Números, recordes e curiosidades do Sul-Americano sub-20

A 27ª edição do Campeonato Sul-Americano sub-20 começa nesta quarta-feira, no Uruguai. Tradicional nos anos ímpares, a competição já apresentou grandes estrelas, mas também destacou vários jogadores que sequer chegaram a brilhar na carreira profissional. O DPF compila uma série de curiosidades e recordes do torneio.

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REGULAMENTO

– O Campeonato é conhecido também como Juventud de América, principalmente nos demais países do continente. Até 1977, o torneio era chamado de Sul-Americano Juvenil.

– O limite de idade da competição mudou pouco desde 1954, data da primeira edição. Até 1975, o limite era de 19 anos, sendo modificado para 20 anos após a criação do Mundial Sub-20, em 1977, já que o torneio passaria a servir como classificatório. Em 2015, poderão entrar em campo jogadores nascidos a partir de 01 de janeiro de 1995.

– Desde 2007, as duas primeiras nações classificam-se para os Jogos Olímpicos subsequentes (nos anos anteriores aos Jogos). Brasil (2007 e 2011), Argentina (2007) e Uruguai (2011) foram os países classificados desta forma até 2015. Neste ano, como a seleção brasileira já está garantida em 2016, o segundo colocado (excluído o Brasil) disputa uma repescagem contra uma equipe da Concacaf.

– Entre 1977 e 1995, a competição deu três vagas para o Mundial sub-20. Uma quarta vaga adicional passou a ser oferecida a partir de 1997.

– A competição dará ainda vaga para os Jogos Pan Americanos de 2015 (quatro vagas, do terceiro ao sexto colocado).

NAÇÕES

– O Brasil, com 11 títulos, é o maior vencedor da competição, seguido pelos uruguaios (7 títulos), argentinos (4 títulos), colombianos (3 títulos) e paraguaios (1 título). Neste século, apenas brasileiros (2001, 2007, 2009 e 2011), colombianos (2005 e 2013) e argentinos (2003) venceram a competição.

– O Brasil foi o único país da Conmebol que nunca sediou o torneio.

– Em 1988, a seleção de Israel, excluída da AFC por razões politicas, participou da competição. Os israelenses venceram Paraguai, Chile e Venezuela, terminando a competição em quinto lugar. O Panamá, na edição inaugural, foi a única outra seleção de fora da América do Sul a disputar o torneio.

– A seleção argentina venceu o Sul-Americano em apenas uma das seis vezes em que foi campeã mundial (1997). Já a seleção brasileira conquistou o Sul-Americano classificatório em 4 de seus cinco títulos (em 2003 foi campeã mundial ficando em segundo lugar no Sul-Americano).

– A última edição, em 2013, foi apenas a segunda em que nem Brasil nem Argentina ficaram entre os quatro primeiros, a primeira com a participação de ambos. A Argentina ficou em sétimo lugar, enquanto o Brasil foi o penúltimo. Na edição de 1964, a Argentina foi a sexta entre sete participantes, e a seleção brasileira não disputou o torneio.

– A edição de 2013 foi também a única que não apresentou nenhum dos três campeões mundiais sul-americanos (Brasil, Argentina e Uruguai) entre os dois primeiros colocados, já que a Celeste foi apenas a terceira colocada.

– Peru e Bolívia são os únicos países da Conmebol a nunca terem se classificado para um Mundial sub-20. Os bolivianos foram quarto colocados em 1981 e 1983, quando a competição só dava três vagas para o Mundial.

JOGADORES

–  O Brasil teve o artilheiro da competição por 10 vezes (Toninho Cerezo, Guina, Lela, Romário, Assis, Adaílton, Adriano, Ewerthon, Walter e Neymar).

– O colombiano Hugo Rodallega, com 11 gols em 2005, é o artilheiro máximo em uma competição. O maior goleador brasileiro foi Neymar, com 9 gols em 2011.

– Nomes como Cavenaghi, Cavani e Francescoli também constam na lista de artilheiros em uma edição do torneio.

– Guina (1977) e Adaílton (1997) são os únicos jogadores a serem artilheiros do Sul-Americano e do Mundial sub-20 no mesmo ano.

PARTIDAS

– A maior goleada do torneio data de 1997: Brasil 10 x 2 Venezuela. Adaílton foi o destaque da partida, marcando 4 vezes.

– O jogo mais violento da história do torneio foi Brasil x Chile (2×2), em 2007. Durante a segunda etapa, foram expulsos Larronda, Martínez e Luis Adriano. Após o empate de Vidal, em cobrança de pênalti mal assinalado pelo juiz no último lance da partida, uma confusão envolvendo os brasileiros resultou nas expulsões de Carlinhos e Thiago Heleno. O volante Fernando foi ainda expulso do torneio, pela Conmebol, após empurrar  o árbitro. A partida teve ainda 10 amarelos e o Brasil ficou apenas com 4 jogadores disponíveis para ficar no banco na partida seguinte, contra o Uruguai.

– O empate com maior número de gols foi Argentina 5 x 5 Peru, em 1958.

Comentários

Sergio Rocha é torcedor do Madureira e sempre teve o sonho de escrever sobre esportes em geral, embora tenha optado pela carreira de engenheiro civil. No "currículo", cadernos recheados de resultados esportivos e agendas da década de 90, quando antes da internet acessava rádios de diversos locais do país buscando os resultados esportivos do Acre à Costa Rica. Além de fanático por futebol, é fanático por praticamente todos os esportes, e no tempo livre que sobra sempre busca os últimos resultados esportivos do PGA Tour ou dos futures da ATP. Além disso, coleciona quadrinhos da Disney e é louco por astronomia.