Regularidade, equilíbrio e sorte: Basel dificilmente não será campeão suíço

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Comandado por Marco Streller, Basel só perde a taça do Suição para si mesmo (Foto: Reprodução/FC Basel)

Comandado por Marco Streller, Basel só perde a taça do Suição para si mesmo (Foto: Reprodução/FC Basel)

Alguns ingredientes faltaram para que o Basel conseguisse repetir as boas atuações da Super Liga na Champions League. A eliminação vexatória diante do Porto, pelo placar de 4×0 no Dragão, obviamente marcará a temporada da equipe, hoje comandada por Paulo Sousa. Porém, vale sempre lembrar que, por trás dos números finais, sempre existe um contexto.

O Basel não sofreu 4×0 porque é uma equipe horrível. Pelo contrário, não só é capaz de sufocar um grande adversário como assim o fez: foi exatamente o time da Suíça que eliminou o pentacampeão Liverpool desta edição da Champions, dentro de Anfield Road. Porém, contra a equipe portista, faltou o equilíbrio entre os setores – diversas brechas defensivas foram dadas na intermediária, de onde saíram todos os gols -, e também uma pitada de sorte. São ingredientes que têm sobrado no campeonato nacional e faltaram completamente no duelo da segunda perna destas oitavas.

Em sua terra, o time suíço já está com seu 18º título nacional encaminhado. A saída de Murat Yakin para o Spartak Moscou ao término da última temporada definitivamente fez com que o Basel sofresse uma ligeira queda de rendimento. Mesmo assim, o time hoje dirigido por Paulo Sousa ainda consegue realizar bons feitos no Suição, independente do nível dos adversários.

Regularidade tem sido uma das características marcantes deste Basel do comandante português que, em 23 rodadas da Super Liga, trilhou o caminho das derrotas em apenas quatro ocasiões. Quando pisa na bola, geralmente a sorte acaba batendo na sua porta, com os adversários colaborando. Até quando faz seu dever, ela também aparece, como foi na 21ª rodada: venceu o Vaduz pelo placar de 1×0 e TODAS as outras partidas terminaram empatadas. Assim fica fácil, não é?

Essa boa vantagem sobre seus adversários não veio por acaso. Atualmente, a equipe da capital está a exatamente sete pontos na frente do segundo colocado, Young Boys. Outros concorrentes tradicionais, como Zurique e Grasshopper, encontram-se em situações irregulares, especialmente o segundo, que ainda não conseguiu se firmar no certame e dificilmente conseguirá uma vaga para competições europeias da próxima temporada.

Sete pontos de fato é uma diferença reversível, visto que ainda faltam 13 rodadas para o final. Não é impossível, mas é difícil ocorrer uma grande disputa pelo troféu nacional. Contando com o tropeço dos adversários, com sua regularidade e também eficiência, o Basel, agora exclusivamente focado no Suição, tentará, com mais tranquilidade, faturar sua 10ª taça somente neste século.

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Estudante de Jornalismo. Foi editor de futebol alemão e holandês na VAVEL Brasil e cofundador da VAVEL Portugal. É blogueiro do Bayern no ESPN FC (projeto da ESPN Brasil) e completamente Doente por Futebol.