A promissora estreia de Robinho no Real Madrid

  • por Tiago Lima Domingos
  • 4 Anos atrás

Pedaladas, chapéu, grandes jogadas e encantamento imediato aos espanhóis.

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Madrugada de sábado do dia 30 de julho de 2005. Após uma longa negociação, o Santos anunciava a venda de Robinho ao Real Madrid por cerca de €24 milhões. Na época, o Menino da Vila, com apenas 21 anos de idade era a principal revelação do futebol mundial, sonho de todo grande clube. Não era pra menos. Os gols, as assistências, os dribles desconcertantes e a característica pedalada já eram vistas e revistas nas TVs da Europa.

O argumento definitivo para os europeus veio com a conquista da Copa das Confederações, em junho de 2005, na Alemanha. Robinho foi titular no quarteto ofensivo ao lado de Kaká, Ronaldinho e Adriano e teve boa participação no título.

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Robinho desembarcou em Madrid com status de estrela. Chegava a um time galáctico com Ronaldo, Roberto Carlos, Zidane, Raúl, Beckham. No banco de reservas, quem comandava o elenco era Vanderlei Luxemburgo, seu técnico no Santos um ano antes.

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A estreia no Real Madrid aconteceu dia 28 de agosto, contra o modesto Cádiz, fora de casa, pela 1ª rodada do Campeonato Espanhol. Recém-chegado, com menos de uma semana de clube, Robinho começou a partida no banco e entrou aos 20 minutos do segundo tempo para deixar a impressão de dias melhores em Madrid.

Era Campeonato Espanhol, mas Robinho parecia estar na Vila Belmiro, pela forma que pisou no gramado. Foram cerca de 30 minutos de sonho para os merengues. Robinho, vestindo a camisa 10, antes usada por Luís Figo, se tornou um veterano no meio das estrelas. De cartão de visitas, deu chapéu no marcador. Também apresentou aos espanhóis as famosas pedaladas, dialogou com Ronaldo, Zidane e Raúl e participou diretamente da jogada do gol da vitória madrilena e só não fez parte de outro tento porque o chute de Helguera parou no travessão, após jogadaça do ex-santista.

O narrador definiu: “que pedaço de craque, que estreia fantástica”. A imprensa exaltava a estreia de Robinho e não era para menos. Para nós, brasileiros, mais uma partida como tantas outras vistas por aqui. O sentimento era unânime: Robinho daria muito certo no Real Madrid.

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Foto: Reprodução “E Deus criou Robinho” foi o que disse o jornal espanhol ‘AS’ sobre a estreia do brasileiro

Como todos sabem, a grande expectativa foi diretamente proporcional à desilusão. Nos espanhóis, em mim, em você. O brasileiro não fracassou no Real Madrid. Anotou 35 gols em 137 partidas, sendo importante na conquista de La Liga na temporada 2007-2008, mas nunca foi o jogador que dele se esperava. Criou uma carreira, de forma geral, sólida na Europa, com passagens ainda por Manchester City e Milan, a destacar a bela primeira temporada na Itália, mas nunca sendo o protagonista que se ensaiava.

Ficou o gostinho de quero mais. Faltou o Robinho dos 30 minutos de Cádiz.

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Carioca e rubro-negro. Do Rio de Janeiro a Milão. Doente por futebol, é claro. E apaixonado pelo Calcio.