A ascensão de Alexis Sánchez

  • por Doentes por Futebol
  • 3 Anos atrás
Arte: Doentes por Futebol

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Alexis Sánchez é um dos jogadores mais completos do mundo. Duvida? Apesar do chileno não ter feito o sucesso esperado no Barcelona, o maior craque do Chile tem obtido bons números nas últimas temporadas. Teve 19 participações em gols dos catalães na Liga Espanhola da temporada 13/14, ficando atrás apenas de Messi (que obteve 31 participações). Na sua temporada de estreia na Premier League, o chileno possui as mesmas 19 participações em gols. Tendo em vista que ainda estamos na “metade” da atual temporada europeia, isso mostra como Alexis conseguiu retomar sua evolução, após um período de turbulência na Espanha, e finalmente estamos vendo ‘El niño maravilla‘ assumindo a posição de protagonista entre os gigantes no cenário europeu.

Outro dado importante que mostra o tamanho do salto qualitativo que Sánchez deu ao trocar Barcelona por Londres é sua importância nos jogos do Arsenal na Premier League. Alexis é um dos jogadores que mais conquistaram pontos para sua equipe na EPL, participando diretamente com gols ou assistências que garantiram os três pontos ao final das partidas: Alexis é o quarto jogador que mais marcou gols decisivos na Premier League. Seus gols ajudaram o Arsenal a conquistar diretamente 09 pontos (Christian Eriksen – 13 pontos, Harry Kane – 12 pontos e Charlie Austin – 10 pontos completam a lista).

Enfim, já era mais do que hora de Sánchez ter seu talento reconhecido e apreciado, por isso resolvemos fazer este especial contando sua trajetória desde o início no Chile até os dias atuais.

Confira a ascensão de Alexis Sánchez:

Surge “El niño maravilla”
(por Gustavo Ribeiro)

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Nascido em Tocopilla, Alexis Sánchez é oriundo de uma família humilde, que sempre passou dificuldades financeiras. Mas isso não o impediu de seguir seu sonho de jogar futebol, ofício que aprendeu desde cedo. Em 1999, com se
us 11 anos, se mudou para Rancagua para jogar em uma escolinha de futebol filiada à Universidad Católica, um dos maiores clubes do país. Em 2001, novamente pegou as malas. Dessa vez, o destino seria a cidade de Santiago, após receber um convite para jogar nas categorias de base do Santiago Wanderers.

Sua estadia em Santiago foi curta, durando apenas algumas semanas. De volta a sua cidade natal, passou a disputar torneios regionais, nos quais era sempre destaque. Com isso, foi levado para fazer testes nas canteras do Colo-Colo, mas, por causa de uma entorse no pé, acabou não ficando e teve que continuar perambulando pelos campos de várzea até aparecer uma nova chance.

Em 2004, quando passou a jogar na Escuela de Fútbol de Cobreloa, filial do clube na cidade de Tocopilla, continuou chamando a atenção de vários olheiros. Os dirigentes do Cobreloa, então, se depararam com seu talento e não hesitaram em levá-lo para fazer parte das categorias de base do clube. Em um dos treinos do time profissional contra os juvenis, o então técnico do time principal, Nelson Acosta, ficou abismado com seu talento e logo o promoveu para jogar junto com a primeira equipe.

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Era 12 de fevereiro de 2005. No estádio Municipal, em Calama, Cobreloa e Deportes Temuco se enfrentavam pela quinta rodada do Apertura. Quando já haviam sido jogados 77 minutos, com a partida empatada em 4×4, Nelson Costa decidiu apostar no franzino garoto Alexis Sánchez para fazer sua estreia como profissional. O jogo terminou 5×4 para a equipe “Naranja” e Sánchez começava a construir sua história no futebol.

Naquele ano, Sánchez também estreou pela seleção chilena no Sul-americano sub-17, disputado em Maracaibo, na Venezuela. Num Chile com jogadores que mais tarde viriam a ter destaque, como o goleiro Toselli e o lateral Mauricio Isla, Sánchez viu sua seleção cair ainda na primeira fase.

Em março, fez seu primeiro jogo na Copa Libertadores. Com 16 anos, tornou-se um dos jogadores mais jovens a disputar a competição mais importante no continente. Com seus 12 gols em 47 jogos com a camisa do Cobreloa, acabou chamando a atenção de clubes como Manchester United, Villarreal e Werder Bremen, sendo finalmente contratado pela Udinese, que não hesitou em pagar três milhões de dólares por seu futebol.


Mas, como era novo e, consequentemente, teria pouco espaço no time titular, o clube italiano decidiu emprestá-lo e o Colo-Colo foi o escolhido para receber o jovem atacante. Sánchez estreou pelos caciques em julho de 2006. Num time com Valdívia, Humberto Suazo e Matías Fernández, Sánchez era apenas uma opção de ataque para o técnico Claudio Borghi, mas era usado constantemente.

Mesmo jovem, Sánchez era elogiado por todos, que viam nele um potencial enorme. Nelson Acosta, técnico que o lançou como profissional no Cobreloa, não hesitou em convocá-lo para defender a seleção chilena principal. Sua estreia foi em um amistoso contra a Universidad Católica, sendo que logo depois enfrentaria a Nova Zelândia, o primeiro jogo oficial com a La Roja.

Mas o empréstimo do jovem atacante tinha chegado ao fim e, com isso, ele teria que retornar para a Itália. Pelo Colo Colo, foram 48 jogos disputados e apenas 9 gols marcados. Participou das conquistas do Clausura e Apertura de 2006. Mesmo após ganhar experiência em sua passagem pelo time chileno, os dirigentes da Udinese sentiram que o jogador ainda não estava pronto e decidiram emprestá-lo novamente. Dessa vez, o destino seria a Argentina, mais precisamente o River Plate.

Em 2007, continuaria a escrever sua história pela seleção. Naquele ano, Sánchez estava entre os selecionados para defender o Chile no Mundial Sub-20, que seria disputado no Canadá. Ao lado de nomes como Arturo Vidal, Mauricio Isla e Gary Medel, o jovem fez um bom Mundial, levando o Chile a um incrível terceiro lugar. Alternando entre o banco e a titularidade, fosse por lesão ou suspensão, terminou a competição com um gol e uma assistência em quatro jogos.

Já com a camisa do River Plate, Sánchez seria comandado por Daniel Passarella, um dos maiores ídolos do clube. Na equipe millonaria, foi logo alçado ao time titular. Seu primeiro gol pelo clube foi no dia 29 de agosto: River Plate e Estudiantes empatavam em 2×2, quando Passarella resolveu apostar no jovem chileno para mudar a cara da partida, colocando-o na vaga do já experiente Ariel Ortega. Aos 82 minutos, Sánchez, que tinha acabado de entrar, marcou o terceiro gol, o gol da virada. O River Plate venceu por 4×2 e Sánchez já começava a ganhar moral em Núñez.

Mas em seu sexto jogo, em setembro daquele ano, Sánchez sofreu o primeiro grande baque de sua carreira. Após já ter caído nas graças da torcida, o atacante sofreu uma grave lesão, que o tirou de combate pelo resto da temporada. Foram três meses longe dos gramados, o que o fez perder alguns jogos das Eliminatórias para a Copa de 2010.

Mas se Sánchez deixou boa impressão, não se pode dizer o mesmo do time que terminou o campeonato na 14ª posição. Com isso, a diretoria decidiu reformular tudo, desde a comissão técnica até o elenco. Passarella deixou o comando técnico e Diego Simeone foi contratado para assumir o cargo.

Sánchez foi um dos poucos que continuou no grupo. E, com a saída de vários jogadores, começou a ganhar mais espaço. “El niño maravilla”, como era apelidado, não demorou para deslanchar e se tornar um dos destaques do time, que também tinha um já experiente Loco Abreu e, apenas começando a carreira, um tal de Falcao García.

Com vários atacantes no elenco, o chileno foi deslocado para a ponta direita, deixando Falcao mais próximo do gol. De forma inesperada, o time encaixou tão rápido que, no primeiro semestre de 2008, já estava dando a volta olímpica após conquistar o Clausura. O artilheiro da equipe foi Buonanotte, com nove gols marcados, e o vice foi Falcao, com seis. Sánchez, jogando mais longe do gol, marcou apenas duas vezes.

Em junho daquele ano, o contrato de empréstimo chegava ao fim e Alexis Sánchez deixava o River Plate após 31 jogos disputados e quatro gols marcados. Agora, já mais experiente e maduro, o atacante retornava à Udinese em condições de disputar uma vaga no elenco.

Pela seleção, não demorou muito para se tornar um dos pilares do time. A Copa do Mundo de 2010, sob o comando de Marcelo Bielsa, foi sua primeira grande competição pelo Chile, no qual já era titular, mas esteve longe de obter o destaque que muitos esperavam. O que é compreensível para um jogar de apenas 21 anos na época.

Mesmo após ser eliminado nas oitavas de final para o Brasil, Sánchez sabia que ainda teria muito para mostrar pela seleção, e oportunidades não faltariam. Uma delas seria nas Eliminatórias para a Copa de 2014, nas quais a seleção teve um péssimo começo, que chegou a colocar e risco a classificação. Mas, após a chegada de Jorge Sampaoli para o comando técnico, o futebol do atacante evoluiu de forma assustadora, chegando a terminar as Eliminatórias como um dos destaques ao lado de Messi, Suárez e Falcao, com 4 gols em 12 jogos.

Já consolidado no futebol europeu, Sánchez chegou ao Brasil com um dos candidatos a destaque da Copa. Com um ótimo time para auxiliá-lo, o atacante chileno não sentiu a pressão e, com dois gols e uma assistência em quatro jogos, conseguiu classificar sua seleção num grupo que tinha Espanha e Holanda, chegando às oitavas de final e caindo somente na disputa de pênaltis contra o Brasil.

Com ótimas atuações e cada vez mais referência em sua seleção, Sánchez é um dos grandes nomes de uma geração de ouro, que tem Aranguíz, Vidal, Vargas, Isla, Díaz e Bravo. Mesmo com apenas 26 anos, o atacante já está entre os maiores artilheiros da história da La Roja com 26 gols marcados em 76 jogos, estando apenas a onze de igualar o líder da lista Marcelo Salas.

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Sánchez na Udinese – A explosão do ‘Niño Maravilla’
(por Tiago Domingos)

Arte: Doentes por Futebol

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A Udinese sempre foi uma das, se não a melhor equipe italiana com a melhor rede de olheiros, sobretudo no Leste Europeu e na América do Sul. Exemplos nos últimos anos não faltam, vão de Handanovic à Cuadrado, passando claro por Alexis Sánchez. O chileno fora contratado pelo clube em 2006, mas só estreara de fato em 2008, após empréstimos a Colo-Colo e River Plate.

Na Udinese, Alexis viveu uma nítida transformação física e técnica.

O garoto um pouco mirrado dos tempos de América do Sul deu lugar a um Sánchez mais musculoso, porém sem perder um de seus maiores pontos fortes: a velocidade e a agilidade em driblar. O drible, muitas vezes improdutivo, passou a se tornar muito mais objetivo. Os gols, antes escassos, passaram a ocorrer com maior frequência. Nascia ali em Udine, um novo jogador. Forte, rápido, e decisivo com mais bolas nas redes e assistências.

Foram três temporadas na Itália, mas é impossível não parar de destacar a última. Jogando com extrema liberdade num 3-5-1-1, de Francesco Guidolin, Alexis Sánchez brilhou e encantou. Jogando um pouco atrás de Di Natale, Sánchez fez uma dupla infernal com o atacante italiano.

Juntos marcaram 40 gols, sendo 12 do chileno, melhor marca da carreira até então. Começava a ter início a fase mais goleadora da carreira, com destaque para a partida diante do Palermo, fora de casa. Sánchez acabou com o jogo: 4 gols, feito inédito até os dias de hoje na sua vida pessoal.

A temporada 2010-2011 foi realmente especial. A Udinese foi 4ª colocada no Campeonato, superando grandes equipes como Lazio, Roma e Juventus e classificando-se para a Liga dos Campeões da temporada seguinte. Alexis jogava com liberdade, flutuando atrás de Di Natale. Além dos 12 tentos, foram mais 10 assistências, e um Sánchez totalmente avassalador.

Com uma facilidade incrível, tirava os zagueiros pra nada, somado a um poder de finalização e uma objetividade jamais vista que o tornou objeto de desejo dos maiores clubes da Europa. Ali, em 2010-2011 não existia jogador mais promissor no continente europeu do que Alexis Sánchez e feliz era o clube que o contrataria. Exceto um: o Barcelona. Com um estilo de jogo baseado na incessante troca de passes e feito para Lionel Messi brilhar, Sanchez não teria a liberdade que teve na Seleção Chilena e na Udinese. Mas isso é história que será contada abaixo.

Alexis Sánchez no Barcelona
(por Victor Mendes)

Arte: Doentes por Futebol

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A chegada de Alexis Sánchez à Catalunha foi cercada de expectativas. Se o trio de ataque formado por Pedro Rodríguez, Lionel Messi e David Villa terminou a temporada 2010/2011 com grande moral, o chileno era visto como uma ameaça real na briga pela titularidade, especialmente para o lugar de Pedro. A disposição para apertar a saída de bola adversária e a disciplinada ajuda defensiva chamaram a atenção de Josep Guardiola, um treinador que, como sabemos, gosta de avançar suas linhas ofensivas de maneira intensa para marcar no campo rival.

No entanto, salvo lampejos, Alexis nunca foi El Niño Maravilha no Barcelona. Pelo contrário. É verdade que o rígido jogo tático do Barcelona, baseado na troca de passes e na manutenção da posse de bola, permite liberdade de movimentação somente a um jogador. Atualmente, este privilegiado, obviamente, é Lionel Messi. Ao deparar com esse cenário, o chileno ficou estacionado na ponta direita do 4-3-3 blaugrana, somando sempre muito pouco ao coletivo.

Especialmente em 2012/2013, (sua pior temporada no futebol espanhol, já com Tito Vilanova no comando técnico do Barça) frequentes discussões sobre o jogador foram feitas. Para alguns membros da imprensa, o estilo de jogo culé não combinava com as características de Sánchez. Meia verdade, de fato: ele é um futebolista vertical e objetivo. Porém, é importante mencionar que a seleção chilena, desde Marcelo Bielsa, pratica um futebol parecido com o da escola barcelonista, ofensivo e com muitos passes.

Mas há uma diferença crucial entre Chile e Barcelona: enquanto o sistema de jogo azulgrená “prende” seus jogadores de forma intencional, o chileno (com Bielsa e Jorge Sampaoli) é menos decorado, permitindo a alternância de posicionamentos à frente. O Chile tem uma equipe (estruturalmente falando) onde Alexis se sente “mais seguro para errar”. E ele acerta.

Questões táticas à parte, Sánchez também deixou a desejar tecnicamente no Camp Nou. Até por isso, é bom desmitificar certos mitos que aparecem com sua boa fase no Arsenal. Com a confiança em baixa, irritou a torcida pela displicência (sempre de cabeça baixa, desperdiçando muito gols), a demora em soltar a bola em momentos cruciais e os demasiados erros. Nunca se sentiu protagonista e deixava se levar pela maré ruim.

Em setembro de 2013, deu uma interessante entrevista ao periódico El País, onde explicou sua principal função no Barcelona:

“Jogar no Barcelona é muito difícil. Aqui eu tive que aprender futebol de novo. O que eu fazia na Itália não posso fazer aqui. Antes de usar do meu drible, e aproveitar o um contra um, tenho que abrir o campo, encontrar espaços. Guardiola sempre me deu confiança pra continuar fazendo o que faço”, explicou à época. Sintomático.

Quando Tata Martino assumiu o Barcelona, tentou ativar a todo custo o chileno.

A temporada foi relativamente boa, sobretudo no Campeonato Espanhol. Marcou dois golaços contra Real Madrid e Atlético de Madrid e foi decisivo em outros jogos de médio e baixo nível, mas ainda assim importantes em campeonatos de pontos corridos.

Seu melhor período, coincidentemente, foi na ausência de Messi por lesão. Contra o Elche, na primeira partida de 2014, anotou um hat-trick, comemorado a exaustão por Martino e todo o elenco.

No fim das contas, vender Alexis Sánchez foi uma decisão correta da diretoria. Primeiro porque, fatalmente, seria reserva com a chegada de Suárez. Ainda que ele seja mais jogador que Pedro e poderia ser melhor opção em caso de lesão de um dos sul-americanos do ataque, o espanhol é xodó da torcida e “nunca” entrou em campo pressionado como o chileno. Segundo porque a relação estava desgastada: ele não tinha mais nada a evoluir dentro do jogo culé, que por sua vez não tinha mais nada a oferecer ao jogador. Bom para todos: a torcida do Barcelona não sente falta da versão do Alexis que passou pelo Camp Nou e Alexis tem jogado mais que em qualquer temporada que ficou na Espanha.

Chegada ao Arsenal e protagonismo
(por Wladimir Dias)

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Após uma passagem com altos e baixos no Barça – terminada positivamente –, o chileno chegou ao Arsenal com a obrigação de resolver jogos e com a missão de agregar imprevisibilidade ao elenco dos Gunners. Contratado por aproximadamente £35 Milhões, valor absolutamente em desacordo com a política de contratações de Arsène Wenger, o camisa 17 chegou com o peso de ser uma realidade imediata. E tem correspondido.

Aos 26 anos, Alexis vive, possivelmente, o auge de sua carreira. Confiante em seu futebol como nunca antes, não vive à sombra de nenhum outro craque – diferentemente dos tempos na Catalunha – e também está mais maduro do que nos tempos da Udinese. Apesar de estar sempre cercado por jogadores do quilate de Santi Cazorla e Aaron Ramsey, isso sem falar do alemão Mesüt Özil, há muito lesionado, é a sua estrela que mais brilha.

E a afirmação supra sustenta-se em suas estatísticas. Disputadas 32 partidas (somando os jogos pela Premier League, Champions League, Community Shield, FA Cup e League Cup), Sánchez foi às redes 18 vezes, provendo ainda 9 assistências aos seus companheiros. Para se ter uma ideia do impacto do chileno no clube londrino, na última temporada, o centroavante Olivier Giroud foi o artilheiro do Arsenal com 22 gols em 51 jogos, média de 0,43 gol por jogo. A média de Alexis, no momento, é de 0,58 gol por partida – é importante considerar, ainda, que o atacante não é o autêntico centroavante, não restringindo seu jogo à grande área adversária.

Atuando pelo lado direito, pelo lado esquerdo ou mesmo pelo centro do ataque, Sánchez se tornou um jogador absolutamente perigoso e letal. A rapidez com que compreendeu a intensidade do jogo disputado na Terra da Rainha é outro ponto capaz de sintetizar a influência e o impacto do chileno nos Gunners.

Disse Wenger em entrevista ao SkySports:


“Ele teve uma das adaptações mais rápidas na Premier League que já vi. Acredito que seja porque ele se sente aceito pelos outros jogadores. Ele sente que é um jogador importante no elenco. Sánchez é um jogador que pode jogar pelo centro, mas de forma diferente de (Olivier) Giroud, por causa de sua mobilidade,”.

 

Um dos únicos pontos que pesam contra Alexis, até o momento, é a dificuldade em ser decisivo nos jogos-chave da liga. Considerando os clubes que estão em boa condição na classificação (tomemos por base os oito primeiros), Sánchez só marcou contra o Manchester City e o Southampton (em uma ocasião), passando em branco contra Chelsea, Southampton (no outro dos dois jogos disputados), Manchester United, Tottenham, West Ham e Liverpool (Sánchez marcou seu primeiro gol contra os Reds em 04/04/15).



Entretanto, esse dado é uma gota em um oceano de participações de grande quilate. Além das sete assistências providas na Premier League, o chileno criou outros 49 passes-chave para seus companheiros, ajudando-os imensamente. Seu aproveitamento de 67% de finalizações também chama atenção e só é inferior ao de Diego Costa, com 72% – considerando os atletas com, no mínimo, 30 chutes ao gol no Inglês.

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Garantiu ao SkySports o astro e ídolo do Arsenal, Thierry Henry:


“(Sánchez) É a melhor contratação (do Arsenal) nos últimos seis anos,”.

Da forma como a temporada se encaminha, Sánchez tem tudo para ser o maior destaque dos Gunners em 2014-2015, algo que confirma sua qualidade e que nos permite admitir que o chileno é, atualmente, um dos melhores atacantes do mundo.
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