Seleção do Brasileirão DPF

  • por Doentes por Futebol
  • 5 Anos atrás

SELEÇÃO BRASILEIRÃO 2014

O Campeonato Brasileiro chegou ao fim com o bicampeonato do Cruzeiro. São Paulo, Inter e Corinthians fecharam o G4 e Vitória, Bahia, Botafogo e Criciúma foram rebaixados.

Equipes à parte, que atletas mais se destacaram na competição? É sempre difícil apontar os melhores de um campeonato tão longo. Um jogador que termina mal pode estar longe dos holofotes, mas ter feito um belíssimo torneio. Por outro lado, alguém que tenha feito partidas consistentemente discretas, brilhando apenas nas rodadas finais, por mais que esteja em evidência, pode não entrar no time ideal.

A equipe DPF resolveu, em votação interna, montar a sua própria Seleção do Brasileirão. Tentamos ser o mais justos quanto possível na análise da qualidade e da regularidade dos atletas durante o certame. A formação usada foi o 4-2-3-1, a mais comum no futebol atual. Confira!

O TIME

No gol, Marcelo Grohe (Grêmio) foi o principal nome. O arqueiro tricolor foi fundamental na melhor defesa do campeonato, atuando em alto nível especialmente no início da competição.

Patric (Sport) foi especialmente cruel contra o Palmeiras, mas não foi só o alviverde do Allianz Parque (ou Ananias Patric?) que teve problemas com o lateral direito. As subidas do rubro-negro foram armas importantes do Leão da Ilha na campanha, mesmo que o restante do time não tenha rendido da mesma forma.

O miolo de zaga tem Gil (Corinthians) e Leonardo Silva (Atlético-MG). O primeiro consolidou-se no futebol brasileiro com muita segurança nos desarmes e foi convocado para a Seleção Brasileira.

O segundo capitaneou o dinâmico Galo de Levir Culpi, mostrando excelente tempo de bola para impedir o progresso dos adversários e muito perigo na bola aérea ofensiva. Cabe uma nota de elogio à dupla de zaga do Grêmio, Rhodolfo e Geromel, que fez grande ano como conjunto e foi a menos vazada do certame.

Douglas Santos (Atlético-MG) fecha a defesa pelo lado esquerdo. Aos 20 anos, é o mais jovem integrante do time. O atleta acertou a lateral atleticana com atuações de alta qualidade tanto nos cruzamentos quanto na recomposição da defesa, em um patamar acima dos demais jogadores de sua posição.

O meio-campo começa com os volantes Souza (São Paulo) e Lucas Silva (Cruzeiro). O tricolor foi mais um a ser convocado à Seleção por suas atuações, que reduziram a exposição da conturbada defesa são-paulina e deram velocidade e lucidez à saída de jogo do talentoso ataque do time.

O jovem cruzeirense mostrou um talento acima da média na qualidade de passe e de lançamento, sendo importante não só na saída de bola, como na criação de jogadas em profundidade do bicampeão brasileiro. Ainda, Lucas Silva regularmente leva muito perigo nos chutes de fora da área.

Os meias são Éverton Ribeiro (Cruzeiro), Ricardo Goulart (Cruzeiro) e Ganso (São Paulo). Ribeiro, que já havia sido destaque em 2013, manteve o alto nível e foi mais um a entrar nas listas de Dunga. O camisa 17 demonstrou muita habilidade em suas arrancadas e, claro, criou oportunidades de gols de todas as maneiras possíveis.

Se Éverton Ribeiro criou gols, Ricardo Goulart os marcou. O ponta-de-lança celeste balançou redes adversárias 15 vezes no Brasileirão, fazendo-se artilheiro do bicampeão nacional ao lado de Marcelo Moreno, e também foi convidado a vestir a amarelinha em 2014. Mas nem só de gols consistiram as atuações de Goulart. A movimentação inteligente do meia e sua capacidade de fazer tabelas envolventes foram quase sempre o gatilho das rápidas jogadas de ataque do Cruzeiro.

Velocidade, no entanto, não se aplica a Ganso. Não pelo fato de o tricolor não ser especialmente rápido, mas porque o tempo parece não correr em suas jogadas. O talentoso meia parece ter todo o tempo do mundo para procurar companheiros, avaliar as melhores possibilidades de passe, observar onde estão os marcadores e o goleiro, pensar se a finalização teria mais chances de sucesso e, então, optar pela melhor alternativa. E isso às vezes quando a bola ainda nem chegou a seus pés. Se Ganso viveu maus bocados nos últimos anos, parece ter reencontrado o caminho para desempenhar um grande futebol.

Guerrero (Corinthians) fecha a equipe no comando do ataque. O peruano mostrou um cabedal invejável de recursos técnicos para lidar com a bola e foi o artilheiro do Corinthians com 12 gols. Outros atacantes (e um meia) acumularam mais tentos, entretanto, vale lembrar que o corintiano não foi o cobrador de pênaltis oficial de seu time. Fred (Fluminense), após a terrível Copa do Mundo, foi o artilheiro do Brasileirão e também merece ser notado.

RESERVAS: Tiago Volpi (Figueirense); Mayke (Cruzeiro), Jemerson (Atlético-MG), Rhodolfo (Grêmio), Egídio (Cruzeiro)/Zé Roberto (Grêmio); Henrique (Cruzeiro), Aránguiz (Internacional); Diego Tardelli (Atlético-MG), Conca (Fluminense), Dátolo (Atlético-MG)/Fred (Fluminense); Marcelo Moreno (Cruzeiro).

O TÉCNICO


O técnico da Seleção DPF é Marcelo Oliveira (Cruzeiro). E com toda justiça: o comandante celeste levou o time à liderança na sexta rodada e de lá não saiu mais. Isso se torna ainda mais difícil quando o time já vem de título no ano anterior, já que os adversários tendem a ter mais cautela. Mais do que isso, a Raposa quebrou recordes e tornou-se a equipe com mais pontos, vitórias e rodadas na liderança desde que o Brasileirão de pontos corridos tem 20 times.

A REVELAÇÃO


Jemerson (Atlético-MG) foi a grande revelação do campeonato. O zagueiro atleticano entrou no time devido a diversas lesões dos colegas logo no início do Brasileirão. Mas o menino não sentiu o peso da responsabilidade e foi um dos melhores defensores de todo o torneio. O destaque alvinegro fugiu à atenção de muitos porque os olhares normalmente se voltam aos jogadores de ataque, o que é uma tremenda injustiça.

O CRAQUE


Ricardo Goulart, assim como em 2013, foi o artilheiro cruzeirense na campanha do título, mas desta vez fez ainda mais gols. O talento do meia para se posicionar sempre distante da marcação para chutar livre a gol foi um pesadelo para os adversários. A percepção de espaço, a combatividade na recomposição, a aproximação dos companheiros para tabelar e a movimentação incessante do jogador abriram-lhe as portas da Seleção Brasileira e foram o grande diferencial celeste na conquista do Brasileirão. Se a técnica do ponta de lança em si não é de sonho, esse problema é superado com folga por sua inteligência tática. No ano passado, o grande destaque foi o motor do time, Éverton Ribeiro. Neste, foi a ignição Ricardo Goulart, o jogador que inicia tudo e sem quem nada flui direito.

Gostou do time? Seu craque é outro? Faria alguma troca? Opine!

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