O vulcão que impediu Lewandowski de jogar na Premier League

  • por Doentes por Futebol
  • 4 Anos atrás
(Por Luis Felipe Zaguini)

Eyjafjallajökull.

Sim, está escrito corretamente. Mas o que este vulcão de nome tão complicado tem a ver com o homem que possui como feitos lendários ter marcado quatro gols no Real Madrid e cinco contra o Wolfsburg em 9 (nove!) minutos? Bem, é que sua história de sucesso no futebol alemão poderia não ter acontecido e o desenrolar de sua carreira seria provavelmente bem diferente, não fosse a interferência providencial do supracitado vulcão.

Robert Lewandowski esteve perto de ter atuado por outros clubes e fora da Alemanha. Mais precisamente no futebol inglês.

LEWA EPL

Tony Mowbray, então técnico do West Bromwich Albion, estava a procura de um jovem goleador para seu time e o polonês começava sua carreira no Lech Poznán.
O pai de Robert Lewandowski fazia judô e a mãe jogava vôlei, os três moravam em Poznán, na Polônia. Lewandowski, ainda com 20 anos, se uniu ao Lech vindo do Znics Proszkow por uma quantia de 310 mil euros e começou a fazer gols. Mesmo marcando em profusão, ele era muito jovem e inexperiente para ser garantia de deslanchar nas Ligas inglesas.
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Entretanto, Mowbray arriscava tentar. Ele viu Lewandowski jogar pelo sub-21 da seleção polonesa e propôs um empréstimo com opção de compra definitiva por 600 mil euros. O Póznan pedia mais dinheiro, mas, de qualquer forma, Robert queria mesmo era ficar mais uma temporada na Polônia, segundo ele, para seu desenvolvimento como jogador.
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Mowbray não desistiu e tentou novamente dois anos depois, quando se tornou treinador do Celtic, da Escócia.
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Desta vez, o técnico do Celtic não estava sozinho. Vários clubes da Premier League e da Serie A italiana tentavam contratar o polonês e os preços subiram muito, chegando próximo ao valor de 4 milhões de euros. O que se configurou num negócio caro e de risco para o Celtic, acabou por interessar o então técnico do Blackburn, Sam Allardyce, que decidiu tentar a sorte: convidou Lewandowski para ver um jogo dos Rovers e o polonês aceitou a proposta.
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Agora seria a hora do vulcão trava-línguas entrar em ação.
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Em pleno 2010, o vulcão Eyjafjallajökull, situado na província de Suðurland, uma cidade da Islândia, entrou em repetidas erupções. O vulcão não tinha atividade relevante desde 1821. Seria esse o destino impedindo que Lewandowski se desviasse do caminho de Dortmund? Isso jamais saberemos. O que importa é que o voo de Lewandowski e seu agente para a Inglaterra foram cancelados em decorrência da atividade do vulcão:
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“Ele recebeu o convite (do Blackburn), mas por causa do cancelamento dos voos, não pudemos ir. E não faz sentido ir de carro até o outro lado do continente”, disse o agente do jogador, Cezary Kucharski.
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Além de Blackburn e West Bromwich Albion, o ex-jogador do Tottenham, Steve Archibald, lembra de também ter oferecido o jogador aos Spurs, e pior: por menos de 5 milhões de euros. Ele postou na sua conta do Twitter:
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“Só para constar, fãs dos Spurs: eu ofereci Lewandowski ao clube quando ele ainda jogava na Polônia por menos de cinco milhões. Para ser justo, quando eles disseram não, eu o ofereci para outros clubes, que também disseram não.”
 
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Com o movimento de Lewandowski para a Inglaterra estancado, Jürgen Klopp se atravessou na negociação do jogador com o clube inglês e o levou para a Alemanha, onde ele assinou com o Borussia Dortmund.
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O resto da história você já conhece.
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