Pivô, sinônimo de esplendor

  • por Lulu
  • 6 Anos atrás

Mais requisitado em quadras de futsal e basquete, mas tão igualmente essencial nos campos de futebol, o pivô é a parede que abre portas. Ele atua de costas para o gol, trocando “carinhos” com os zagueiros sob imposição por posição, na busca pela melhor condição de acelerar jogadas incisivas.

O bom pivô intervém o lance, preparando a investida ofensiva com toques de primeira ou segurando a bola até o timing cirúrgico da ultrapassagem do companheiro na hora da tabela. O ótimo pivô, além dos requisitos já citados, é ambidestro e gira como pião ligeiro, arrematando antes da possível interceptação do marcador.

Ele é refúgio para meias insinuantes, pontas verticais e laterais ofensivos. Sabe trabalhar por baixo e por cima, escorando bolas com pés e cabeça. Um genuíno atacante solidário, que constantemente prefere protagonizar a “coadjuvância” – vide Luis Suárez ultimamente no Barcelona. Certamente, jogadores assim, com tais características e grande astúcia, cativam qualquer ataque pelo dinamismo fluente que detêm. Logo, time que tem pivô, tem atalhos como nenhum outro e tende a se sobressair mais.

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Homem garoto de convicções grisalhas formado em Ciência da Menstruação, Agronomia Espacial, Lirismo Marginal e Terapia Libidinosa. Com repertório vocacional fincado em irreverência, improviso, cinismo lúdico e boleiragem plena.