James ou Isco? No dilema de Ancelotti, pode sobrar até para Bale

As lesões de Modrić e James interferiram no rendimento madridista. Sem dois dos três meias considerados titulares, Ancelotti penou e o Madrid perdeu força, jogos e a liderança do Espanhol. Coincidentemente, no jogo que marcou o retorno de James e Modrić ao time titular, o Madrid fez 9×1 e ambos foram muito importantes, James com duas assistências e Modrić com uma, além de fluência que deram ao meio campo.

Porém, mesmo com a fase ruim, o Madrid teve bons jogos e um grande destaque no período sem Modrić e James: Isco. O meia, que se tornou o 12º jogador do Madrid, conseguiu boa sequência, encantou o Bernabéu, a imprensa mundial e Carlo Ancelotti. Com o trio BBC “inegociável”, assim como Modrić e Kroos, Ancelotti vive um dilema: James ou Isco?

Versátil, Isco “ganhou” a vaga de Modrić no meio-campo do Madrid. Podendo atuar nas duas pontas, o meia ex-Málaga se tornou volante ao lado de Kroos e com James mais aberto no 4-3-3/4-4-2 do merengue. Na época em que Bale se lesionou, o Madrid trabalhou com James e Isco abertos e viveu os melhores momentos na temporada, com um futebol bonito e eficiente.

No clássico do primeiro turno, James e Isco, sem Bale, abertos.

No clássico do primeiro turno, James e Isco, sem Bale, abertos.

Pensando assim, pode sobrar até para Gareth Bale. Da qualidade do galês, ninguém desconfia, porém, sem a bola, o ponteiro não é tão incisivo para fechar uma linha de quatro, como foi em alguns momentos. Bale jogou 2.934 minutos na temporada, distribuídos em 34 partidas, marcou 17 gols e deu nove assistências. Porém, Benzema e Cristiano tem números melhores, além de viverem uma ótima fase.

James voltou com tudo. As duas assistências de domingo o deixaram com 14, empatado com Kroos e atrás de Cristiano no quesito. Além disso, o colombiano marcou 12 gols na temporada. Tudo isso em 27 jogos (2.017 minutos).

Dos três, Isco tem os “piores” números: 5 gols e 12 assistências em 34 jogos na temporada. Estas marcas, no entanto, não traduzem a real efetividade que o espanhol, tido por muitos como o futuro da seleção, tem. Isco se tornou peça fundamental no sistema de Ancelotti e é muito difícil tirá-lo do time.

Isco na esquerda do 4-3-3, com Bale mais a frente. Com James e sem Modric, Isco foi segundo volante.

Isco na esquerda do 4-3-3, com Bale mais a frente. Com James e sem Modric, Isco foi segundo volante.

Carletto vai ter que escolher apenas dois dos três, mas pode mesclar ideias para não “perder” o time. Tudo vai depender do comportamento dos atletas sem bola. Se o jogo necessitar de uma marcação mais compacta, Isco e James podem trabalhar juntos, com Kroos e Modrić. Se a partida pedir verticalidade no ataque, Bale pode ganhar a companhia de James. Mas se for preciso condução, passe e candência, o time pode contar com Isco e Bale.

Hoje é muito difícil decidir entre Isco e James. De cara, apostar em Isco parece mais coerente, até mesmo pela sequência que o meia vem tendo, mas não é certo que esta boa fase prosseguirá até o fim da temporada. De toda forma, Ancelotti vive um dilema, um ótimo dilema.

Nesta quarta-feira, contra o Rayo, Ancelotti “escolherá quem sai”.

No primeiro jogo da temporada, James e Bale, abertos sem bola. Variação do 4-3-3 para o 4-4-2.

No primeiro jogo da temporada, James e Bale, abertos sem bola. Variação do 4-3-3 para o 4-4-2.

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Estudante de jornalismo. Redator e editor no Taticamente Falando. Colunista no Doentes por Futebol. Contato: raimonteiro96@gmail.com