Até nunca mais

  • por Rafael Rodrigues
  • 7 Anos atrás
Foto: Marcelo Sadio/vasco.com.br

Foto: Marcelo Sadio/vasco.com.br

O ano de 2014 vai ser um período que o vascaíno vai querer esquecer. Perda de título com erro de arbitragem no Cariocão, eliminação precoce na Copa do Brasil para o ABC e apenas uma melancólica terceira colocação na Série B do Campeonato Brasileiro marcaram o período. O time não era fraco tecnicamente. Praticamente todas as análises punham esta formação à frente da que foi campeã da segunda divisão em 2009 com 4 rodadas de antecedência. A expectativa dos torcedores e da imprensa era de uma campanha ainda mais tranquila este ano, o que ficou longe de acontecer.

Neste sábado, no Maracanã, o Vasco precisava apenas de um empate para subir à primeira divisão e esperava contar com o apoio de sua torcida, que não decepcionou. Até a manhã do confronto, haviam sido vendidos cerca de 41 mil ingressos para o jogo, com imensas filas registradas nos pontos de venda nos dias anteriores.

A atmosfera do estádio era dividida desde antes da entrada do Vasco em campo. Alguns torcedores faziam muita festa, como se fosse uma final da Libertadores. Cantavam, gritavam e se mostravam dispostos a empurrar o time para a vitória. Já outros estavam mais contidos, não querendo mostrar tanta felicidade e animação com o Gigante da Colina brigando para subir de divisão na penúltima rodada.

Foto: Igor Aboud

Foto: Igor Aboud


Os 90 minutos testaram o torcedor. O time saiu na frente no primeiro tempo, mas tomou o empate e não conseguiu criar muito mais chances claras de gol na segunda etapa. Mesmo com o sufoco que o Icasa impôs ao Vasco em alguns momentos, não houve vaias e nem xingamentos, pelo menos até o fim do jogo. No último lance da partida, o time cearense cabeceou uma bola rente à trave cruzmaltina, arrancando o ar dos pulmões vascaínos. Assim que a bola saiu, o juiz encerrou o certame. Com o alívio, chegou o momento que os torcedores esperaram o jogo inteiro: a hora de vaiar.

A vaia que se ouviu então foi absurdamente alta. Os torcedores mereceram esse momento, após tanto apoio e pouco comprometimento dos atletas em campo. Apenas Guiñazu e Martín Silva foram poupados, tendo seus nomes cantados. Foi desse jeito a despedida do Vasco do Rio de Janeiro. O time só volta a atuar em terras cariocas em fevereiro de 2015.

Agora é a hora de recomeçar. A última rodada não interessa em nada para o Vasco e já há, nos bastidores de são Januário, a expectativa de que se comecem as mudanças no elenco e no comando. Independentemente do que acontecer, uma coisa é certa: o Vasco está de volta ao seu devido lugar.

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Estudante de Jornalismo, carioca e torcedor apaixonado do Vasco da Gama. Trabalha no projeto "Embaixadores da Colina", do próprio Vasco, representando a faculdade ESPM. Sócio e frequentador assíduo de jogos do clube