Oitavas de Final da Champions League

  • por Doentes por Futebol
  • 5 Anos atrás

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Parte II dos confrontos das Oitavas:

Chegou a segunda parte de análises sobre os jogos das Oitavas de Final da Liga dos Campeões.

Leia mais: Oitavas de Final da Champions League (Primeira Parte)

Saiba detalhes sobre as equipes, escalações, curiosidades sobre os confrontos e muito mais:

Manchester City x Barcelona
(por Victor Mendes)

https://www.youtube.com/watch?v=VqOmVbvb-ug

Manchester City x Barcelona, mais uma vez. Na temporada passada, os catalães interromperam a primeira aventura dos milionários ingleses no mata-mata da Liga dos Campeões da Uefa. Em eliminatória decidida por Messi e Daniel Alves, o time treinado por Gerardo Martino não teve dificuldades para vencer na Inglaterra e na Espanha, somando 4 a 1 nos dois jogos. Dessa vez, Manuel Pellegrini espera não parar nas oitavas de final mais uma vez, enquanto Luis Enrique planeja alcançar as quartas em sua primeira temporada no Camp Nou. Quem passa?

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Há um ano, o debate acerca do confronto envolvia perguntas relacionadas à postura do Manchester City. À época, os líderes da Premier League eram uma máquina de gols, capaz de envolver o frágil sistema defensivo barcelonista. Pellegrini, porém, manteve a cautela. Não fez questão de brigar pela bola, permitiu ao Barça estacionar até oito jogadores em seu campo de defesa e ficou recuado à espera de um contra-ataque, que não veio. Quando o chileno tentou avançar as linhas, um erro individual acabou custando caro: Demichelis cometeu pênalti em Messi, convertido pelo argentino. Naquele lance, acabava o sonho Sky Blue de avançar à fase seguinte.

Na atual temporada, o cenário é oposto: enquanto o Barcelona vive melhor fase às custas de seu tridente de ataque, o Manchester City tem alternado boas exibições com outras ruins. No final de semana, quem saiu com moral de seu campeonato nacional foram os ingleses, que bateram o Newclastle por 5×0 e diminuíram a vantagem para o líder Chelsea. Enquanto isso, os azulgrenás, que viam de dez triunfos consecutivos, foram parados pelo Málaga e voltaram a ver o Real Madrid abrir distância na classificação.

Dessa vez, o City não terá Yaya Touré, fonte de pouca inspiração no duelo passado. Porém, Agüero, em estado físico deplorável, está confirmado. Acostumado a boas atuações contra o Barcelona na época de Atlético de Madrid, o argentino tem argumentos para criar perigo à defesa adversária. Com Silva, em sua melhor fase goleadora, e Nasri caindo às costas de Daniel Alves e Alba, o City ao menos deve tentar agredir mais. A questão é até onde vai a disciplina tática do Manchester City. Se tiver Fernando e Fernandinho como dupla de volantes, Pellegrini pode liberar mais seus jogadores de frente sem subaproveitá-los.

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O Barcelona que visita o Etihad Stadium em 2015 é diferente. Mais veloz, objetivo e direto, consegue construir ataques em poucos toques se tiver espaços. Ainda que a dupla de laterais terão preocupações maiores, Messi e Neymar aberto pelos lados estão em estado de graça. Com oito gols, o camisa 10 é o vice-artilheiro da competição, da qual é o maior goleador histórico. Referência do ataque, Suárez terá que apresentar sua versão que jogou contra Atlético de Madrid e Athletic Bilbao na Liga para o embate contra o dominante Kompany.

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A grande dúvida de Luis Enrique fica por conta de seu volante. A péssima atuação de Busquets no final de semana causa dor de cabeça ao técnico espanhol, à medida em que ele sabe que, com Mascherano, o meio-campo fica mais estável. Prova disso foi o que o argentino fez no duelo de duas semanas atrás contra o Villarreal, uma equipe de destacável transição ofensiva. Com Mascherano e Rakitic, a melhora na recomposição é considerável e garante um pingo de solidez. Mais atrás, na zaga, Piqué iniciou 2015 de maneira positiva e vive sua melhor fase desde 2011.

Pela fase, o peso da camisa e a capacidade decisiva de seus jogadores, o favoritismo fica ao lado do Barcelona. Mas, em um mata-mata, tudo pode acontecer. Se o Manchester City quer impor mais respeito nas competições europeias, chegou o momento.

 Juventus x Borussia Dortmund
(por Wladimir Dias)

O ano era 1997 e, vencendo um fantástico time da Juventus em Munique, o Borussia Dortmund, do treinador Ottmar Hitzfeld, conquistava sua primeira e única UEFA Champions League. Curiosamente, no ano anterior, a Vecchia Signora, se sagrara campeã da competição. Mais curiosa ainda é a trajetória de Paulo Sousa, meio-campista português, titular e campeão com as duas esquadras – primeiro com a Juve e depois com os aurinegros.

Os sete encontros entre Juventus e Borussia mostram superioridade alvinegra. No entanto, esta não se fez valer no jogo mais importante entre os times. Ao todo, o lado italiano venceu quatro vezes, empatou uma e foi derrotado em outras duas ocasiões. Dois desses encontros aconteceram na primeira fase da campanha vitoriosa da Juventus na temporada 1995-1996.

Resta claro que aurinegros e alvinegros nasceram para fazer parte da história um do outro e que, muito provavelmente, o próximo capítulo de suas participações na UEFA Champions League confirmará essa afirmação. As oitavas de final de 2014-2015 já começaram a ser disputadas e o aguardado enfrentamento entre Juventus e Borussia se avizinha.

Apesar de viverem momentos diametralmente opostos, os clubes apostam muitas fichas em um possível sucesso continental. A Juventus, líder e rainha absoluta no Campeonato Italiano, já deixou a vice-líder Roma comendo poeira, com nove pontos de vantagem. Seu sólido futebol tem se alicerçado, individualmente, nas brilhantes fases e atuações de Paul Pogba e Carlos Tévez. O argentino é quem mais marcou gols na liga italiana e é o terceiro maior assistente da competição.

https://www.youtube.com/watch?v=xLkjRYQjfgE

Por sua vez, o francês é o jogador de maior valor do campeonato (segundo o site Transfermarkt) e, ao lado do experiente Andrea Pirlo, tem evoluído assombrosamente.

Apesar de ter dois jogadores que tanto se destacam individualmente, a Vecchia Signora também é marcada pelo excelente desempenho coletivo. Alternando entre esquemas com três zagueiros e uma defesa convencional – com uma linha de quatro –, o alvinegro tem a defesa mais sólida do Campeonato Italiano, tendo sofrido 13 gols em 24 jogos. Além disso, possui (de longe) o melhor ataque, com 51 gols marcados – o Napoli, segundo colocado nesse quesito, marcou 42 gols.

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Não obstante, ser avassalador em casa não fez da Juve uma ameaça tão incisiva na esfera continental, onde, junto de Basel e Bayer Leverkusen, teve o segundo pior ataque dentre os classificados. Demonstrou, todavia, solidez na defesa, que sofreu apenas quatro gols, sendo superada por Monaco (1), Real Madrid (2), Atlético de Madrid e Chelsea (3) apenas.

Tendo sofrido os mesmos quatro gols que a Juventus, o Borussia demonstrou na UEFA Champions League um ataque de letalidade incontestável. Com 14 gols, não só fez o dobro de tentos de seu próximo oponente como mostrou enorme equilíbrio entre os setores de defesa e ataque.

Entretanto, não tem sido fácil falar de Bundesliga com o torcedor alemão. Lutando contra o rebaixamento, o time vive uma estranha bipolaridade, indo bem na esfera continental e mal no torneio doméstico. Todavia, os aurinegros saíram vitoriosos nos últimos três encontros, subiram para a 12ª posição, ganharam fôlego, confiança e vêm com desejo de conquistar a qualificação, para tentar minimizar o sofrimento da temporada atual.

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Individualmente, destaca-se a forma de Pierre-Emerick Aubameyang, que surpreende e tem sido muito mais efetivo do que os jogadores contratados nesta temporada para substituir o insubstituível Robert LewandowskiCiro Immobile e Adrián Ramos. Apesar disso, e obviamente, Marco Reus é a grande estrela da equipe e, sempre que não esteve lesionado, desequilibrou na temporada.

Tendo resistido aos fortes rumores de uma saída do clube, renovando seu contrato, o alemão é a chave da equipe e um bom desempenho da Juventus passa pela anulação do camisa 11.

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Apesar de contarem com destaques individuais, aurinegros e alvinegros fundam seu jogo no coletivo e prometem travar uma bela batalha tática, sendo, no entanto, aguardados alguns momentos de brilho individual das principais estrelas das equipes.

Pelo lado germânico, grandes passes de Ilkay Gündogan (que tem apresentado 91% de acurácia da UEFA Champions League), Shinji Kagawa e Marco Reus são esperados; já os italianos apostam na precisão milimétrica de Pogba, Arturo Vidal, Pirlo e Claudio Marchisio. A letalidade de Tévez enfrentará a força de Neven Subotic, o zagueiro que mais cortes fez na competição (54). A batalha coletiva será intensa, bem como a individual, e só se pode esperar um jogo muito equilibrado entre Borussia Dortmund e Juventus.

Mônaco x Arsenal
(por Lucas Sousa)

Nas últimas décadas, as histórias de Arsenal e Mônaco se cruzaram e transformam para sempre este confronto. Antes de se tornar o treinador com mais jogos pelo Arsenal, Arsène Wenger comandou o clube do principado por sete anos (1987-1994), levando-o até uma semifinal de Champions League e aos títulos nacionais da liga e copa. Em seu último ano na França, um garoto das categorias de base chamou a atenção do francês. Sua rapidez, sua potência e sua qualidade técnica encheram os olhos do treinador, que o escalou entre os titulares com apenas 17 anos. Seu nome era Thierry Henry, e ele viria a ser o maior artilheiro da história dos Gunners.

Este será o primeiro jogo oficial de Wenger contra o Mônaco e o histórico embate é a grande chance do Arsenal voltar às quartas de final da Champions. Depois de quatro anos de sorteios ingratos e eliminação nas oitavas (enfrentou Milan, Barcelona e o Bayern de Munique duas vezes), encarar o mais fraco dos primeiros colocados é um alívio gigante para os ingleses. Do outro lado, os monegascos chegam ao mata-mata continental após 10 anos. O time é mais modesto se comparado àquele que o levou até o torneio continental. Mesmo sem Falcao e James, ainda tem armas interessantes, mas pode sofrer com as ausências.

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Ao menos três titulares não jogam na Inglaterra. Suspenso, o volante Toulalan está fora, assim como os zagueiros titulares Raggi e Ricardo Carvalho, estes por lesão. São desfalques importantes por conta da solidez defensiva do time, que só foi vazado uma vez na Liga dos Campeões. Para piorar, o lateral esquerdo Kurzawa é dúvida, mas deve ir para o jogo.

Para alcançar a classificação, os Gunners devem ficar de olho em Ferreira Carrasco. Veloz e driblador, o jovem belga é o homem dos contra-ataques e deve dar trabalho ao lado direito da defesa inglesa. Com Kurzawa, o lado esquerdo monegasco fica ainda mais forte, uma vez que o lateral se manda bastante ao ataque e apoia com muita qualidade. A dupla de volantes também merece atenção. Sem Toulalan, João Moutinho deve ser recuado para jogar ao lado de Kondogbia. Ganha ainda mais qualidade no passe, saída de bola e chegada à frente, mas perde em pegada. Na frente, a experiência de Berbatov, acostumado a enfrentar times ingleses, será importante.

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No Arsenal, Wenger deve manter o 4-2-3-1 que bateu o Crystal Palace na última rodada do Inglês e a única mudança deve ser o retorno de Bellerín à lateral direita. No entanto, por ser muito ofensivo, o lateral costuma deixar espaços que podem ser explorados nos contra-ataques. Caso repita isso contra o Mônaco, com certeza Carrasco e Kurzawa terão campo para puxar os contragolpes. Visando conter o lado mais forte dos franceses, Wenger pode optar por Chambers na lateral.

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Do meio pra frente, muita qualidade técnica para furar o bloqueio adversário. Cazorla deve circular bastante em busca de enfiadas de bola e assistências. No trio ofensivo, bastante movimentação, aproximação e poder de conclusão. Welbeck também é importante na recomposição pelo lado direito, Özil oferece qualidade no passe e Alexis Sánchez é a grande estrela do time. Líder em gols e assistências na equipe, o chileno precisa ser parado se o Mônaco quiser avançar.

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Na frente, Giroud é boa opção nas jogadas pelo alto ou chão. Destaque também para Coquelin, cão de guarda e ponto de equilíbrio do Arsenal, e para as jogadas aéreas com Koscielny e Mertesacker.

Por todo respeito e gratidão que tem ao Mônaco, Wenger disse que as chances do Arsenal são de 50%. Na verdade, são bem maiores. Em qualidade técnica e experiência na competição, os ingleses são superiores e este é um dos confrontos mais desequilibrados desta fase. A classificação do Mônaco passa pela sua defesa, a melhor do campeonato. O time do principado vai se fechar lá atrás e abusar da velocidade de Dirar, Bernardo Silva e, principalmente, Ferreira-Carrasco nos contra-ataques. Leonardo Jardim não liga se seu time der chutão ou optar pela ligação direta para Berbatov várias vezes no jogo, ele sabe que precisa ser pragmático. Do outro lado, o vistoso futebol do Arsenal, de passes curtos, velocidade e ofensividade tem, neste confronto histórico, ótimas possibilidades de voltar ao alto escalão europeu.

Bayer Leverkusen x Atlético de Madrid
(por Lucas Sousa e Victor Mendes)

O Leverkusen tenta chegar as quartas pela primeira vez em sua história. O clube já esteve em uma final, quando perdeu para o Real Madrid com direito a gol antológico de Zidane, mas naquela época o regulamento era diferente. Desde então, as oitavas tem sido o limite para os alemães. Para enfim quebrar este tabu, o meio-campista Gonzalo Castro deu a receita: estar 110% em campo.

O time não está em boa fase na Bundesliga, soma apenas uma vitória nos últimos cinco jogos, mas sonha com uma classificação no torneio continental. Para isso, aposta muito no seu trio de meias: Bellarabi, Çalhanoglu e Son. Os três são os principais goleadores do time no campeonato nacional, com nove, cinco e oito gols respectivamente. Pela direita, Bellarabi costuma bagunçar as defesas adversárias com jogadas individuais e infiltrações na área para finalizar. Do lado oposto, Son corta para dentro e parte com a bola dominada em direção ao gol. Centralizado, Çalhanoglu contribui com enfiadas de bola e chutes de longa distância. Se conseguir parar este trio, as chances de classificação do Atlético crescem ainda mais.

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Se o meio-campo está próspero, o ataque é uma grande dor de cabeça para Roger Schimdt. Outrora goleador, Kiessling está de mal com as redes e, nos últimos dez jogos, marcou apenas duas vezes. Drmic, primeira opção para o posto, também não vive bom momento e anotou dois gols no mesmo espaço de tempo. Contra uma defesa tão poderosa quanto a Colchonera, um ataque frágil pode ser determinante na eliminação.

Outro aspecto que preocupa no time alemão é o passe. Na fase de grupos, o aproveitamento foi de 71% (WhoScored), apenas o BATE Borisov fez pior. Entre os jogadores, apenas o sul-coreano Son acerta mais de 80% dos passes tentados na Liga dos Campeões. É um time muito vertical, que joga pra frente, mas esses números preocupam muito se levarmos em conta que o Leverkusen tenta propor o jogo e deve fazer isso na Alemanha. Na primeira fase, sua média de posse foi superior a do Atlético: 50% a 47%. Ter mais posse de bola e errar muitos passes significa contra-ataque para o adversário, e isso é tudo que Simeone quer para o seu time.

Ainda bem que o Bayer tem outras alternativas para chegar à vitória. Se o time espanhol ganhou destaque quando o assunto era contra-ataque e bola parada, os alemães não ficam muito atrás. Bellarabi, Çalhanoglu e Son comandam os contragolpes com muita velocidade. Na Bundesliga, foram cinco gols provenientes deste tipo de jogada. Já Kiessling, Rolfes e Spahic se destacam no jogo aéreo, que já rendeu seis gols ao Leverkusen. Quem jogar fora, provavelmente vai apostar muito nessas jogadas.

Enquanto o Leverkusen não possui bom retrospecto na Champions League, o Atlético de Madrid volta ao mata-mata da competição disposto a repetir o feito da temporada passada. Na ocasião, o time de Simeone deixou para trás três instituições quando o assunto é UCL: Milan, Lionel Messi (Barcelona) e José Mourinho (Chelsea). Parou, no entanto, no maior campeão da competição. Na final de Lisboa, a equipe ficou a segundos da glória eterna, mas um gol de Sergio Ramos no último suspiro do tempo normal permitiu ao Real Madrid se encher de moral para a prorrogação, quando passou o trator e enfim conquistou a décima orelhuda.

https://www.youtube.com/watch?v=iwz_yFr9OsQ

Desta vez, o sorteio foi menos cruel: ao enfrentar o Bayer Leverkusen, o Atléti pela primeira vez terá a condição de favorito ao seu lado. Se há algo favorável nisso, é a capacidade de imposição e o respeito que o time adquiriu pelas campanhas dos últimos anos.

Se, em âmbito doméstico, a manutenção do título da Liga Espanhola parece cada vez mais distante, o Atlético tem qualidade para avançar às fases agudas da principal competição de clubes do mundo. Na atual temporada, a equipe mostrou que continua encarando os jogos de maior nível com a mesma seriedade.

Arte: Doentes por Futebol | Nos últimos 06 confrontos, o Real Madrid não conseguiu vencer o Atlético comandado por Diego Simeone. Foram 03 vitórias dos colchoneros e 03 empates.  Fonte de dados: infobae.com

Arte: Doentes por Futebol | Nos últimos 06 confrontos, o Real Madrid não conseguiu vencer o Atlético comandado por Diego Simeone. Foram 03 vitórias dos colchoneros e 03 empates.
Fonte de dados: infobae.com

Por exemplo, em seis confrontos contra o Real Madrid, os rojiblancos venceram quatro vezes e empataram duas. Contra a Juventus, na fase de grupos da Champions, uma vitória e um empate. Quem mostrou ser a kryptonita dos madrilenhos foi o Barcelona, que venceu os três duelos que os dois fizeram.

Dentro de campo, a aposta é na solidez defensiva. O retorno de Miranda permitiu à zaga ganhar, também, em experiência: a dupla do brasileiro com Godin é um dos maiores pontos de consistência do plantel colchonero. O jovem uruguaio José Giménez mostrou ser uma opção de extrema confiança durante o período em que Miranda ficou ausente por lesão.

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Contra uma equipe tão perigosa nos metros finais do campo, evitar que algum jogador receba em condição será essencial. No meio-campo, Simeone tem dúvidas. Lesionado, Koke pode ficar de fora do jogo da ida. A capacidade de “esconder a bola” do espanhol é primordial quando o Atlético tem a vantagem a favor no marcador. Ele e Arda Turan parecem que nasceram para jogar juntos. A dupla formada por dois é o artífice da meiuca.

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Sem Koke, Simeone pode optar por Saúl Ñiguez, brilhante no dérbi da capital há três semanas, ou Raúl García, para ganhar mais característica física contra a pressão do Bayer. Mais à frente, Griezmann, em estado de graça, e Mandzukic se conhecem cada vez mais.

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Pelas características do rival, de adiantar as linhas e pressionar de maneira bem intensa na frente, Simeone pode responder com a ligação direta que destruiu o Barcelona nas quartas de final no ano passado. Ou, também, com a saída de bola de Tiago ou Gabi, que podem furar o bloqueio de marcação adversário e dar condição de contra-atacar. O jogo em Leverkusen é o primeiro de três que podem definir as pretensões colchoneras na temporada. Após enfrentar os alemães, o Atléti terá, em sequência, Valencia e Sevilla na Liga. É o momento ideal para Simeone e seus comandados mostrarem que a competitividade do elenco ainda está intacta.

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