O Mundial no Qatar há 20 anos

  • por Caio Araújo
  • 3 Anos atrás

Pouca gente lembra ou não sabe, mas há 20 anos, em abril de 1995, o Qatar, país que sediará a Copa do Mundo de 2022, organizou um evento oficial da Fifa, o Mundial sub-20.

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O lendário Raúl esteve no Qatar com a Fúria

Realizado do dia 13 ao dia 28, a competição reuniu 16 seleções. Pela África, participaram: Burundi e Camarões. Pela Ásia: Japão, Síria e Qatar. Pela Conmebol: Argentina, Brasil e Chile. Pela Concacaf: Costa Rica e Honduras. E pela Oceania: Austrália.

Apenas uma cidade sediou jogos do Mundial, Doha. E foram utilizados apenas três estádios: o Al-Ahly Stadium, o Qatar SC Stadium e o Estádio Internacional de Khalifa, este último o palco da final e o único dos três que sediará partidas da Copa de 2022.

O regulamento era simples. As 16 seleções foram divididas em 4 grupos, e as 2 melhores equipes de cada um se classificavam para as quartas-de-final. As decepções ficaram por conta de Alemanha e Holanda, que ficaram pelo caminho ainda na primeira fase. Mesmo com a eliminação precoce, os holandeses foram os responsáveis pela maior goleada da competição, com o 7×1 em cima de Honduras.

Não houve surpresas entre os semifinalistas. Espanha e Portugal, que obtiveram 100% dos pontos na fase de grupos e eliminaram Rússia e Austrália, respectivamente; Brasil, que ganhou do Japão, e Argentina, com triunfo fácil ante Camarões.

Na semifinal, os argentinos atropelaram os favoritos espanhóis por 3×0. E o Brasil mandou os portugueses de volta para a casa, após ganhar por 1×0. Na final, a Albiceleste venceu por 2×0, faturando seu segundo título sub-20.

Sorín, Irigoytia e Biagini, destaques do título argentino (Imagem: Reprodução Capa El Grafico)

Sorín, Irigoytia e Biagini, destaques do título argentino (Imagem: Reprodução Capa El Grafico)

Muitos jogadores foram revelados na competição e conseguiram algum destaque na carreira, como Etxeberría, artilheiro da competição, Sorín, Mark Viduka, Luizão, Zé Elias, Nakata, Wanchope, Iván de la Peña, Raúl, Salgado e Morientes.

Curiosamente, o melhor jogador do Mundial não foi nenhum desses, mas sim alguém que hoje ainda é muito conhecido pelos brasileiros. Entretanto, por exercer a função de comentarista pela Rede Globo: Caio Ribeiro. O ex-atacante, que na época era uma promessa do São Paulo, não deslanchou como se imaginava. Teve uma passagem apagada pela Itália, onde atuou pela Inter de Milão e Napoli. Logo retornou ao Brasil e não conseguiu muito destaque nos times que passou, como Santos, Flamengo e Botafogo.

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