Davi, Golias e Wendell

  • por Giovanni Ghilardi
  • 5 Anos atrás

wendell

 

Basta viver para saber que uma escolha leva a outra.

Assim foi com Wendell, garoto que escolheu se tornar um jogador de futebol, além de também escolher – mesmo que inconscientemente – andar munido com uma pedra.

Desde a peneira, o franzino já poderia ter sacado: jogar bola não se trata apenas de fazer gols, levantar canecos e ser festejado pela torcida. Tem a ver com desafios grandiosos, como enfrentar gigantes utilizando apenas uma pedra.

Isso mesmo. Voltamos a falar daquela pedra. A astuta rocha que tentará de alguma maneira perfurar e combater o mais grandioso dos guerreiros.

A história dizia que o adversário tinha cerca de 3 metros e mais de 50 quilos de armadura. Se fosse só isso, seria fichinha.

O real inimigo aparece todos os dias, formando um verdadeiro exército de gigantes: salários atrasados, furos dos cartolas, vaias da torcida e, muitas vezes, falta de estrutura. Mas para combater tudo isso, qual é a arma?

 

A pedra. Ou melhor, o sonho. É esse seu significado e Wendell nunca a deixou cair. Ele a tornou cada vez mais afiada para combater os tantos gigantes que o futebol proporciona. Repare que aqui falamos daquele futebol real, em que os jogadores se esforçam todos os dias para assinarem um contrato, receberem em dia e exercerem suas profissões com alguma condição. Festa? O gol mais bonito do mundo? Isso é apenas um sonho.

Sonho que sempre serviu de arma para jogadores alcançarem seus objetivos. E um sonho, amigos, ganha ainda mais força quando é sonhado em conjunto.

Brasileiros de todos lugares apontaram suas pedras, afinal, já haviam percebido que Wendell Lira, como tamanha simpatia, só poderia ser um herói.

Um gigante vai para o chão. Um jogador vai para as alturas. A história não acaba por aqui, mas relembra a essência que nos fez o País do Futebol.

Vamos em frente, sonhando sem esquecer de levar a humildade.

Comentários

Cresceu acompanhando de perto o glorioso Bragantino e viu que em meio às vitórias e derrotas, existem muitas boas histórias pra contar. Seja nos livros, nos cinemas ou até em uma mesa de bar; o futebol sempre está presente.