DpF Recomenda: Club de Cuervos

  • por Felipe Simonetti
  • 5 Anos atrás

DPF RECOMENDA CLUB DE CUERVOS

É notória a fama das clássicas produções mexicanas, de serem malfeitas chegando ao cômico, além, é claro, de serem cativantes mesmo que com roteiros previsíveis. Agora, imagine unir toda essa mística com as superproduções Netflix? O cômico se manteve e a qualidade de roteiros e atuação subiram alguns bons degraus para dar origem a “Club de Cuervos”, primeira produção totalmente latina do serviço de streaming.

A série conta a história dos Cuervos de Nueva Toledo, um clube fictício que sempre bate na trave na tentativa de conquistar um título mexicano. Apesar de tal azar, o clube começa a seguir um promissor futuro rumo ao sucesso. Todavia, seu presidente, Salvador Iglesias, falece e então inicia-se a trama principal da série.

Os irmãos Chava (Salvador) e Isabel Iglesias, filhos do ex-presidente, brigam pelo cargo máximo dentro do clube. Logo nos primeiros episódios, percebe-se a total diferente entre os dois. Enquanto ele é o típico “playboy” que gasta com carrões, prostitutas e festas regadas a cocaína para seus jogadores, a fim de massagear seu ego, ela é a profissional dedicada com MBA em administração, que promete um plano a longo prazo para o clube.

Dada a sinopse básica da série, é importante, a partir disso, expor as qualidades e defeitos da produção no que se refere à atuação, ao enredo e ao aprofundamento no mundo do futebol.

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É nítido que os atores não são lá os melhores, dignos de Oscar de Hollywood, o que a faz ficar bem atrás de outras séries, como Orange Is The New Black e House of Cards. Contudo, seu estilo se encaixa perfeitamente à proposta da série, de ter uma pitada cômica e exagerada, típica das novelas mexicanas. O enredo é aparentemente envolvente, mas a história parece rasa e sem propostas de um futuro próspero. A profundidade na temática futebolística é interessante por, ao mesmo tempo em que cita exemplos reais (e enfrentam clubes reais como Pachuca, Cruz Azul e Tijuana), mesclar com um clube fictício. A falha fica por conta de não focar tanto nas partidas e na temática esportiva, cujo objeto fica mais como plano de fundo para a série.

Por fim, vale dar uma chance e curtir a experiência dos primeiros 13 episódios de uma série que mistura drama com o exagero escrachado mexicano. As expectativas não devem entrar em campo de salto alto. Vá com calma e respeite o desenrolar dos episódios, que podem se tornar uma boa companhia enquanto o banco de superproduções esquenta.

Comentários

Capixaba que se mudou para BH e passou a dividir sua paixão principal pelo São Paulo com o Atlético Mineiro, ama acima de tudo, o futebol. Graduando em Relações Econômicas Internacional pela UFMG, podcaster do Imigrantes da Bola e doente por futebol, esse sou eu.