4-1-4-1 ou 4-3-1-2, o que é melhor para Van Gaal?

Van Gaal e suas opções | Arte: Fred Miranda.

Van Gaal e suas opções | Arte: Fred Miranda.

Louis Van Gaal foi contratado pelo United para preencher a lacuna deixada por Ferguson, coisa que Moyes não conseguiu. Sir Alex passou 26 anos em Manchester e transformou a cidade e o futebol, com treze dos vinte títulos da Premier League e duas das três Champions do United entre seus principais títulos. Obviamente, seria muito difícil tomar o lugar do técnico – ainda é.

Moyes passou e não ficou. Ganhou apenas a Supercopa e não mostrou grandes ideias. Na Champions, caiu nas quartas de final frente ao Bayern, o que não foi tão ruim. Já na Premier League, ficou em 7º, deixando o United fora de todas as competições europeias, o que foi a gota d’água.

O 3-4-1-2 do United na pré-temporada | Reprodução: Fox Sports.

O 3-4-1-2 do United na pré-temporada | Reprodução: Fox Sports.

Chegou Van Gaal, com uma Champions, um Mundial e sete campeonatos nacionais por diversos times como Barcelona, Ajax, AZ e Bayern de Munique, entre outros títulos. Seu último trabalho foi com a Holanda, 3ª colocada no Mundial do Brasil. Com a Laranja, historicamente ofensiva, o esquema com três zagueiros surpreendeu, mas tinha razão de ser: a fraca defesa. Até certo ponto, deu certo.

No United, na Inglaterra, berço das linhas de quatro, Van Gaal manteve o esquema. Na Guiness Cup, sucesso total: 3 vitórias, 1 empate e um simbólico título. Esta perspectiva só deixou os torcedores mais ansiosos para o início da Premier League. Com o 3-4-1-2 da Holanda na Copa e do próprio United da pré-temporada, derrota para o Swansea em pleno Old Trafford. Empates com Sunderland e Burnley marcaram a frustrante sequência.

Contra o West Ham, United no 4-3-1-2 | Reprodução: Football Orgin.

Contra o West Ham, United no 4-3-1-2 | Reprodução: Football Orgin.

Chegaram Blind, Rojo, Di María e Falcao García. O criticado esquema com três zagueiros, então, deu lugar a um 4-3-1-2, o famoso losango de meio-campo. Não porque foi alvo de questionamentos, mas porque o jogo pedia e as peças certas haviam chegado. No primeiro embate “completinho”, 4×0 no QPR. Porém, no duelo com o Leicester, uma virada incrível mostrou que o time ainda não estava pronto.

Nas três rodadas seguintes, contra West Ham, Everton e West Brom, 2 vitórias e 1 empate. Contra o Chelsea, líder e melhor time da Inglaterra, Van Gaal mostrou novas ideias. Sem Falcão e Ander Herrera, ambos lesionados, se desfez o 4-3-1-2 e Fellaini ganhou a vaga em um 4-1-4-1, gerando mais imposição física no meio-campo. Januzaj foi substituído por Rooney e Di María voltou para o lado do campo. Van Persie salvou os Reds nos últimos minutos.

Contra o Chelsea, sem Rooney, 4-1-4-1 com Fellaini e Mata por dentro. Januzaj aberto e Di María de volta a ponta | Reprodução: Sky Sports.

Contra o Chelsea, sem Rooney, 4-1-4-1 com Fellaini e Mata por dentro. Januzaj aberto e Di María de volta a ponta | Reprodução: Sky Sports.

A ideia foi mantida no duelo contra o City, outro adversário superior. Rooney voltou e ganhou a vaga de Mata, trabalhando com “interior”, um popular volante. O United até se mostrou bem estruturado, mas não resistiu à expulsão de Smalling, que trouxe o City para o campo de ataque e culminou no gol de Aguero.

O duelo terminou com Carrick (volante) e McNair (garoto de 19 anos) na defesa, o que mostra a fragilidade dos Reds neste ponto. Desde a saída de Ferdinand e depois de Vidic, o time de Manchester sofre para se achar: a defesa precisa de reparos e já deu mostras de que tem que ser com dois homens.

Contra o City, 4-1-4-1 com Rooney vindo buscar a bola como primeiro homem de meio-campo | Reprodução: Football Orgin

Contra o City, 4-1-4-1 com Rooney vindo buscar a bola como primeiro homem de meio-campo | Reprodução: Football Orgin

À frente, a dúvida seguirá sendo 4-1-4-1 ou 4-3-1-2. Van Gaal deve buscar um equilíbrio entre as ideias, mas também depende das peças disponíveis. Com todo mundo à disposição, um losango, com Rooney atrás de Van Persie e Falcao, parece ser a melhor ideia. Até porque Blind, Herrera e Di María dão uma boa sustentação ao meio, com Fellaini pronto para qualquer eventualidade.

Com ideias e tempo para solucionar os problemas, Van Gaal deve ter sucesso no United, mas terá muito trabalho.

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Estudante de jornalismo. Redator e editor no Taticamente Falando. Colunista no Doentes por Futebol. Contato: [email protected]