Hércules derrotou Zeus novamente

  • por Lulu
  • 6 Anos atrás

Os frutos de agora vêm de outrora, Cristiano Ronaldo largou a aura de Robinho para parafrasear Pelé. Quem poderia imaginar que aquele ponta do Manchester, cheio de firulas, se tornaria um atacante pactuado com os gols? O melhor jogador do mundo dos últimos dois anos é o maior caso de mudança de subjetividade técnica na história do futebol. E isso iniciou-se em 2007, 2008, quando ele e Lionel Messi transcenderam os critérios de premiações individuais, engatando um grau de efetividade desproporcional.

O gajo poliu-se, aprimorou-se e fincou-se no hall dos legendários, não adianta diminuí-lo perante os Ronaldos tupiniquins, rotulando-o como “pragmático sem magia”. Isso é balela estereotipada. Em 2014, ele marcou 61 vezes em 60 partidas, além de abocanhar Copa do Rei, Liga dos Campeões e a Chuteira Dourada, apresentando também lances memoráveis. CR7 parece não ter limites, tamanha a ambição e a longevidade.

De novo, assim como fez no último clássico entre Real e Barça, Cristiano Ronaldo derrotou seu arquirrival argentino e referência motivacional, no Oscar da FIFA. Quem o viu com cara de tacho, esbravejando “diacho” entre 2009 e 2012, atualmente o percebe radiante, sorrindo de orelha a orelha. Por mérito próprio. Pelo dom destoante que vem apresentando incessantemente. Para a nossa alegria.

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Homem garoto de convicções grisalhas formado em Ciência da Menstruação, Agronomia Espacial, Lirismo Marginal e Terapia Libidinosa. Com repertório vocacional fincado em irreverência, improviso, cinismo lúdico e boleiragem plena.