Na seleção, a 2 não é preocupação

  • por Levy Guimarães
  • 6 Anos atrás
Arte: Doentes por Futebol

Arte: Doentes por Futebol

Talvez nenhum outro país tenha tido tantos laterais direitos de alto nível ao longo da história como o Brasil. Afinal, uma seleção que já teve Djalma Santos, Carlos Alberto Torres, Leandro, Nelinho, Jorginho, Cafu e até mesmo Maicon está mais do que acostumada a ser bem representada com o número 2 às costas. Mas iniciando um novo ciclo rumo a 2018 e com diversas dúvidas pairando sobre a seleção, será que teremos algum nome capaz de manter esse retrospecto?

No momento, o que não falta são bons postulantes. Apesar de ainda não termos nenhum jovem lateral consolidado em uma grande liga do futebol europeu, alguns nomes mostram potencial para não só se destacarem no Velho Continente, como também fardarem a amarelinha e marcarem seu nome na seleção.

Um deles inclusive já vem atuando pelo Brasil nesse pós-Copa em 2014. Danilo, de 23 anos, vem há pelo menos duas temporadas se destacando pelo Porto. Mesmo atuando em uma posição de defesa, é hoje uma das principais armas ofensivas do time português: presença constante no apoio, chega com muita facilidade à linha de fundo e é bom nos cruzamentos. Não é à toa que volta e meia surgem especulações de gigantes europeus querendo o ex-santista, como Real Madrid, Barcelona e mais recentemente, Juventus.

Outro que também já foi convocado por Dunga, apesar de ainda não ter entrado em campo pela seleção principal, é Fabinho. O jogador do Mônaco, de 21 anos, também tem facilidade para atacar, usufruindo de sua velocidade e boa técnica. Com a saída de jogadores importantes do clube francês, como Falcao e James Rodríguez, o lateral revelado pelo Fluminense e com passagens pelo Real Madrid B e seleção sub-20 se transformou em peça fundamental para a equipe. E pelas últimas convocações de Dunga, parece questão de tempo até estrear pelo time principal.

Mário Fernandes é outro que já sentiu o gostinho de ser chamado pelo capitão do tetra. Passados os problemas por indisciplina dos tempos de Grêmio, desde que chegou ao CSKA ele só tem evoluído. Aos 24 anos, talvez seja, da nova geração, o lateral que melhor equilibra as funções de ataque e defesa. Apesar de não ter a mesma explosão dos dois já citados, Mário também marca presença no apoio, mas sem descuidar da retaguarda – tanto que também pode, eventualmente, atuar como zagueiro. No futebol russo, não encontrou problemas para se adaptar e foi titular em dois títulos nacionais conquistados pelo clube de Moscou.

Apesar de já ter escolhido alguns nomes nesse início de trabalho, Dunga não pode, de forma alguma, tirar os olhos de Mayke. O garoto de 22 anos é, para muitos, o melhor lateral atuando no país. Titular absoluto do Cruzeiro bicampeão brasileiro, chama atenção a desenvoltura para tabelar com os meias, chegar à linha de fundo e cruzar. Mayke também vem evoluindo na marcação, apesar de ainda precisar melhorar o porte físico. Porém, fôlego é o que não falta ao cruzeirense, que inevitavelmente já é comparado a Maicon, outro lateral que se destacou internacionalmente e foi revelado pelo Cruzeiro. O desempenho ascendente do jogador também o coloca em condições de se transferir para um grande clube europeu em um futuro próximo.

>> Leia mais: Será Mayke o novo Maicon?<<

 

Fechando a lista, o garoto Auro, de apenas 18 anos, tem sido uma grata revelação para o São Paulo em 2014, apesar de que não é de hoje que ele mostra que tem “bola no corpo”: no Mundial sub-17 do ano passado, se sobressaiu no título do Brasil. Neste ano, tem sido presença constante nas convocações para a seleção sub-20, além, é claro, das boas atuações pelo vice-campeão brasileiro. Honrando a tradição dos laterais brasileiros, é bastante forte e objetivo no ataque. Pela enorme margem de evolução, é outro forte candidato a vestir a amarelinha nos próximos anos.

>>Leia mais: Auro, a nova aposta da lateral direita<<

Diante de tantas boas opções, Dunga certamente vai ter uma bela dor de cabeça para definir seus laterais ao longo desse ciclo. E se você fosse o técnico? Quem escolheria para ser o camisa 2 da Seleção Brasileira?

Comentários

Estudante de Jornalismo e redator no Placar UOL Esporte, belo-horizontino, apaixonado por esportes e Doente por Futebol. Chega ao ponto de assistir a jogos dos campeonatos mais diversos e até de partidas bem antigas, de décadas atrás.