Coquelin, a solução inesperada do Arsenal

Desde a saída de Alex Song para o Barcelona, em agosto de 2012, era clara a necessidade na contratação de um primeiro volante, talvez a peça em falta que mais importava no time do Arsenal desde a venda do camaronês. Aliás, antes mesmo da venda do atual jogador do West Ham, já havia a necessidade de um reserva a sua altura.

Nomes como M’Villa, Moussa Sissoko, Capoue, Khedira, Lorik Cana, Illarramendi, entre outros, eram constantemente especulados no Arsenal. No entanto, Wenger preferiu apostar em Arteta para a posição. Ainda assim, boa parte da torcida acreditava que o Arsenal ainda precisava de um volante mais “cão-de-guarda”, de forma que, em agosto de 2013, Wenger trouxe de volta o volante Flamini, que estava mantendo sua forma física nas instalações do Arsenal após ter rescindido seu contrato com o Milan. Mesmo com os dois nomes já citados para a posição e até mesmo com Jack Wilshere desempenhando este papel algumas vezes, sempre ficou claro que o Arsenal precisa reforçar esse setor. Eis que no final de 2014, a solução surgiu de uma maneira completamente inesperada.

Com vários jogadores do setor de meio-campo lesionados, Wenger teve que utilizar o jovem Coquelin, que voltava de empréstimo do Charlton Atlhetic, em alguns jogos da Premier League, em dezembro de 2014. A chance de começar uma partida como titular veio apenas no final do mês, contra o West Ham, fora de casa, e o jogador não decepcionou. Entretanto, mesmo com boas atuações, os torcedores do Arsenal ainda tinham um pé atrás com o volante, curiosos sobre seu desempenho em um jogo contra uma equipe mais forte. E o dia chegou rápido: já em janeiro, o Arsenal venceu o Manchester City, no Etihad Stadium, com boa atuação do francês. Para muitos, Coquelin só não foi melhor naquela partida do que Cazorla (que fez um gol de pênalti e deu a assistência para o gol de Giroud).

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Agora, com o fim da janela de transferências e com apenas o jovem Krystian Bielik, de 17 anos, sendo contratado para a posição de primeiro volante, Wenger deu um claro sinal de que conta com Coquelin para o time titular. No entanto, muitos ainda desconhecem o bom volante dos Gunners. Segue algumas informações sobre a carreira do jogador.

No Arsenal desde 2008, Coquelin só havia feito 9 jogos como titular na Premier League, em 6 anos de clube. Ele nem sempre atuou como primeiro volante, sendo utilizado nas laterais algumas vezes. No clube londrino, o francês começou com o pé esquerdo: seu primeiro jogo como titular foi na emblemática derrota por 8×2 para o Manchester United. Também foi sob o comando de Arsene Wenger que Coquelin estreou na Liga dos Campeões, em outra derrota, dessa vez por 3×1, na Grécia, contra o Olympiacos.

Como nem sempre foi unanimidade no Arsenal, Coquelin já foi emprestado 3 vezes, para adquirir mais experiência e ganhar ritmo de jogo.

Em um desses empréstimos, na temporada 2010/2011, o francês foi à sua terra natal jogar pelo Lorient e, em jogo válido pela Ligue 1, marcou seu primeiro gol como profissional contra o Rennes, em uma vitória por 2×1. Ao todo, Coquelin fez 25 jogos e 1 gol pelo Lorient, o que impressionou o técnico Christian Gourcuff, que chegou a tentar a sua contratação em definitivo. No entanto, Wenger não queria se desfazer do jovem francês.

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Sem brilhar nas temporadas seguintes, Coquelin foi emprestado novamente, dessa vez ao Freiburg, da Alemanha, em julho de 2013. Após 25 jogos e 1 gol pelo clube alemão, o jogador retornou ao Arsenal.


Na atual temporada, Coquelin foi emprestado ao Charlton Atlhetic, da segunda divisão inglesa, e fez apenas 5 jogos. O volante acabou tendo seu empréstimo encerrado antes do período determinado pelos clubes devido ao excessivo número de desfalques no Arsenal no mês de dezembro.

Agora, aos 23 anos e finalmente sendo considerado um jogador-chave para o Arsenal, Coquelin parece ter se tornado a solução para os problemas defensivos do time de Wenger, que venceu seus últimos três jogos na Premier League e também não sofreu gol em nenhum deles.

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Estudante de Redes de Computadores. Fanático por futebol, seja brasileiro ou europeu. Sua preferência, na Europa, é a Premier League.