Como vêm os europeus para a reta final da temporada

Arte: Fred Miranda - Doentes por Futebol | Os professores, protagonistas dessa reta final de temporada.

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O início de 2015 marca metade da temporada europeia, que começou em agosto. Com Ligas, Copas e Champions chegando à reta decisiva, os times se reforçam e firmam os elencos que vão em busca dos títulos. Vamos dissecar os grandes da Europa e saber até onde eles podem ir!

Na Alemanha, o Bayern de Munique nada de braçada. Com um turno pela frente, tem nove pontos de vantagem para o segundo colocado (Wolfsburg) e segue uma tranquila rota até o tricampeonato alemão. Invicto na liga nacional, o time do inventivo Guardiola não está imbatível na Champions (foi derrotada no penúltimo jogo da fase grupos frente ao Manchester City), mas mesmo assim chega “favoritaço” ao mata-mata, no qual enfrenta o Shakhtar Donetsk.

Taticamente, Guardiola tem mostrado um enorme leque de opções. O técnico tem muitas peças no departamento médico e se vira como pode para seguir no topo. Desde a surra imposta pelo Madrid, na semifinal da última Champions, Pep tem arrumado mais a defesa. Na atual temporada, dentro das variações, a tônica tem sido com três homens de defesa, e assim deve ser quando todos estiverem à disposição.

O 3-1-4-2 de Guardiola. Assim tem sido, até aqui.

O 3-1-4-2 de Guardiola. Assim tem sido, até aqui.

O Borussia de Klopp vive um momento difícil. Na Bundesliga, está na zona do rebaixamento e tem uma campanha pífia10 derrotas em 17 jogos. na Champions, foi líder de uma chave complicada e chega às oitavas de final para enfrentar a Juventus da Itália. Reus segue convivendo com lesões no tornozelo e especulações de que estaria de saída. Com isso, o principal jogador do time tem a dura tarefa de focar no que a equipe precisa: vencer.

Gundogan voltou, assim como Kagawa, e é com eles que o time de Klopp vai tentar sair da zona do rebaixamento e ir longe na Champions. O inteligente técnico na nova geração tem sido inventivo. Usou vários esquemas, mas ainda não sabe qual será a base até o final do ano, que depende muito da disponibilidade dos atletas.

Um hipotético 4-2-3-1 para Klopp usar com todos a disposição. O time precisa reagir na Alemanha.

Um hipotético 4-2-3-1 para Klopp usar com todos a disposição. O time precisa reagir na Alemanha.

Na Espanha, o Madrid de Ancelotti segue no topo da tabela e, apesar da derrota para o Valência, pode abrir quatro pontos de vantagem sobre o vice-líder Barcelona, pois ainda tem um jogo a fazer. Na Copa do Rey, começa a decidir a passagem nesta semana em um derbi que promete. Na Champions, o duelo contra o Schalke deve ser tranquilo. O Madrid é favorito nas três frentes.

Em campo, o 4-4-2/4-3-3 de Ancelotti segue bem afinado. A volta de Modric nas próximas semanas deve plantar uma dúvida na cabeça do técnico: Isco ou James? O jovem malaguenho vem caindo nas graças da torcida, tanto pela rápida adaptação em diferentes posições (falamos disso AQUI) quanto pelo drible fácil e a condução precisa. James chegou bem, foi uma das estrelas da Copa do Mundo, mas nos últimos jogos não tem tido uma produção à altura e começa a ser questionado.

O 4-4-2/ 4-3-3 de Ancelotti terá um dilema com a volta de Modric: James ou Isco?

O 4-4-2/ 4-3-3 de Ancelotti terá um dilema com a volta de Modric: James ou Isco?

Simeone ganhou Fernando Torres e, com isso, um dilema: escalar o ídolo ou manter a base que vem dando certo? Torres é o típico centroavante de área e pode ter tanto a companhia de Mandzukic quando a de Griezmann. O problema é que ambos começam a despontar juntos. Koke e Arda seguem ditando o ritmo do time, e a solidez defensiva da última temporada segue presente.

Com 15 gols sofridos em 17 jogos, o Atlético tem a terceira melhor defesa da Liga. Hoje é o terceiro, mas no fim de semana tem um confronto direto contra o Barça, que pode coloca-lo na segunda colocação de forma isolada. Na Champions, o duelo contra o Leverkusen é parelho, até equilibrado, mas não assusta. Regido por Simeone, contando com a força da bola parada e a volta de Torres, o Atlético pode ir longe novamente.

Com Torres, o Atlético pode ter um 4-4-1-1 com Griezmann atrás dele.

Com Torres, o Atlético pode ter um 4-4-1-1 com Griezmann atrás dele.

No Barça, a derrota para o Real Sociedad, com Messi e Neymar no banco, instaurou uma crise interna. O diretor de futebol e ex-jogador do clube Zubizarreta foi demitido e a crise política começa a afetar o futebol. Segundo colocado no Espanhol, o Barcelona enfrentará o Manchester City na Champions em um momento de ascensão do time de Pellegrini.

Pressionado, Luis Enrique precisará mostrar resultados nestes últimos meses da temporada. O técnico, que não consegue formar um time e não repete as escalações, já começa a ser contestado. Do trio de ferro da Espanha, hoje o Barça parece ser o mais abalado e menos pronto para levantar uma taça.

O 4-3-3 de Luis Enrique. Messi alternando com Suárez e laterais dando profundidade. Ideia, mas que na pratica não funcionou ainda.

O 4-3-3 de Luis Enrique. Messi alternando com Suárez e laterais dando profundidade. Ideia, mas que na pratica não funcionou ainda.

Na ponta da Premier League, mas tendo uma sequência ruim no fim de 2014, o Chelsea de Mourinho enfrentará o PSG no grande jogo das oitavas de final da Champions. Se na Inglaterra a briga pela taça vai se pulverizando com City – mesmo com o United chegando –, na Europa, o Chelsea pode ser considerado a terceira força, atrás de Real e Bayern.

O time vem bem definido desde o começo da temporada: 4-2-3-1 com Matic e Fàbregas trabalhando na primeira linha do meio, Oscar, Willian (Schurrle) e Hazard na segunda e Diego Costa, artilheiro do inglês, à frente. Drogba tem aparecido com frequência, mas talvez não tenha pique para ser o titular de Mou. Brigando em várias frentes, é difícil afirmar que o Chelsea ganhará algo na temporada (mas tem tudo para isso).

O 4-2-3-1 de Mourinho. Matic com um leão a frente da defesa, Fàbregas armando o time e o trio dando variação e intensidade. Diego Costa definindo.

O 4-2-3-1 de Mourinho. Matic com um leão a frente da defesa, Fàbregas armando o time e o trio dando variação e intensidade. Diego Costa definindo.

Vice-líder na EPL e tentando crescer na Europa, o Manchester City vem subindo de produção nas últimas jornadas. Na Premier League, não perde há 11 jogos e encostou no Chelsea – empatando em todos os critérios com o time de Londres. Já na Champions, venceu os dois últimos jogos de forma heroica e se classificou para enfrentar o Barcelona na próxima fase.

Principal jogador do time na temporada, Sergio Aguero está voltando de lesão e deve se incorporar ao grupo nas próximas semanas. Com isso, quem cresceu muitos nos últimos embates foi Frank Lampard, que, com sua experiência e bom futebol, vem se tornando titular com Pellegrini.

No 4-2-3-1, Pellegrini pode abrigar melhor os talentos do meio-campo. Com Milner e Lampard na sombra e Aguero decidindo.

No 4-2-3-1, Pellegrini pode abrigar melhor os talentos do meio-campo. Com Milner e Lampard na sombra e Aguero decidindo.

Sem competições europeias, se esperava mais do Manchester United, que começou a crescer nas últimas rodadas. O time chegou a embalar seis vitórias seguidas, mas tropeçou nos últimos dois jogos e segue correndo atrás dos líderes. Mas, mesmo assim, segue firme por uma vaga na próxima Champions.

Na mesma mão que ganhou craques como Di María, Falcão, Blind e Ander Herrera, Van Gaal os perdeu lesionados e se mostrou muito dinâmico para montar o time, ainda que voltando ao esquema com três zagueiros, tão criticado no início da temporada. Mas, com todos à disposição, a ideia parece ser mesmo ter quatro homens na defesa e um losango no meio campo.

O 4-3-1-2 que Van Gaal ensaiou, mas ainda não repetiu por causa das lesões. Parece ser o melhor caminho.

O 4-3-1-2 que Van Gaal ensaiou, mas ainda não repetiu por causa das lesões. Parece ser o melhor caminho.

Arsenal e Liverpool seguem intermediários. Sem Suárez, Brendan Rodgers perdeu o desequilíbrio constante e, sem Gerrard para a próxima temporada, terá que buscar uma liderança no grupo. Eliminado na fase de grupos da Champions, o time de Liverpool é o 8º no Inglês e não parece ter força para chegar na competição europeia no ano que vem, que é objetivo do Arsenal.

Um possível caminho para Brendan Rodgers, 4-3-1-2 com Coutinho, Sterlling e Sturridge tentando repetir o sucesso da temporada passada.

Um possível caminho para Brendan Rodgers, 4-3-1-2 com Coutinho, Sterlling e Sturridge tentando repetir o sucesso da temporada passada.

Hoje sexto colocado, os gunners têm sofrido com desfalques e vão enfrentar o Monaco nas oitavas de final da Champions League. Koscielny, Ozil, Ramsey e Walcott são alguns dos jogadores com os quais Wenger não está contando nos últimos jogos.

Porém, Alexis Sanchez chegou na janela do meio do ano e vem suprindo bem essa ausência, sendo destaque e artilheiro do time com 16 gols e 8 assistências em 29 jogos.

Com os lesionados de volta, um possível 4-2-3-1 de Wenger.

Com os lesionados de volta, um possível 4-2-3-1 de Wenger.

Tri na Itália e bem próxima do Tetra, a Juve vai tentar um maior protagonismo na Champions League. Na última temporada, ficou na fase de grupos e chegou até a semifinal da Europa League. Neste ano, Allegri chegou para desmontar o esquema com três zagueiros e mostrar suas ideias.

Nas oitavas da Champions, duro duelo contra o Borussia pela frente. Com a desvantagem de jogar o segundo jogo em Dortmund, chegou a hora dos italianos mostrarem sua força e readquirirem o hábito de seguir até as fases agudas da Champions League.

Com Alegri, o 4-3-1-2 da Juve. Que está buscando um "10" no mercado Europeu. Os nomes de Shaqiri e Sneijder foram ventilados.

Com Alegri, o 4-3-1-2 da Juve. Que está buscando um “10” no mercado Europeu. Os nomes de Shaqiri e Sneijder foram ventilados.

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Estudante de jornalismo. Redator e editor no Taticamente Falando. Colunista no Doentes por Futebol. Contato: [email protected]