Seleção da Premier League 2014-2015

CAPA1

Como no final da última temporada, com o fim da disputa da Premier League, é chegada a hora de parabenizar aqueles que mais se destacaram em suas funções durante a competição. Contando com prestimosos votantes, o Doentes por Futebol elegeu o time com os melhores em cada posição, o craque, o melhor treinador e a revelação da competição. Sem mais delongas, vamos aos eleitos!

Goleiro: David de Gea (Manchester United)

Foto: Manutd.com

Foto: Manutd.com

Se o Manchester United não fez a temporada que o torcedor esperava, sobretudo com a chegada de grandes nomes, de um renomado treinador e após uma empolgante pré-temporada, um jogador que há muito prometia, mas mostrava dificuldade em alcançar seu potencial, assumiu o protagonismo: David de Gea. Decidindo jogos como outrora Edwin van der Sar e Peter Schmeichel fizeram, o espanhol foi a grande notícia dos Red Devils na temporada. Nos 37 jogos em que esteve presente, conseguiu 11 importantes clean sheets.

Menção honrosa: Joe Hart (Manchester City)

Lateral direito: Branislav Ivanovic (Chelsea)

Foto: Chelseafc.com

Foto: Chelseafc.com

Em grande forma aos 31 anos, o sérvio foi um dos pilares da melhor defesa da Premier League e ainda foi importantíssimo no ataque. Se no setor defensivo foi crucial, ajudando o Chelsea a sofrer apenas 32 gols, seus quatro gols e cinco assistências também tiveram papel importante nos 73 tentos marcados pelo time na Premier League. Presente nas 38 partidas do time, foi figura de destaque.

Menções honrosas: Nathaniel Clyne (Southampton) e Héctor Bellerín (Arsenal)

Zagueiros: John Terry e Gary Cahill (Chelsea)

Foto: Chelseafc.com

Foto: Chelseafc.com

Na mesma linha do que foi dito sobre Ivanovic, a zaga do Chelsea mostrou-se um muro intransponível. Se Gary Cahill não tem uma técnica tão apurada, tem importante porte físico, muita disposição e seriedade. Não obstante, a boa notícia da temporada foi a forma de seu companheiro. Aos 34 anos, John Terry jogou cada minuto em que o Chelsea entrou em campo nesta edição da Premier League, voltando a mostrar grande qualidade técnica, explosão física e eficiência nas bolas aéreas.

A temporada do Chelsea representou a volta por cima de sua zaga, afinal Cahill chegou a ser, muitas vezes, ridicularizado em função de algumas falhas e John Terry foi dado por muitos como um ex-jogador, em função de sua idade. Além disso, os beques foram importantes no ataque. Terry marcou cinco vezes e Cahill uma.

Menções honrosas: Laurent Koscielny (Arsenal) e José Fonte (Southampton)

Lateral esquerdo: César Azpilicueta (Chelsea)

Foto: Chelseafc.com

Foto: Chelseafc.com

Fechando a defesa da Seleção, escolhemos mais um jogador do Chelsea. Lateral direito de origem, César Azpilicueta começou a atuar pela faixa canhota por mero improviso e necessidade. Apesar disso, com grande qualidade de marcação, aos poucos se firmou na posição. Dono de excelente capacidade física e qualidade nos desarmes estabilizou o flanco esquerdo do Chelsea, que desde o declínio físico de Ashley Cole sofria.

Menção honrosa: Ryan Bertrand (Southampton)

Volantes: Nemanja Matic e Cesc Fàbregas (Chelsea)

Foto: Chelseafc.com

Foto: Chelseafc.com

Na destruição das jogadas dos meias adversários e na primeira construção do jogo de nossa Seleção, a dupla do Chelsea foi a escolhida. Alto, forte, estável e lutador, Nemanja Matic mostrou, desde o primeiro minuto de seu retorno ao Chelsea, ser uma peça vital para qualquer sucesso da equipe. O sérvio foi o volante que tentou o maior número de desarmes de toda a competição, com taxa de acerto de 42%.

Por sua vez, Cesc Fàbregas mostrou-se o criador dos sonhos de qualquer time. Voltando a jogar o futebol que parecia ter esquecido desde sua saída do Arsenal, o espanhol foi o líder de assistências da Premier League, com 18.

Menções honrosas: Michael Carrick (Manchester United), Morgan Schneiderlin (Southampton), Jordan Henderson (Liverpool) e Fabian Delph (Aston Villa)

Ponta-direita: Alexis Sánchez (Arsenal)

Foto: Arsenal.com

Foto: Arsenal.com

Veloz, insinuante, habilidoso e decisivo. Há algum tempo seria difícil imaginar uma descrição do chileno com tantos adjetivos. Talento nunca lhe faltou, mas faltava-lhe uma pitada de protagonismo, o qual assumiu nesta temporada. Contratado para ser a grande referência de uma equipe carente de jogadores capazes de ganhar pontos com sua própria qualidade, Sánchez brilhou e superou as expectativas.

Importante com gols de várias formas, assistências e sendo uma das grandes referências dos Gunners, o chileno foi importante, inclusive, potencializando o futebol de companheiros como Santi Cazorla e Olivier Giroud, que viveram grandes momentos na temporada. O saldo de 16 gols marcados e oito assistências providas em 34 jogos demonstra inequivocamente a grande forma que o camisa 17 demonstrou.

Menções honrosas: Willian (Chelsea) e Jason Puncheon (Crystal Palace)

Meia-atacante: Philippe Coutinho (Liverpool)

Foto: Liverpoolfc.com

Foto: Liverpoolfc.com

Se o torcedor do Liverpool teve algo com o que se alegrar nessa temporada, foi o sólido desempenho do brasileiro Philippe Coutinho. Cada vez mais ambientado ao futebol europeu, até não teve uma performance numérica tão expressiva (em 34 jogos, marcou cinco gols e assistiu seus companheiros em cinco ocasiões), mas sua postura revelou uma nova face do camisa 10 dos Reds. Mais maduro, arriscou chutes de fora da área, buscou o jogo, lutou, driblou e foi motivo de alegria em Liverpool.

Menção honrosa: Santi Cazorla (Arsenal)

Ponta-esquerda: Eden Hazard (Chelsea) – Craque do Campeonato

Foto: Chelseafc.com

Foto: Chelseafc.com

Figura apagada na Copa do Mundo, Eden Hazard foi a estrela que mais brilhou na Premier League 2014-2015. Após viver uma temporada 2013-2014 às turras com o treinador José Mourinho, que cobrava-lhe mais participação e mais dedicação coletiva, o belga parece ter entendido as demandas do português e foi perfeito na atual campanha.

Com 87% de acerto de passes, nove assistências e 14 gols, foi o jogador que mais passes-chave ofertou a seus companheiros na Premier League, com 91, e deixou para trás o estigma de individualista. Obviamente, não relegou suas qualidades particulares, mas acresceu à elas outras, transformando-se em um atleta absurdamente completo e útil.

Menção honrosa: Yala Bolasie (Crystal Palace) e Sadio Mané (Southampton)

Centroavante: Sergio Agüero (Manchester City)

Foto: mcfc.co.uk

Foto: mcfc.co.uk

Com a queda de forma de jogadores importantíssimos como Yaya Touré e Vincent Kompany, sobrou para Sergio Agüero a tarefa de levar o City adiante e a missão dada, foi cumprida. Artilheiro máximo da Premier League, com 26 tentos, o argentino voltou a revelar sua letalidade, foi a principal figura do melhor ataque do torneio e, felizmente, sofreu menos com lesões.

Menções honrosas: Diego Costa (Chelsea), Harry Kane (Tottenham), Saido Berahino (West Bromwich Albion), Christian Benteke (Aston Villa), Charlie Austin (Queens Park Rangers) e Danny Ings (Burnley)

Treinador: José Mourinho (Chelsea)

Foto: Chelseafc.com

Foto: Chelseafc.com

Reafirmando sua condição, como um dos melhores treinadores do futebol mundial, José Mourinho recolocou o Chelsea na senda de títulos. Após uma temporada que o próprio português definiu como de reconstrução, o treinador comandou o time rumo ao título inglês, brilhando desde o início da temporada, com a fantástica e eficiente construção de seu elenco.

Optando por estilos de jogo diferentes conforme a necessidade, extraiu o melhor da maior parte de seus jogadores e soube gerir os momentos de queda técnica. Nenhum time consegue ter a melhor defesa do campeonato e o segundo melhor ataque sem uma boa condução.

Menções honrosas: Tony Pulis (West Bromwich Albion), Gary Monk (Swansea), Ronald Koeman (Southampton) e Tim Sherwood (Aston Villa)

Revelação: Harry Kane (Tottenham)

Foto: tottenhamhotspur.com

Foto: tottenhamhotspur.com

A grande novidade da temporada, Harry Kane apareceu repentinamente e logo mostrou assombroso desempenho. Aos 21 anos, demorou nove rodadas para desencantar, e quando o fez, desembestou. Com forma fantástica, sobretudo entre meados de dezembro e o final da temporada, Kane terminou o campeonato na vice-artilharia da Premier League, com 21 gols, dos quais deve-se exaltar os dois que marcou contra Chelsea e Arsenal, rivais do Tottenham.

A SELEÇÃO FINAL

de Gea, Ivanovic, Cahill, Terry, Azpilicueta; Matic, Fàbregas; Sánchez, Coutinho, Hazard; Agüero. Téc.: José Mourinho

Craque: Eden Hazard

Revelação: Harry Kane

VOTARAM

Bruno Secco (Doentes por Futebol/ ESPN FC Brasil)
Daniel Guerreiro (Doentes por Futebol)
Frederico Miranda (Doentes por Futebol)
Gregor Vasconcelos (Doentes por Futebol)
Israel de Oliveira (Doentes por Futebol)
Lucas Cavalcante (Doentes por Futebol)
Pedro Galindo (Doentes por Futebol)
Raí Monteiro (Doentes por Futebol/ Taticamente Falando)
Raniery Medeiros (Doentes por Futebol)
Tiago Domingos (Doentes por Futebol)
Victor Mendes (Doentes por Futebol)
Wladimir Dias (Doentes por Futebol/ O Futebólogo)
Rodrigo Bueno (FOX Sports)
Gustavo Villani (FOX Sports)
Mário Marra (ESPN)
Thiago Ienco (Premier League Brasil)
Rafael França (Chelsea Brasil)
Sérgio Ricardo (C11/SPFC1935)

Comentários

Advogado graduado pela PUC Minas, mestrando em Ciências da Comunicação (Universidade do Minho) e Jornalismo Esportivo (MARCA), 26 anos. Amante do futebol inglês, mas que aprecia o esférico rolado qualquer terra. Tem no atacante Marques e no argentino Pablo Aimar referências; e não põe em dúvida quem foi o melhor jogador que viu jogar: o lúdico Ronaldinho Gaúcho, na temporada 2004/05. Também n'O Futebólogo e na Revista Relvado.