Olho nele: Nico López

  • por João Almeida
  • 6 Anos atrás
Arte: Doentes por Futebol

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A pequena população do Uruguai não costuma ser um empecilho para o país no que tange à formação de jogadores de futebol. A quantidade de atletas uruguaios de destaque contrasta com o número de habitantes, uma vez que os bicampeões do mundo, por mais que tenham caído no cenário mundial com o tempo, seguem revelando talentos a todo momento. Hoje, um dos destaques da nova geração da celeste que aos poucos pede passagem na seleção principal é o atacante Nico López, que vem brilhando pelo Hellas Verona, da Itália.

Da decepção ao sucesso precoce

Arte: Doentes por Futebol

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Nico iniciou sua carreira no Nacional, mesmo clube que revelou Luis Suárez. Entretanto, antes de se destacar nas canteras do tricampeão da Libertadores, o atacante havia sido dispensado da base do Montevideu Wanderers por não ter condições físicas necessárias para se tornar jogador de futebol. Contudo, os anos seguintes à rejeição foram uma resposta à direção de seu clube anterior.

Com apenas dezessete anos, o jovem ganhou uma chance do técnico Juan Carrasco e, em sua estreia como profissional, iniciou o jogo contra o Central Español, pelo campeonato uruguaio. A escolha do treinador mostrou-se certa quando, no segundo tempo, o garoto recebeu cruzamento da direita, dominou e bateu de esquerda, anotando seu primeiro gol como profissional logo em sua partida de estreia. A partir daí, começou a ganhar mais chances.

http://youtu.be/t6Hj_r-KXDk?t=4m22s

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Ótimo início, mas sem continuidade

No entanto, sua carreira em seu clube formador foi curta, já que, após apenas 6 jogos e 3 gols, foi vendido para a Roma. No clube italiano, seu sucesso relâmpago foi repetido. Nas categorias de base romanistas, López foi destaque absoluto, tendo marcado 15 gols em 12 jogos, mesmo saindo do banco em alguns. A performance chamou a atenção do técnico Zdenek Zeman, que passou a relacionar o jovem para alguns jogos do time principal.

Assim como fora no Nacional, a estreia de López foi um absoluto sucesso. O atacante foi lançado aos 40 minutos da segunda etapa de um jogo contra o Catania, pela Serie A, quando os giallorossi perdiam por 2×1. Com apenas 5 minutos em campo, o uruguaio recebeu lançamento e, em três toques, dominou, deu um balão no adversário e bateu para o gol antes que a bola caísse no chão, empatando a partida.

O início animador, contudo, contrastou com a falta de oportunidades que teve depois. Nico atuou em apenas seis jogos pela equipe da capital e, sem espaço, saiu rumo à Udinese, onde teria companhia de outros jovens sul-americanos, como Allan, Gabriel Silva e Pereyra. Todavia, por mais que o time de Údine tenha bom retrospecto com jogadores advindos da América do Sul, o atacante não teve grande êxito e, após pouco mais de 20 jogos – a maioria entrando no decorrer do jogo – e apenas 2 gols, foi emprestado para o Hellas Verona, para ter mais oportunidades.

Com mais oportunidades, o sucesso chega aos poucos

Em Verona, o garoto não assumiu a titularidade logo de cara. Aos poucos, vai se encaixando em sua equipe, principalmente dando mais velocidade a um ataque que necessita disso, uma vez que sua referência é Luca Toni, que há muito não se movimenta tanto. Sua transição para o time titular vem se dando gradualmente, sobretudo porque hoje é a principal arma do técnico Andrea Mandorlini para mudar o panorama da equipe na segunda etapa. Das seis vezes que isso aconteceu na atual temporada, o jovem marcou em três – quando sai do banco, tem uma média de um gol a cada 36 minutos.

Sua performance pelas seleções de base do Uruguai também é digna de nota. Ele tem 10 gols em 16 partidas pela seleção sub-20 de seu país, tendo sido vice-artilheiro da última Copa do Mundo da categoria. Se destaca principalmente por sua velocidade, agilidade e qualidade de chute. Apesar da boa média de gols na base da Celeste, não é um mero finalizador, já que maioria de seus gols inclui dribles, arrancadas e finalizações não tão simples.

Aos poucos, Nico López vai trilhando seu caminho no futebol italiano. Se iniciou sua trajetória brilhando, por mais que tenha tido seus percalços, tudo indica que termine da mesma forma.

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