Os 9 minutos mágicos de LEWANDOW5KI

  • por Leandro Lainetti
  • 4 Anos atrás

Incrédulo é o ser humano cético, aquele que não acredita em algo que vê ou escuta.

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Foi exatamente essa a reação de Pep Guardiola ao ver Robert Lewandowski fazer CINCO gols em apenas NOVE minutos. Não foi no Bambala ou Arimateia, como os números podem indicar. O polonês simplesmente fechou a quina em cima do Wolfsburg, terceiro colocado na atual Bundesliga, e time sensação do campeonato alemão na temporada passada.

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Os mesmos Lobos que venceram o Bayern na Supercopa da Alemanha na abertura da temporada.

Talvez Guardiola pensasse que havia colocado uma assombração em campo. Para Benaglio, o fantasma dos gols. Para Dante, o eterno 7×1 se repetia frente aos olhos. Para os outros lobos, era como se uma trupe de fantasmas caçadores houvesse entrado em campo e começasse a caça-los, um a um, num imenso derramamento de sangue. O que podemos dizer é que, incrédulos ou não, a história foi feita.

E a incredulidade se explica. Lewa fez aquilo que estamos acostumados a vê-lo fazer: gols. O detalhe é que ele nunca havia marcado cinco gols em um mesmo jogo. Além do recorde pessoal, o atacante quebrou alguns outros. Foi o primeiro jogador a vir do banco e fazer cinco gols em um jogo da Bundesliga, primeiro jogador do Bayern a marcar cinco gols no mesmo jogo pelo campeonato nacional desde 1984, primeiro jogador a marcar cinco gols na mesma partida da Bundesliga desde 1991, jogador mais rápido a anotar essa quantidade de tentos em um único jogo do campeonato alemão.

CINCO

Para estender o feito, citemos outros dados interessantes. Nenhum jogador marcou tantos gols em tão pouco tempo nas quatro grandes ligas europeias (Alemanha, Espanha, Inglaterra e Itália). Até o momento, em seis rodadas da Premier League, o Liverpool não fez cinco gols. No atual Campeonato Brasileiro o Vasco demorou 10 rodadas para marcar a mesma quantidade de gols. Se fizermos uma longa pesquisa, acharemos outros muitos feitos para acrescentar à lista.

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Outro fator a se destacar é a maneira como os gols foram feitos. O primeiro foi numa finalização de esquerda, dentro da pequena área. O segundo, de fora da área, foi num chute de perna direita – o detalhe é que Lewandoswki não toca na bola até o momento do chute, ajustando apenas o corpo para fazer o arremate. O terceiro foi a base de perseverança. Uma finalização na trave, uma no peito de Benaglio e a terceira, essa sim, na rede.

O quarto, após boa jogada de Douglas Costa, foi em um chutaço ao penetrar na área sem marcação e aproveitar o cruzamento. Para fechar a conta, um golaço, uma pintura, daquelas que só os grandes jogadores sabem fazer.Após cruzamento da direita, posicionado pouco antes da marca do pênalti, emendou um voleio lindíssimo, deixando o goleiro adversário sem reação.

Os gols mostram o atacante que conhecemos. Ótimo no posicionamento, rápido raciocínio, finalização aguçada, eficiente, e também que consegue ser plástico quando necessário. Quem viu o bom primeiro tempo do Wolfsburg jamais esperaria uma reação tão fantástica, ainda mais da maneira como foi. Mas isso é o que o Bayern – e Lewa – são capazes de fazer.

Sem marketing, sem chamar muita atenção e com cara de bobo, o polonês deu apenas mais uma prova do quão letal pode ser. Fantasma ou não, Guardiola ficou incrédulo, e nós também ficamos, mas é hora de acreditar.

Lewandowski é de verdade.

Comentários

Jornalista trabalhando com marketing, carioca, 28 anos. Antes de mais nada, não acredito em teorias da conspiração. Até que me provem o contrário, futebol é decidido dentro das quatro linhas. Mais futebol nacional do que internacional. Não vi Zico mas vi Romário, Zidane, Ronaldinho, Ronaldo. Vejo Messi e Cristiano Ronaldo. Totti é pai.