O 7×1 não deixou nenhuma lição para Alexandre Gallo

  • por Doentes por Futebol
  • 7 Anos atrás
Créditos: Rafael Ribeiro/ CBF

Créditos: Rafael Ribeiro/ CBF

Por: Sérgio Lopes

Passados pouco mais de seis meses do fatídico 7×1 sofrido contra a Alemanha, os ensinamentos do maior vexame da história do futebol parecem não ter sido assimilados por Alexandre Gallo, assistente de Scolari naquela ocasião e responsável por observar a Alemanha na competição.

Gallo atualmente comanda a seleção brasileira sub-20, que disputa o sul-americano da categoria no Uruguai. A equipe foi derrotada na noite deste sábado para a seleção da casa por 2×0. Em campo, o que se viu foi uma equipe desorientada que, assim como a seleção principal na Copa do Mundo, pratica um jogo que não mais é suficiente para competir em alto nível no futebol internacional.

Com muita transpiração e pouco raciocínio, o Brasil foi incapaz de criar chances concretas de gol durante os noventa minutos. A escalação brasileira refletiu uma clara predileção do treinador brasileiro em priorizar atletas fortes fisicamente, mas que tecnicamente deixam a desejar.

Essa é a única explicação para que, por exemplo, o atacante Gabriel, o Gabigol, fosse deixado no banco até os 25 minutos do segundo tempo. A promessa santista, artilheiro do seu time na última temporada, foi preterido por Tales, centroavante troncudo do Vasco da Gama, de pobre movimentação e pouco notado em campo. Muita força e pouca bola. É o Fred dessa seleção.

O modo de enxergar futebol do treinador também ficou claro quando, no intervalo do jogo, com o time já perdendo, trocou o meia Natan, um dos resquícios de boa técnica da equipe, por Yuri Mamute. O apelido deste último é emblemático. Ao invés de procurar ajustar o meio-campo brasileiro, inexistente na primeira etapa, Gallo preferiu colocar mais um jogador de força enfiado na área, apostando na bola aérea e na disputa física.

Aliás, é de se ressaltar que poucas vezes se viu uma seleção brasileira de base com jogadores tão fortes. Havia vários Mamutes em campo. O que não se viu foi uma equipe que pusesse a bola na grama, pensasse o jogo, trocasse passes. A correria dos brasileiros foi incapaz de assustar a seleção uruguaia.

Preocupa pensar que Gallo já foi confirmado como treinador da seleção olímpica, que disputará os jogos do Rio em 2016. O pobre futebol demonstrado pela sua equipe é incompreensível considerando o tempo que treinador já leva no cargo. E, se não melhorar, o Brasil corre o risco de repetir o vexame de não se classificar para o mundial da categoria.

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