Figuras que o futebol perdeu em 2014

  • por Levy Guimarães
  • 4 Anos atrás

2014 foi um ano de muitas despedidas no mundo do futebol. Figuras importantes no cenário nacional e internacional nos deixaram – e muitas delas certamente deixarão saudades. Hora de relembrarmos as principais mortes deste intenso ano futebolístico que se foi.

Eusébio


Logo no quinto dia do ano, o futebol perdeu um de seus maiores ídolos. Considerado por muitos ainda como o maior jogador da história do futebol português, Eusébio faleceu aos 71 anos. O Pantera Negra marcou época nos 14 anos em que defendeu o Benfica, onde foi campeão europeu em 1962, além de Bola de Ouro em 1965 e Chuteira de Ouro em 68 e 73. Também comandou a seleção portuguesa no histórico 3º lugar na Copa de 66, quando foi artilheiro do mundial, com nove gols. Os gols, dribles e arrancadas do português jamais serão esquecidos por quem o viu jogar.

Alfredo Di Stéfano


Outro nome incontestável entre os maiores de todos os tempos. Falecido em julho aos 88 anos, Di Stéfano marcou seu nome na história atuando por River Plate, Millionarios-COL e, principalmente, pelo Real Madrid. Liderou o esquadrão pentacampeão europeu de 1956 a 60 e é, até hoje, tido como o maior jogador que o clube Merengue já viu. Uma pena que a Copa do Mundo não teve o privilégio de tê-lo atuando em uma de suas edições. Azar da Copa do Mundo.

Bellini

https://www.youtube.com/watch?v=diThRYT3JAk

Um gesto simples, na ocasião um mero pedido dos fotógrafos presentes, mas que se eternizou na história do esporte. Ao levantar o troféu de campeão do mundo em 1958, pela seleção brasileira, Bellini não fazia ideia de que acabara de inaugurar um dos gestos mais tradicionais de todo atleta quando conquista um título. Mas essa não foi sua única marca: o ex-zagueiro da seleção também ficou conhecido por ser um defensor vigoroso e imponente dentro da grande área. Atuou por Vasco, onde conquistou três títulos cariocas, São Paulo e Atlético-PR.

Washington e Assis

Não há torcedor do Fluminense que não admire e não seja grato a esses dois jogadores. A história parceria dos anos 80, chamada na época de “Casal 20”, em alusão a um seriado de TV, protagonizou o 1º título brasileiro do Flu, em 1984. Juntos, os dois atacantes marcaram 162 gols pelo tricolor entre 83 e 85. A dupla também teve sucesso anos antes pelo Atlético-PR, onde foi campeã estadual em 82 e semifinalista do Brasileirão em 83. Ambos morreram neste ano, em um intervalo de apenas seis semanas.

Marinho Chagas

https://www.youtube.com/watch?v=lxXaXfwhfJk

Um dos melhores laterais-esquerdos da história do futebol brasileiro e um dos jogadores mais polêmicos de seu tempo. Marcou época na década de 70 com a camisa do Botafogo e, com uma grande facilidade de chegar ao ataque, foi titular pelo Brasil na Copa de 74, sendo um dos melhores da posição naquele torneio. Enfrentava problemas com o alcoolismo desde os tempos de jogador profissional, o que o levou à morte em junho.

Fernandão

Talvez a morte mais chocante de 2014. O eterno ídolo do Internacional faleceu após um acidente de helicóptero, em junho. Lembrado pela torcida colorada como o Eterno Capitão, Fernandão esteve no time campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes em 2006, sendo não só uma das principais armas do time dentro de campo, como também um líder fora das quatro linhas. O atacante também se destacou em sua primeira passagem pelo Goiás, de 1995 a 2001.

Oberdan Cattani

O Palmeiras perdeu um de seus maiores ídolos neste ano. Cattani, que defendeu o clube por 351 vezes entre 1940 e 54, é respeitado como um dos maiores goleiros da história palestrina/palmeirense e um dos principais da posição no país durante os anos 40. São poucos os que presenciaram sua carreira, mas consta em registros da época que ele era capaz de segurar a bola com apenas uma das mãos. Conquistou 4 Campeonatos Paulistas, além de um Rio-São Paulo e a Copa Rio de 1951.

Mário Coluna

O fiel escudeiro de Eusébio no Benfica e na seleção portuguesa se foi menos de dois meses após o Pantera Negra. Conhecido como O Monstro Sagrado, Coluna comandou o meio-campo português e benfiquista ao longo dos anos 60, sendo considerado o maior jogador do país na época depois de Eusébio.

Gyula Grosics

A lendária Hungria de 54 perdeu um de seus principais jogadores em 2014. Gyula Grosics, um dos maiores goleiros do mundo na época, defendeu a seleção húngara de 1947 a 62, sendo titular absoluto no auge da equipe, durante a primeira metade dos anos 50. Foi eleito, inclusive, o melhor goleiro da Copa de 1954, que teve a Hungria como vice-campeã.

Tito Villanova

Outra morte que gerou grande comoção foi a do ex-técnico do Barcelona. Tito Vilanova começou como auxiliar-técnico no Barcelona B e, depois, na equipe principal, comandada por Pep Guardiola. Assumiu o cargo de treinador logo após a saída de Pep, após o fim da temporada 2011/2012. Em 2012/2013, comandou o time campeão espanhol, mas teve de deixar o Barça logo ao fim da temporada, devido à piora no quadro de seu câncer. Infelizmente, em abril deste ano, não resistiu à doença e veio a falecer.

Luís Aragonés

Certamente um dos grandes treinadores do futebol espanhol em todos os tempos. É tido como uma lenda no Atlético de Madrid. Levou o time à final da Liga dos Campeões em 1974 (no mesmo ano venceu o Mundial Interclubes, que disputou após desistência do Bayern) e, três anos depois, conquistou a Liga Espanhola, além de três Copas do Rei pelos Colchoneros em 1976, 85 e 92. Além disso, Aragonés conquistou a Eurocopa de 2008 pela seleção espanhola, equipe que deu base à Espanha campeã do mundo em 2010 e bicampeã europeia em 2012.

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Estudante de Jornalismo e redator no Placar UOL Esporte, belo-horizontino, apaixonado por esportes e Doente por Futebol. Chega ao ponto de assistir a jogos dos campeonatos mais diversos e até de partidas bem antigas, de décadas atrás.