrid, perseguida por mais de 10 anos. Junto a ele, e com o mesmo objetivo, desembarcaram Kaká e Benzema.

Foto: Reuters | Com o United, CR7 ganhou tudo! O ápice foi a Champions League

Foto: Reuters | Com o United, CR7 ganhou tudo! O ápice foi a Champions League

A primeira temporada foi fracassada. Com a final do torneio no Santiago Bernabéu, o Real fraquejou. Caiu nas oitavas para o Lyon, no próprio estádio. De quebra, viu a hegemonia do Barça de Guardiola se iniciar. Com Messi regendo o time, o Barcelona ganharia tudo na temporada seguinte, que contou com José Mourinho chegando em Madrid, para alimentar o sonho.

Em sua primeira temporada, o português levou o Real até as semifinais, mas Ronaldo e cia viram Messi dar show e eliminar o Real no Bernabéu. Alguns dias depois, o time de Mourinho, com gol de Ronaldo, venceria o mesmo Barcelona na final da Copa del Rey. O craque argentino, entretanto, levaria o Barça a ganhar o continente e, mais tarde, o mundo.

No período seguinte, o time da capital conseguiu ter as rédeas do campeonato espanhol, contando com gols importantes do ponta-esquerda para conquistar a Liga. Mas na Champions, o fantasma da semifinal atacou novamente. Dessa vez nos pênaltis, contra o Bayern de Munique. Com Ronaldo perdendo na serie após marcar dois no tempo normal.

Em 2012/13, o Real não teve muitas chances na Liga Espanhola, vencida com folgas pelo Barça. Na Champions, emplacou a terceira semifinal, com um vestiário já devastado pelo ego de Mourinho. Os quatro gols de Lewandowski não foram reversíveis e, novamente em casa, o time caiu. Aliás, duas vezes: na despedida de Mourinho, a final da Copa del Rey no Bernabéu, o Atleti venceu o maior rival em sua casa depois de quinze anos.

Reprodução: | Com Mourinho, o Real trabalhava no 4-2-3-1. Com Ronaldo bem aberto a esquerda.

Reprodução: Sports 3 | Com Mourinho, o Real trabalhava no 4-2-3-1. Com Ronaldo bem aberto a esquerda.

Ancelotti chegou com outro perfil, tão vencedor quanto Mourinho, mas mais preocupado com os resultados do que consigo mesmo e com a obsessão de La Décima sobre seus ombros. As ideias apareceram logo na pré-temporada: duas linhas de quatro com Ronaldo próximo a Benzema. Mais tarde, depois de muitos testes, o esquema virou um 4-3-3 com a chegada de Bale e a adaptação de Di María.

O Real encantou a Europa. Chegou a duas finais com facilidade e com um trio devastador. Porém, o acúmulo de jogos desgastou o joelho esquerdo de Ronaldo, gerando uma lesão que só seria curada com descanso. À frente, vinham a Final da Copa del Rey, a Final da Champions e uma Copa do Mundo. O melhor do mundo ficaria fora do duelo contra o Barça.

Reprodução: ESPN Brasil | Com Ancelotti, Ronaldo se manteve a esquerda, mas agora em um 4-3-3. Com mais possibilidades de movimentação.

Reprodução: ESPN Brasil | Com Ancelotti, Ronaldo se manteve a esquerda, mas agora em um 4-3-3. Com mais possibilidades de movimentação.

E então Ancelotti achou um jeito de encaixá-lo no time com menos trabalhos defensivos: recuou Bale, abriu Di María e adiantou o português, para jogar perto de Benzema novamente. La Décima, enfim, chegou, com 17 gols em 10 jogos do camisa 7. Um recorde fantástico. Mas a lesão voltou a cobrar seu preço: Ronaldo fez uma Copa ruim e sua seleção ficou na primeira fase.

Di María e Alonso foram embora, James e Kroos chegaram e a ideia de avançar Ronaldo se manteve. Na Supercopa da UEFA, mais próximo do gol, dois tentos e o título. Na Liga espanhola, 26 gols em quinze jogos, com James adaptado e Bale à vontade pelo corredor direito. Atualmente, o Real é um time que joga para vencer e destruir seus adversários, como nesse turno de Liga Espanhola no qual já marcou 59 gols em 17 jogos.

Reprodução: | Baseado em variações da temporada passada, que preenchem mais o meio e deixam Ronaldo mais próximo do gol, Ancelotti implantou o 4-4-2 na atual temporada.

Reprodução: Live Sport | Baseado em variações da temporada passada, que preenchem mais o meio e deixam Ronaldo mais próximo do gol, Ancelotti implantou o 4-4-2 na atual temporada.

O time de Madrid conta com seu camisa sete, que se movimenta como um dez e conclui como um nove. Cada vez mais letal, mais próximo do gol e mais artilheiro, Cristiano Ronaldo segue na rota de sua terceira bola de Ouro.

Foto: Real Madrid | Na atual temporada Cristiano tem 17 gols em 11 jogos; no ano, 44 gols em 42 jogos.

Foto: Real Madrid | Na atual temporada Cristiano tem 33 gols em 28 jogos.

Comentários

Estudante de jornalismo. Redator e editor no Taticamente Falando. Colunista no Doentes por Futebol. Contato: [email protected]