O brado messiânico e a réplica à altura

  • por Lulu
  • 3 Anos atrás

Tito Vilanova sorriu lá do céu. A vingança urgiu sob a intervenção divina, estampada na profecia de Pep Guardiola e consolidada pelo trabalho de Luis Enrique. Messi é imparável! Um exorcista, um artista. Um talento nato, inato, capaz de transformar ações técnicas em registros insolúveis. Foi assim diante do poderoso Bayern de Munique no Camp Nou. É assim desde o início prodígio da carreira.

Aos que duvidavam – aproveitando-se do recente jejum no mata-mata da Liga dos Campeões 14/15 –, dois tabefes em forma de golaços nocautearam o oportunismo. Messi não merece contestação. Merece apreciação. Nas últimas duas temporadas, sofreu com lesões, declínio físico, perda da coroa para Cristiano Ronaldo e derrota na final da tão almejada Copa do Mundo.

Leo Messi celebra um dos gols contra o Bayern / GERMÁN PARGA-FCB

Leo Messi celebra um dos gols contra o Bayern / GERMÁN PARGA-FCB

Em 2015, o argentino resolveu resgatar o brio de anos atrás atuando on fire. Em uma versão tipicamente efetiva e também regista, Messi soube dividir no Barcelona o protagonismo com outros craques e trabalhar em prol do sucesso coletivo. Soma 53 gols e 27 assistências. Tornou-se o maior artilheiro da UCL, contabilizando agora 77 tentos. Por números e atuações, credencia-se a postular a Bola de Ouro novamente, sem dúvida.

Hoje, Messi fez um ótimo primeiro tempo. Não se omitiu, tentou tabelas, verticalizou jogadas com bons passes e deixou Suárez na cara do gol, com um toque de cabeça que rompeu a linha de impedimento. Executou dribles plasticamente lindos. Na segunda etapa, o camisa 10 apareceu menos, apesar do belo lançamento para Neymar, interceptado por Neuer.

Porém, nos minutos finais do duelo movido por revanche – em lances iniciados por Dani Alves e Rakitić –, o argentino tirou “coelhos da cartola”. Em um deles, venceu a muralha alemã, batendo rasteiro no cantinho. Em outro, humilhou Boateng com finta desconcertante antes de encobrir Neuer, de pé direito, com um habitual toquinho. Por fim, enfiou a bola para Neymar fazer o 3º e deixar a classificação bem encaminhada. O nome da partida fora arco, fora flecha, fora genial. Ou, simplesmente, fora Lionel MESSI!

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Homem garoto de convicções grisalhas formado em Ciência da Menstruação, Agronomia Espacial, Lirismo Marginal e Terapia Libidinosa. Com repertório vocacional fincado em irreverência, improviso, cinismo lúdico e boleiragem plena.