Gabigol, o matador da Baixada Santista

  • por Bráulio Silva
  • 5 Anos atrás
Arte: Doentes por Futebol

Arte: Doentes por Futebol

Quando foi a última vez que você ouviu falar que o Santos tinha um atacante que ia dar o que falar? Nos últimos tempos tem sido assim. O Santos vai bem, conquista títulos e algum jogador da base acaba revelado e invariavelmente faz sucesso.

Não podemos negar que quando um moleque começa a aparecer nos noticiários sendo considerado uma jóia rara, ou um futuro grande craque, a tendência é de sempre desconfiarmos.

O caso mais notório é o de Neymar, que empresariado por Wagner Ribeiro aparece nos noticiários desde os 12 anos. Titular do Santos com 16, fez história na Vila Belmiro e hoje é titular do Barcelona e incontestável na seleção brasileira.

Arte: Doentes por Futebol | Jean Chera em seus tempos de promessa no Santos.

Arte: Doentes por Futebol | Jean Chera em seus tempos de promessa no Santos.

No outro lado da moeda temos Jean Chera, que com 11 anos firmou contrato milionário com o Santos FC. Apareceu nos jornais, depositou-se toda uma esperança em cima dele e após rodar por Genoa, Flamengo e Cruzeiro integrou o elenco do Oeste de Itápolis que joga a Série B, e hoje se encontra num clube da segunda divisão grega (Cosme Rímole tem um post muito interessante resumindo a carreira do garoto, vale conferir).

Outro caso famoso é o do personagem da nossa coluna de hoje. Gabriel Barbosa, o Gabigol. Famoso desde os tempos da base – onde dizem marcou mais de 600 gols – Gabriel é outro dos jogadores nascidos em 96 que ilustram esse espaço. Também disputou o Mundial Sub-17 do ano passado e embora tenha ficado na reserva de Mosquito, anotou três gols na competição. Mas ficou marcado por ter perdido um pênalti, na eliminação diante do México.

Gabigol estreou com os profissionais em Brasília, no empate em 0x0 contra o Flamengo, entrando no fim da partida. O jogo marcou também a despedida de Neymar que após intensa novela partiu rumo a Catalunha, para defender o Barcelona. Dirigentes santistas apostavam em Gabriel e sua entrada naquele jogo, poderia simbolizar uma passagem de bastão. De um ídolo para outro.

Fato que chamou a atenção, foi que o jovem subiu para o elenco principal no começo do ano e sua primeira chance surgiu apenas no mês de maio daquele ano. Desde então, o atacante disputou 69 jogos com a camisa santista, tendo marcado 23 gols (média de 0,33 gols por jogo segundo o Footstats).

O jovem atacante começou no Santos usando a camisa 7. Com ela, ele brilhou no Paulistão desse ano, quando fio um dos melhores jogadores do time que ficou com o vice-campeonato, perdendo a final para o Ituano. Com a chegada de Robinho, Gabigol acabou herdando a camisa 10.

Nesta temporada, o atleta já balançou as redes em 21 oportunidades. (7 gols no Paulistão, 6 na Copa do Brasil e até aqui 8 no Brasileirão). Demonstrando ótimo poder de finalização. No começo do ano, Gabriel chegou a perder espaço com a chegada de Leandro Damião. Mas com a má fase do ex-Colorado, o garoto aproveitou as chances que teve e demonstrou que veio pra ficar.

Figura carimbada nas convocações do técnico Gallo, Gabigol será uma presença quase garantida no elenco que buscará o Ouro nas Olimpíadas de 2016. Então, olho nele!

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Paulistano, casado e com 33 anos. Apaixonado por futebol e pelo São Paulo FC. De memória privilegiada, adora relatar e debater fatos futebolísticos de outrora. Ex-estudante de jornalismo, hoje gerencia uma drogaria no município de Barueri, além de escrever para a Doentes por Futebol.