Copa América é a segunda chance necessária para a seleção e para Neymar

  • por Doentes por Futebol
  • 6 Anos atrás

Créditos: Rafael Ribeiro / CBF

Créditos: Rafael Ribeiro / CBF

Com exceção aos zagueiros, os protagonistas da catástrofe de julho do ano passado estão fora da lista para a Copa América. No caso dos atacantes, nenhum esteve em campo contra a Alemanha no Mineirão. Mas e Neymar? Caso você não se lembre, ele não estava em campo. Muitos inclusive chegaram a levantar a hipótese de que se ele estivesse dentro das quatro linhas ao invés de se recuperar da joelhada de Zuñiga, o Brasil teria alguma chance. Bobagem. A Alemanha foi a melhor equipe do certame e nada mais fez do que colher uma preparação que começou após sua catástrofe pessoal na Euro 2000.

A preparação brasileira, de fato, pode começar aqui – a primeira competição oficial após a Copa do Mundo. A Copa América pode não ter os estádios padrão FIFA e não ter a audiência global que sua mãe intercontinental tem. Ou o glamour da Eurocopa, principal competição continental do mundo. Mas é um teste interessante.

A palavra de ordem aqui é esta: teste. Não é necessário dar show, dar espetáculo. Não é necessário ser campeão – um pouco de paciência do torcedor será necessária. Argentina e Chile – os anfitriões – vem forte para o torneio (bem como os sempre raçudos uruguaios e a talentosa geração colombiana). A Alemanha não venceu a Euro 2004 e nem a de 2008 – chegou na final, perdendo para a Espanha, então força emergente do futebol mundial. A chave é adotar o modelo alemão: colocar as peças no lugar e aos poucos. Fazer uma boa Copa América – chegando à final, por exemplo – é essencial para chegar embalado nas Eliminatórias da Copa de 2018 (e consequentemente classificar-se sem sufuco e chegar embalado na Copa por tabela). Tudo está ligado como um carrinho bate-bate: não existe milagre, existe preparação aqui.

Ausente no Mineiraço, Neymar tem chance de brilhar no Chile

“A gente espera o que ele tem feito nos amistosos. Quando o colocamos de capitão, todos tinham uma expectativa de como ele ia se comportar e tem se comportado”, disse Dunga sobre a expectativa de Neymar – indiscutivelmente o jogador mais talentoso do grupo – como capitão da Seleção no certame. “Pode ser casual, mas até o rendimento e os gols pelo Barcelona aumentaram. Isso se deve à capacidade dele de driblar desafios. Ele tem correspondido, espero que continue sendo referência”, completou o treinador.

Neymar de fato vive grande fase, seja dentro do campo ou fora dele. Dentro, o Barcelona é finalista e tem chances reais de ser campeão da Liga dos Campeões da UEFA, competição mais importante do continente. Ao mesmo tempo, está num potencial nunca antes visto na carreira e junto de Lionel Messi comanda o ataque do clube catalão. As comparações que muitos torcedores vem fazendo, aliás – guardadas as proporções devido às posições diferentes – é que Neymar pode ter um legado no Barcelona semelhante ao de Ronaldo. Ironias do destino a parte, Neymar já disse que admira o ex-atacante e faz parte da carteira de clientes da empresa de agenciamento de jogadores de Ronaldo – a 9ine. E as semelhanças continuam na medida em que o atual capitão da Seleção assinou um contrato para ser garoto propaganda da PokerStars – agora ambos são a imagem do site de poker. Neymar, aliás, é um fenômeno – trocadilhos a parte – de imagem pública em publicidades e redes sociais: ele contratos com diversas outras empresas, de televisão a cuecas. Esperemos que haja muitas situações de ironias boas na seleção – afinal de contas, o sucesso de Ronaldo com a camisa canarinho foi notório.

Créditos: Rafael Ribeiro / CBF

Créditos: Rafael Ribeiro / CBF

Preparação e caminhada começa dia 14 de junho

O Brasil está no Grupo C da competição – além de nosso esquadrão, temos Colômbia, Venezuela e Peru. Como a maioria das competições de grupo, classificam-se para o mata-mata os dois primeiros de cada grupo. – mas no caso da Copa América os dois melhores terceiros colocados (são três chaves) vão para a próxima fase também. Dia 14 de junho a primeira partida é contra o Peru. Depois, temos o duro desafio contra a Colômbia dia 17 e a rodada de grupos termina dia 21 de junho contra a Venezuela.

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