O operário cerebral do Corinthians

  • por Caio Araújo
  • 5 Anos atrás
Imagem: Divulgação Site Oficial Corinthians

Imagem: Divulgação Site Oficial Corinthians

Um dos principais méritos do técnico Tite no time do Corinthians em 2015 é a recuperação de jogadores que não atravessavam boa fase no ano passado. E o Jadson é um desses atletas. O meia chegou a ser terceira opção em sua posição no final da temporada passada.

O ano não prometia ser muito diferente de como terminou 2014. Durante a pré-temporada nos Estados Unidos, o técnico do Timão sempre deixou claro que sua opção principal para a armação da equipe era Lodeiro. O uruguaio, inclusive, foi o titular nos primeiros jogos do ano, até receber uma proposta do Boca Juniors e se transferir para a Argentina, onde herdou a camisa 10 dos Xeneizes.

Jadson também esteve muito próximo de sair. Recebeu uma proposta do Flamengo, mas preferiu ficar, após ser convencido por Tite. Com a saída de Lodeiro, Jadson assumiu a titularidade e não demorou para se encaixar com o time. O armador tornou-se dono do meio-campo alvinegro, e é raro ver um gol do Corinthians sem sua participação direta ou indireta. Se tem triangulações e troca de passes no ataque, tem o toque do camisa 10. Contra a Ponte Preta não foi diferente. O gol começou após Jadson ajeitar a bola de peito para Renato Augusto, que em seguida tabelou com Vágner Love, colocando o atacante na cara do goleiro ponte pretano.

Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

O meia tem ótimos números no ano. Segundo o site Footstats, foram 15 jogos, 3 gols e 8 assistências, o que dá um total de 11 participações diretas em gols, média de 0,73 por jogo.

Engana-se quem pensa que, por ser um jogador de estilo clássico e refinado, Jadson não corresponda defensivamente. Até o jogo contra a Ponte Preta, o meia fez 16 desarmes em 2015. Mais de um por partida. É um jogador que também sabe fazer muito bem seu papel de operário na equipe.

Inexplicavelmente, Jadson nunca teve o devido reconhecimento ao seu futebol. No ano passado, foi alvo de muitas críticas, mas os números não justificam a perseguição em cima do meia. O camisa 10 terminou o ano com 18 assistências em 43 jogos, além de ter feito 10 gols. Feito significativo.

O meia, aos poucos, está conquistando o carinho merecido da Fiel, com belas atuações, principalmente em partidas decisivas. Em seu primeiro jogo contra o ex-clube São Paulo, pela Libertadores, deu uma assistência magistral para Elias e ainda fez um gol. Sua passagem no Corinthians pode ser dividida entre antes e depois desse confronto. E a tendência é que, jogando dessa forma, Jadson vire um ídolo da torcida, sem contestação de nenhuma parte.

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