Rodríguez, James Rodríguez

  • por João Almeida
  • 6 Anos atrás
Arte: Doentes por Futebol

Arte: Doentes por Futebol

Concomitantemente ao fim de cada ano, vêm as retrospectivas. Sempre somos obrigados a olhar pelo retrovisor a fim de lembrar o que aconteceu ao longo dos últimos 365 (ou 366, como quiser) dias. Aí que alguns acontecimentos dos quais havíamos esquecido vêm à tona e nos fazem refletir.

É, 2014 foi um bom ano. Ou não. Reflita.

Reflexões pessoais feitas, é natural comparar seu ano com o de terceiros. No entanto, procure evitar comparações com certo menino colombiano. Em uma escala de zero a ser artilheiro da Copa e jogar no Real Madrid, o ano dele foi perfeito.

James Rodríguez chegou ao Brasil no meio do ano como James – assim como James Brown, James Bond ou qualquer outro James famoso. Seis gols e 80 milhões de euros depois, passou a ser James (lê-se Rãmes) – de James Rodríguez, pura e simplesmente.

Suas atuações não lhe deram somente o direito de pleitear a pronúncia certa do próprio nome. Deram o mundo a um moleque de 23 anos, que hoje é ícone do país que deixou tão precocemente em virtude da busca de um sonho que tornou-se realidade. Um moleque que foi capaz de mobilizar mais de 40 mil pessoas em sua apresentação e hoje mobiliza milhões a cada belo gol que faz.

Satellite

Foi artilheiro de uma Copa do Mundo na qual levou sua seleção a um patamar até então inimaginável; foi indicado ao prêmio de gol mais bonito do ano; protagonizou uma transferência a um dos maiores clubes do mundo por uma das maiores cifras da história do futebol; venceu o prêmio de melhor das Américas desbancando nomes da magnitude de Lionel Messi. Tudo em um só ano. Tudo aos 23 anos.

Talvez todas essas conquistas sejam mais valiosas pelo fato de hoje ser possível bater no peito e dizer: Meu nome é James. De James Rodríguez, é claro.

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