O PSG brasileiro

Imagem: Reprodução Youtube

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Demorou, mas chegou. Ou chegará em breve. Saiu na ESPN que o Brasília, time campeão da Copa Verde ano passado, deve ser vendido para um empresário dos Emirados Árabes ligado a alguns xeiques do país. Já assinou pré-contrato e tudo. E ninguém vai quebrar acordo com bilionário árabe, né?

O presidente do clube, Luis Carlos Alcoforado, não deu muitos detalhes, mas já sonha com o Brasília FC na Série A e tudo. Normal, porque deverá jorrar uma grana preta por lá. Preta de petróleo. Tipo um campo de pré-sal gigantesco embaixo do Mané Garrincha, cuspindo óleo pelas torres de iluminação e bandeiras de escanteio.

Sinceramente? Acho até que demorou muito pra isso acontecer no Brasil, caso se confirme. Um país enorme, com centenas de clubes de futebol profissionais, a maioria administrada de forma amadora, todos endividados… O cenário é um prato cheio para grandes investidores estrangeiros chegarem abrindo a carteira e comprando times. Talvez não os maiores (talvez), mas que diferença faz? O que não falta é opção.

Daí vêm duas situações interessantes. Uma é ver um clube-empresa-que-não-é-empresa, mas deverá se comportar como tal. De repente, vai ter até ação na bolsa. E aí, meus amigos, a gestão vai ter que ser profissional. Será que eles vão conseguir? Será que vão trocar os cargos políticos e relações de amizade por gestores com formação acadêmica e experiência?

(Caros xeiques e dirigentes do Brasília: se quiserem, conversamos por Skype sobre essa possibilidade.)

Outro ponto curioso é ver como vão se comportar os que hoje criticam equipes montadas – e bancadas – por prefeituras e patrocinadores públicos. Melhor ainda: como as equipes beneficiadas por verbas públicas vão se posicionar com relação ao clube e aos árabes. Ou eles não são, de certa forma, uma versão internacional (e bilionária) desse tipo de patrocínio?

Como ainda não foi divulgado quem são eles, também ficamos sem saber que relações o grupo possui. Poderia ser alguém ligado ao PSG, por exemplo, como a Qatar Sports Investment. Numa dessas, o Brasília arruma convênio com clubes gringos poderosos, joga amistosos internacionais, vira até Brasília Saint-German. Vai saber…

Aliás, esperamos saber mesmo. E logo. Vamos ver se vai pintar por aí o PSG do cerrado.

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Sou coordenador de redes sociais do America-RJ e planejamento publicitário. Escrevo sobre marketing esportivo e futebol. Etc e tal.