Cinco jogadores de linha que foram goleiros por um dia

  • por Tiago Lima Domingos
  • 5 Anos atrás

O futebol proporciona vários momentos legais, muitos deles por serem raros. Quem não gosta de ver um gol olímpico, um gol de goleiro quando sobe à área adversária? Outro momento legal, e também raro, é quando um jogador de linha é obrigado assumir o gol, quase sempre quando o goleiro é expulso e o time já realizou todas as três substituições.

Pensando nisso, resolvemos relembrar cinco grandes momentos em que isso ocorreu no futebol mundial. Vamos então aos cinco goleiros por um dia, alguns deles muito bem conhecidos por nós.

1 – Caio Ribeiro (Flamengo)

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Foto: Reprodução TV Globo | Vestido com camisa de goleiro, Caio Ribeiro dá entrevista na beira do campo

No Campeonato Brasileiro de 1999, Flamengo e Gama empatavam em 1×1 quando Clemer, arqueiro do Fla, tentou impedir um gol do time adversário colocando a mão na bola fora da área. Obviamente, acabou expulso. Com todas as substituições realizadas, sobrou para Caio Ribeiro, hoje comentarista da TV Globo, a tarefa de defender o gol do Mengão. E não é que Caio mandou bem? O ex-atacante agarrou durante os 10 minutos finais da partida e segurou o empate. Caio contou que nos rachões costumava brincar de goleiro. Clique aqui e relembre como foi.

2 – Jan Koller (Borussia Dortmund)

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Foto: Reprodução | O dia em que o gigante Jan Koller de 2,02m foi goleiro por um dia

Quem não lembra de Jan Koller, o gigante tcheco? O atacante de 2,02m se destacou no Borussia Dortmund ao lado de Rosicky, Amoroso e companhia, e começou a carreira como goleiro, talvez pela sua grande estatura.

Em 9 de Novembro de 2002, O Borussia Dortmund enfrentava o Bayern, em Munique, e empatava em 1×1. Aos 20 minutos da segunda etapa, o peruano Claudio Pizarro anotou o segundo gol dos bávaros colocando-os na frente do marcador. O goleiro do Dortmund, Jens Lehmann, que já havia recebido um cartão amarelo, reclamou efusivamente de um impedimento no lance e foi expulso. Com o Borussia sem possibilidade de realizar novas substituições, sobrou para o gigante Jan Koller a tarefa de ser goleiro por (mais) um dia. Por quase meia hora, Koller se virou como pôde, realizando defesas sem jeito, mas que mantiveram o resultado do placar.

3 – Edmundo (Vasco)

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Foto: Reprodução | Edmundo pegando como goleiro do Vasco em 2008

Talvez o caso de maior craque que virou goleiro por um dia, este capítulo inusitado se deu em São Januário em setembro de 2008, ano de recordações ruins para os vascaínos. O Vasco recebia o Cruzeiro pelo Campeonato Brasileiro e perdia por 2×1 quando o atacante Guilherme foi derrubado pelo goleiro Tiago na grande área. Pênalti! Experiente, e veterano, um dos maiores ídolos do Vasco, Edmundo, talvez num momento de raiva e paixão, pediu a camisa e assumiu o gol. Apesar do apoio da torcida, Edmundo não conseguiu pegar o pênalti convertido por Guilherme, mas, se serve de consolo, não levou mais gols dali para frente. O Vasco perdeu de 3×1 e terminaria o ano rebaixado à segunda divisão nacional.

4 – Felipe Melo (Galatasaray)

melo

Foto: Reprodução | O maluco Felipe Melo defendeu pênalti quando virou goleiro por um dia em 2012.

Essa é uma história sensacional. Aconteceu em 24 de Novembro de 2012, na Turquia. Pelo campeonato local, o Galatasaray vencia, fora de casa, o Elazigspor por 1×0, quando, aos 44 do segundo tempo, o goleiro Muslera cometeu pênalti no adversário. Mais uma vez, goleiro expulso e substituições esgotadas. Felipe Melo, ídolo da torcida, foi ser mais ídolo ainda e assumiu a posição debaixo das traves para fazer história. Por incrível que pareça, Melo defendeu o pênalti e ainda tirou onda ao comemorar imitando um pitbull.

O Galatasaray venceu por 1×0 e o clube chegou a lançar uma camisa de goleiro com o nome do jogador. Tudo pelo marketing e pela idolatria.

 

5 – Rafael Moura (Internacional)

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Foto: Reprodução | O “goleiro” Rafael Moura, dianta da Chapecoense em 2014

Certamente um dos lances mais lembrados de 2014. O Internacional levou uma sapecada da Chapecoense de 5×0, pelo Brasileirão. Não bastasse a goleada, a partida reservou esse momento curioso: o Inter já perdia de 4×0 quando o goleiro Dida cometeu pênalti e foi expulso. Com as três trocas de direito já feitas, sobrou para o atacante Rafael Moura o papel de agarrar. Sem sucesso! Camilo cobrou a penalidade e finalizou a goleada – 5×0 Chapecoense para delírio dos gremistas.

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Carioca e rubro-negro. Do Rio de Janeiro a Milão. Doente por futebol, é claro. E apaixonado pelo Calcio.