Histórico dos clubes que disputarão a Libertadores 2016

  • por Igor Leal da Fonseca
  • 4 Anos atrás

Grupo 1

river-plateRiver Plate

 

Participações: 31
Títulos: 3
Finais: 5

Atual campeão da competição, o clube argentino é um dos mais tradicionais na disputa, tendo disputado cinco finais (1966, 1976, 1986, 1996, 2015) e garantido três títulos (1986, 1996 e 2015).

Na sua primeira conquista, o clube argentino perdeu seu principal jogador antes do início da competição: Enzo Francescoli. Após a Copa do Mundo de 1986, o craque uruguaio foi vendido para o pequeno Racing Club, da França. Sem Francescoli, mas com jogadores renomados como Ruggeri e Pumpido, o River passou pelo rival Boca, Montevideo Wanderers e Peñarol na primeira fase, Argentinos Juniors e Barcelona de Guayaquil na fase de mata-mata, até enfrentar o América de Cali na decisão e levantar o seu primeiro título.

Dez anos depois, o River voltaria a conquistar a América, dessa vez com Francescoli. Depois de oito temporadas na Europa, ‘’O Príncipe’’ voltou ao clube argentino para liderar uma geração de jovens que daria o que falar nos anos seguintes: Crespo, Ortega, Sorín, Almeyda, entre outros jogadores que fariam carreiras brilhantes. Com uma bela campanha e com Enzo exalando classe, o clube argentino bateu novamente o América de Cali na decisão após passar por San Lorenzo, Minerven, Caracas, Sporting Cristal e Universidad de Chile.

Na conquista do ano passado, ao contrário das duas anteriores, o River teve um time muito mais baseado na força do que na técnica. Após se classificar para a fase eliminatória no apagar das luzes, o clube despachou Boca, Cruzeiro, Guaraní e Tigres para chegar ao título depois de 19 anos.

The StrongestThe Strongest

Participações: 21
Títulos: 0
Finais: 0

Tradicional dentro do seu país, o clube da Bolívia não repete as mesmas performances quando o assunto é Libertadores. A equipe disputou 122 jogos e tem aproveitamento pouco superior a 46% na competição.

Trujillanos_FCTrujillanos

Participações: 3
Títulos: nenhum
Finais: nenhuma

Eliminado na primeira fase em 1995, na fase preliminar disputada contra Morelia, Caracas e América do México em 2002, a equipe venezuelana praticamente não tem história na maior competição da América do Sul.

SPFCSão Paulo

Participações: 18
Títulos: 3
Finais: 6

Muitos pensam que a tradição de grandes campanhas do clube começou nos anos 90, mas na realidade o São Paulo já havia chegado à decisão da Libertadores em 1974, quando perdeu para o Independiente apenas no jogo extra.

Quase 20 anos depois o clube chegava ao primeiro título após passar por Criciúma, Bolívar, San José, Nacional, Barcelona de Guayaquil e Newell’s Old Boys na final. A equipe contava com jogadores como Zetti, Raí, Cafu, Ronaldão, entre outros. No ano seguinte, com a base mantida, novo título, dessa vez passando por Newell’s novamente, Flamengo, Cerro Porteño e Universidade Católica. O clube ainda chegou à decisão em 1994, mas acabou perdendo para o Vélez Sarsfield.

Depois dessa final, foram dez anos de ausência na competição, até a volta em 2004, quando o clube só parou na semifinal. Em 2005, novo título. Um, até então, inédito tricampeonato de uma equipe brasileira na Libertadores. Liderado por Ceni e com uma equipe fortíssima na defesa, o clube passou por Universidade de Chile, Quilmes, The Strongest, Palmeiras, Tigres, River Plate e Atlético-PR para conquistar o título. O clube voltou à decisão em 2006, mas acabou derrotado pelo Internacional.

Após esse período, a última campanha digna de um clube do tamanho do São Paulo foi em 2010, quando chegou à semifinal da competição e novamente caiu ante o Internacional. Nas duas últimas edições disputadas a equipe caiu nas oitavas e ficou longe das suas tradições na competição. Com Bauza no comando, os são paulinos podem sonhar com voos mais altos na competição.

Grupo 2

 

nacional uruNacional

 

Participações: 42
Títulos: 3
Finais: 6

Um dos maiores times da América do Sul, o Nacional entra na Libertadores buscando reviver as glórias do passado. O primeiro título da equipe uruguaia foi conquistado em 1971, após passar por Peñarol, Chaco Petrolero, The Strongest, Palmeiras, Universitario e Estudiantes na decisão. A equipe tinha, entre outros, o lendário goleiro Manga, o zagueiro Ancheta, Luís Cubilla e Artime. O Nacional também conquistou o tetracampeonato uruguaio no período 1969-72.

O segundo título veio em 1980, contra o Internacional de Falcão e cia., uma das equipes mais fortes da história do futebol brasileiro, dentro do Beira-Rio. O grande destaque do time era o zagueiro De León, que também passaria à história do Grêmio. A última conquista do clube foi em 1988, novamente com De León como o principal jogador. Foi a última final disputada pelo Nacional. Desde então, a melhor campanha do time foi em 2009, quando chegou à semifinal e foi eliminado pelo Estudiantes, que se sagraria campeão.

palmeirasPalmeiras

Participações: 15
Títulos: 1
Finais: 4

Se no começo da década passada o Palmeiras era um adversário temido na competição (campeão em 1999, vice em 2000, semi em 2001), nos últimos tempos as campanhas palestrinas tem deixado a desejar.

Longe de ter um time como o que levantou a taça em 1999 (Marcos, Alex, César Sampaio, Paulo Nunes, entre outros), o Palmeiras aposta na manutenção do treinador e do seu elenco do ano passado para fazer uma boa figura na competição. A última campanha de destaque foi a semifinal em 2001 e, nos últimos tempos, a melhor campanha foi em 2009, quando disputou as quartas.

rosario centralRosario Central

Participações: 11
Títulos: 0
Finais: 0

De volta à Libertadores após 10 anos de ausência, o tradicional clube argentino tem pouca história na competição. As melhores campanhas foram em 1975 e 2001, quando chegou à semifinal do torneio.

URU - RIVER PLATERiver Plate – URU

Participações: 1

Títulos:0

Finais:0

Estreante na competição, o River do Uruguai chega credenciado por ter eliminado La U na pré-Libertadores sem sequer sofrer um gol nos dois jogos. O time chileno era considerado amplamente favorito no confronto, mas os comandados de Carrasco entraram no confronto parecendo veteranos em Libertadores e com a velha receita uruguaia de muita disposição física, aplicação tática e catimba.

 

Grupo 3

1415123933_fc-boca-juniorsBoca Juniors

Participações: 25
Títulos: 6
Finais: 10

Considerado por muitos o maior clube da América do Sul, a equipe xeneize busca reviver o passado recente na competição, quando era o time mais temido do continente. Com dez finais disputadas e seis títulos conquistados, podemos afirmar que se existe um clube que pode ser considerado o expoente da competição, esse é o Boca.

No primeiro título, a equipe passou por River, Peñarol, Defensor, Deportivo Cali, Libertad e Cruzeiro, que era o detentor do troféu. Na segunda conquista, com a participação começando apenas na semifinal, os adversários foram River Plate, Atlético-MG e Deportivo Cali, esse na final.

Após mais de 20 anos de hiato, a equipe argentina voltou a conquistar a Copa em 2000, 2001, 2003 e 2007, quando teve jogadores do porte de Riquelme, Tévez, Abbondanzieri, Samuel, Arruabarrena, Palermo, Palacio, entre outros. Nos últimos anos, a melhor campanha do clube foi em 2012, quando chegou à final e perdeu para o Corinthians.

 

66e6b-bolivarBolívar

Participações: 30
Títulos: 0
Finais: 0

Se na Bolívia a equipe é soberana, na América do Sul sobram eliminações na primeira fase. As duas únicas campanhas de destaque da equipe foram em 1986 e 2014, quando chegou às semifinais.

 

1415124706_fc-deportivo-caliDeportivo Cali

Participações: 19
Títulos: 0
Finais: 2

Uma das maiores equipes da Colômbia, o Deportivo Cali segue em busca do primeiro título da competição. A conquista esteve próxima em 1978 e 1999, especialmente nessa última, quando perdeu para o Palmeiras apenas na disputa de pênaltis.

RACINGRacing

Participações: 8
Títulos: 1
Finais: 1

Dezessete títulos argentinos, uma Libertadores, uma Supercopa e vários outros títulos importantes. Qualquer clube com um histórico desses ficaria tranquilo quando o assunto fosse títulos. Mas para o Racing, que divide a cidade com o Independiente, a situação não é nada tranquila, já que o rival possui 16 títulos nacionais e 7 Libertadores, além de várias outras conquistas. Depois de um período de ostracismo e até falência decretada, La Academia disputa sua segunda Libertadores seguida, a oitava na história do clube, buscando repetir o feito de 1967, quando conquistou o seu único título na competição.

A equipe, que contava com jogadores como Cejas, Perfumo, Alfio Basile e Raffo – artilheiro da competição – passou por River Plate, Santa Fé, Bolívar, Independiente Medellin, 31 de Outubro, Universitario e Colo-Colo, até bater o Nacional na grande decisão, disputada em jogo extra no Peru após empate por 0x0 nos dois jogos anteriores. No ano seguinte a equipe chegaria à semifinal, mas cairia contra o Estudiantes, também em três jogos.
Quase trinta anos depois, mais precisamente em 1997, o Racing voltou a fazer uma campanha digna do clube, chegando à semi contra o Sporting Cristal, mas acabou eliminado pelos peruanos.

Na edição de 2015 o Racing era considerado um dos grandes favoritos ao título da competição, mas acabou eliminado de forma surpreendente pelo Guaraní do Paraguai.

 

Grupo 4

PENAROLPeñarol

Participações: 42
Títulos: 5
Finais: 10

Uma das maiores equipes da história do futebol mundial, o Peñarol volta à Libertadores depois da ausência em 2015. Com cinco títulos e dez finais disputadas, a equipe uruguaia é sempre considerada uma das forças da competição – ultimamente muito mais pela tradição e peso da camisa do que pelos elencos que monta. Campeão das duas primeiras edições da Libertadores, a equipe tinha como ponto forte o ataque, liderado pelo equatoriano Spencer, maior artilheiro da história da Copa, com 54 gols em 87 jogos. A equipe ainda chegou a mais quatro finais na primeira década de disputa, vencendo uma (1966) e perdendo três.

Depois de um hiato de 12 anos, o Peñarol voltou a disputar uma decisão de Libertadores em 1982, e bateu o Cobreloa na final, conquistando seu quarto título. Em 83, nova final, mas dessa vez com derrota para o Grêmio. Curiosamente, a equipe gaúcha era capitaneada por De León, jogador formado no Nacional, eterno rival do Peñarol. Em 1987, novo título, o quinto e último da competição.

https://www.youtube.com/watch?v=ueKBKazCIGg

Foram anos de ostracismo até 2011, quando chegou à final numa surpreendente campanha, mas acabou sendo derrotado pelo Santos.

Atlético Nacional

Participações: 17
Títulos: 1
Finais: 2

Maior vencedor nacional da Colômbia, primeiro time colombiano a ganhar a Libertadores e, curiosamente, primeiro clube de um país banhado pelo Oceano Pacífico a vencer a competição, encerrando a famosa lenda ‘’La Copa se mira y no se toca’’, criada após insucessos em finais de equipes de países banhadas pelo Pacífico.

Com dinheiro do narcotráfico jorrando fácil, a equipe era sempre considerada uma das forças da competição na década de 90. ‘’Los Verdolagas’’ chegaram entre os quatro melhores em 90 e 91 e voltaram à final em 1995, quando foram derrotados pelo Grêmio.

Nos anos 2000 a equipe teve participações irrelevantes, mas no começo da década atual as participações voltaram a ser constantes e com boas campanhas na fase de grupos.

Sporting-Cristal-LogoSporting Cristal

Participações: 32
Títulos: 0
Finais: 1

Sem avançar ao mata-mata nas últimas sete edições que disputou, a equipe peruana sonha com uma campanha como a de 1997, quando eliminou adversários do porte de Vélez Sarsfield e Racing e chegou à decisão, perdendo para o Cruzeiro na ocasião.

Escudo_Club_A._HuracanHuracán

Participações: 3
Títulos: 0
Finais: 0

Um dos clubes mais tradicionais da Argentina, o Huracán tem história praticamente irrisória na Libertadores. Com apenas três participações na competição, El Globo disputa sua segunda edição seguida da competição e chega credenciado pela participação na Copa Sulamericana de 2015, quando chegou à final e terminou a competição de forma invicta, perdendo o título para o Santa Fé apenas na disputa de pênaltis.

Grupo 5

atletico-mineiroAtlético Mineiro

Participações: 8
Títulos: 1
Finais: 1

De equipe de participações esporádicas e sempre terminando de forma trágica, o Galo mudou seu status na competição após o título em 2013, quando conquistou o título revertendo placares de 2×0 fora de casa na semifinal e na final.

https://www.youtube.com/watch?v=jl0h_Pmjzg4

Em 2016, os mineiros chegam à sua quarta participação seguida na Libertadores, igualando o lendário Flamengo de Zico. À frente de ambos apenas o São Paulo, que disputou ininterruptamente sete edições na década passada.

Como dito, o título em 2013 foi conquistado de forma dramática, mas o auge da dramaticidade aconteceu nas quartas: no jogo de ida, Luan empatou a partida apenas aos 93 minutos de jogo. Na volta, o Galo saiu perdendo, empatou e no final do jogo – praticamente o último lance – teve um pênalti marcado contra si. Victor fez a defesa e entrou para a história do clube. Na semi, classificação para cima do Newell’s, e na final, vitória em cima do Olímpia, encerrando um longo jejum de conquistas importantes do clube.

 

colo-colo-logo-vectorColo-Colo

Participações: 31
Títulos: 1
Finais: 2

Maior vencedor do futebol chileno, El Cacique é um mistério na Libertadores. Sempre citado como um dos possíveis postulantes ao título, a equipe coleciona insucessos ‘’inexplicáveis’’ na competição, como a eliminação na fase de grupos nas últimas três edições que disputou. No único título que conquistou, a equipe chilena passou por LDU, Concepción, Barcelona de Guayaquil, Universitario, Nacional, Boca Juniors e Olímpia. Curiosamente, o treinador da equipe atual foi o herói da decisão, o atacante Pérez – autor de dois gols na vitória por 3×0 sobre o Olímpia.

Fbc_melgarMelgar

Participações: 3
Títulos: 0
Finais: 0

Depois de 32 anos de ausência, a equipe peruana volta à Libertadores da América. Na sua primeira participação, em 1982, uma boa campanha, terminando em segundo no seu grupo, atrás somente do Olímpia. Como na época só um time avançava por chave, o Melgar acabou eliminado. Na segunda, em 1984, lanterna num grupo com Universidad de Los Andes, Sporting Cristal e Portuguesa, da Venezuela.

23001_imgbankIndependiente Del Valle

Participações: 3
Títulos: 0
Finais:0

A equipe equatoriana vai para sua terceira participação na Libertadores sonhando com sua primeira chegada ao mata-mata. Em 2014 o time foi eliminado na fase de grupos e na edição passada foi eliminado na pré-Libertadores.

 

Grupo 6

san lorenzo San Lorenzo

Participações: 14
Títulos: 1
Finais: 1

Considerado um dos cinco maiores clubes da Argentina, o Ciclón demorou para vencer a Libertadores da América, só conquistando-a em 2014, numa campanha surpreendente.

Após terminar a primeira fase apenas na 15º colocação geral, o time do Papa passou por Grêmio, Cruzeiro, Bolívar e Nacional, do Paraguai, para chegar ao título inédito. Os comandados de Bauza apresentaram um futebol de forte marcação e poderio defensivo – apenas quatro gols sofridos no mata-mata – e enfim integraram o seleto grupo de Campeões da América.

 

gremio-iconGrêmio

 

Participações: 16
Títulos: 2
Finais: 4

Uma das equipes mais tradicionais da Libertadores da América, o Imortal sonha com o tricampeonato da competição, após quase 20 anos da conquista do último título.

Na primeira conquista gremista, em 1983, pode-se dizer que o título foi ‘’surpreendente’’, já que o Flamengo era favorito na fase de grupos e vinha de um título do Campeonato Brasileiro em cima do próprio Grêmio. Mas, contando com jogadores como Tita, Tarciso, De León, Renato Gaúcho, entre outros, a equipe dos pampas não tomou conhecimento do time de Zico, terminando a primeira fase na ponta da tabela e avançando à semi. Nessa etapa os gaúchos passaram por Estudiantes e América de Cali para chegar à decisão. Na final, o gigante Peñarol, uma das equipes mais tradicionais da América, mas que não foi páreo para o talentoso e raçudo time gremista.

Na segunda conquista, em 1995, o Grêmio novamente chegou desacreditado à competição. Os principais favoritos eram os argentinos River Plate e Vélez Sarsfield (campeão no ano anterior) e o Palmeiras, então bicampeão brasileiro e com jogadores como Cafu, Roberto Carlos, Edmundo e Rivaldo, entre outros. Na primeira fase, o Grêmio passou em segundo com tranquilade no seu grupo que, além do Palmeiras, contava com Emelec e El Nacional. Nas oitavas, o Grêmio passou pelo tradicional Olímpia. Na fase seguinte, o confronto seria contra o Palmeiras, mas antes houve a parada para a disputa da Copa América, parada essa benéfica para o Grêmio, pois o Palmeiras acabou perdendo Edmundo para o Flamengo.

No jogo de ida, a grande surpresa: o Grêmio enfiou 5×0 no Palmeiras, num dos jogos mais marcantes da história da competição. Ainda 0x0, Rivaldo se livrou de dois marcadores e teve pela frente Rivarola. O paraguaio deu um carrinho duro e Rivaldo deixou o pé no rosto do gremista, sendo expulso de campo. Ainda na primeira etapa, Rivaldo e Dinho trocaram agressões e também receberam o vermelho. Seguiu-se então uma das maiores confusões envolvendo clubes brasileiros na competição, mas ninguém mais foi expulso de campo. Na continuação da primeira etapa, o Grêmio abriu 2×0, e no segundo tempo marcou mais três, chegando à histórica goleada. No jogo da volta, precisando de um milagre, o Palmeiras entrou em campo com um time completamente desfigurado e viu sua situação piorar ainda no começo da primeira etapa, quando Jardel fez 1×0 logo aos oito minutos. O Palestra tirou forças sabe-se lá da onde para virar para 5×1, mas o Grêmio acabou classificado para a semifinal, quando eliminou o Emelec. Na grande decisão, o rival seria o Atlético Nacional, que havia passado por Peñarol e River Plate durante o mata-mata. Os colombianos contavam com o folclórico e experiente Higuita no gol e com os promissores Ángel e Aristizabal, mas sucumbiram ante o time treinado por Luiz Felipe Scolari. Desde então, a melhor campanha do Grêmio foi o vice campeonato na edição de 2007, quando perdeu para o Boca Juniors.

ldu_quito2LDU

Participações: 16
Títulos: 1
Finais: 1

De volta após a ausência nas duas últimas edições, a LDU sonha em repetir a campanha de 2008, quando conquistou a primeira e única Libertadores de uma equipe do Equador.

Na surpreendente conquista, o time treinado era por Edgardo Bauza e dentro do campo contava com jogadores desconhecidos do grande público, com exceção de Cevallos, goleiro titular da Seleção do Equador na Copa do Mundo de 2002. Após terminar em segundo na chave que contava com Fluminense, San Lorenzo e Libertad, os equatorianos eliminaram Estudiantes, San Lorenzo e América, do México, para chegarem à decisão contra o Fluminense.

A equipe do Rio de Janeiro, que contava com jogadores como Conca, Thiago Silva, Thiago Neves e Washington era considerada amplamente favorita para a final. Mas os comandados de Bauza surpreenderam na partida de ida, fazendo 4×2 no placar e garantindo larga vantagem para o jogo da volta, quando podiam perder até por um gol de diferença para conquistar o título.

A vantagem, que já era grande, aumentou logo no começo da partida realizada no Maracanã, quando Bolaños abriu o placar aos seis minutos do primeiro tempo. Seguiu-se então uma memorável atuação de Thiago Neves, que marcou três gols – único jogador a obter tal feito numa final da competição -, com o Fluminense precisando apenas de mais um gol para ser campeão. O placar não sofreu mais alterações no tempo normal, nem na prorrogação, com a decisão indo para as penalidades.

Numa das maiores atuações de um goleiro nesse tipo de disputa, Cevallos defendeu as cobranças de Conca, Thiago Neves – herói tricolor no tempo normal – e Washington, garantindo o título para sua equipe e passando à história do futebol equatoriano.

1415128452_fc-tolucaToluca

Participações: 3
Títulos: 0
Finais: 0

Se nos últimos anos várias equipes mexicanas fizeram boas campanhas na Libertadores, o Toluca ainda está devendo nesse aspecto. Apesar de ser uma das equipes mais vencedoras do México, com 10 títulos nacionais, Los Choriceros nunca se destacaram na competição da Conmebol. Sua melhor participação foi em 2007, quando terminou em primeiro no grupo que também contava com o futuro campeão Boca. Na fase seguinte, foi surpreendentemente eliminado pelo Cúcuta, da Colômbia. A última participação da equipe mexicana foi em 2013, quando caiu na fase de grupos.

Grupo 7

 

 

Club_Olimpia_logo.svgOlímpia

 

Participações: 38
Títulos: 3
Finais: 7

Um dos clubes mais tradicionais da América do Sul, El Rey de Copas está de volta à Libertadores depois do vice-campeonato em 2013. A história de conquistas do clube paraguaio começa em 1979, quando passou por Bolivar, Sol de America, Jorge Wilstermann, Guarani e Palestino, antes de bater o gigante Boca Juniors na decisão. O Boca vinha de um bicampeonato continental em 1977 e 1978, o que abrilhanta ainda mais a conquista do Olímpia.
O segundo título foi conquistado em 1990, com mais uma campanha de peso. Os adversários na caminhada para o título foram o rival Cerro Porteño, além de Vasco, Grêmio, Universidad Católica e o Atletico Nacional, campeão no ano anterior, antes de derrotar o Barcelona de Guayaquil na decisão.

Em 2002, ano da última conquista, o clube passou por Universidad Católica, Flamengo, Once Caldas, Cobreloa, Boca Juniors e Grêmio, até chegar à decisão contra o São Caetano, na época um dos times mais fortes do Brasil. Depois de perder a partida de ida por 1×0 em pleno Defensores del Chaco, a imprensa de quase todo Brasil, em particular a de São Paulo, dava como favas contadas o título do Azulão. E tudo parecia conspirar para tal quando Aílton abriu o placar por volta dos 30 minutos do primeiro tempo. Mas com frieza e experiência os paraguaios viraram para 2×1, calando o Pacaembu e no fim conquistando a taça na disputa de pênaltis.

Na última participação, em 2013, a equipe paraguaia chegou à final da competição, mas perdeu o título para o Atlético Mineiro nas penalidades, após estar com a mão na taça até os 42’ do segundo tempo.

Club Sport EmelecEmelec

Participações: 25
Títulos: 0
Finais: 0

Uma dos clubes mais tradicionais no Equador, o Emelec ainda persegue uma campanha como a da LDU em 2008 ou as do Barcelona em 1990 e 1998. A melhor campanha da equipe foi em 1995, quando chegou à semifinal da competição e acabou caindo no confronto com o Grêmio. Na última edição, os Millonarios chegaram às quartas de final, mas acabaram eliminados pelo Tigres, do México.

deportivo_tachira_fc2Deportivo Táchira

Participações: 20
Títulos: 0
Finais: 0

Segundo maior vencedor do campeonato nacional da Venezuela, a equipe tem pouca história para contar quando o assunto é Libertadores. O Deportivo passou da fase de grupos apenas quatro vezes, sendo a última em 2004, quando chegou às quartas, acabando eliminado pelo São Paulo. De lá para cá foram nove participações e em nenhuma delas o time chegou ao mata-mata da competição.

 

pumas_unamUniversidad Nacional

 

Participações: 3
Títulos: 0
Finais: 0

Mais conhecido pelos brasileiros como ‘’Pumas’’, o time mexicano volta à Libertadores após dez anos de ausência. Com bastante tradição no México – sete títulos nacionais – e nas competições da CONCACAF – três títulos conquistados -, os Pumas ainda buscam uma campanha relevante na Libertadores. Na sua primeira participação, chegaram às oitavas de final, mas foram eliminados pelo Cobreloa. Na segunda ficaram em último no seu grupo, atrás até do Maracaibo, da Venezuela.

Grupo 8

 

corinthiansCorinthians

 

Participações: 13
Títulos: 1
Finais: 1

Um dos maiores clubes do Brasil, o Corinthians busca seu segundo título na Libertadores depois de anos de fracassos retumbantes. Conhecido por impor medo aos rivais nacionais quando atua em seus domínios, o clube de São Paulo tem sérios problemas quando enfrenta equipes da América do Sul em casa, com seguidas eliminações surpreendentes.

No ano que conseguiu mudar esse histórico ‘’negativo’’ em casa, o Timão levantou a taça. Ao todo foram sete jogos em seus domínios, com seis vitórias e um empate. A equipe comandada por Tite passou por Cruz Azul, Nacional do Paraguai, Deportivo Táchira, Emelec, Vasco e Santos, até chegar à final contra o Boca Juniors.

Carrasco de clubes brasileiros, com um excepcional retrospecto fora de casa nesses confrontos (Santos, Palmeiras, Grêmio, Cruzeiro, todos sofreram com os Xeneizes), muita gente pensou que o Corinthians seria presa fácil para os argentinos. No primeiro jogo da decisão, empate em 1×1 em La Bombonera. Na partida de volta, disputada no Pacaembu, os argentinos entraram para jogar por uma bola e contando com a já conhecida impaciência da Fiel em reveses momentâneos na Libertadores.

Mas a torcida que lotou o simpático estádio pensava apenas em apoiar incondicionalmente a equipe e, mesmo após um primeiro tempo sem grandes emoções, seguiu na mesma toada na volta do intervalo. E explodiu de vez antes dos 10 minutos da etapa final, quando Emerson apanhou uma sobra na área e abriu o placar. Vinte minutos depois, o mesmo Sheik fez 2×0 e deu números finais ao placar. Festa da Fiel e fim de um incômodo jejum do Corinthians.

time-53e65b9c3b447Cerro Porteño

Participações: 38
Títulos: 0
Finais: 0

Com 31 títulos conquistados no Campeonato Paraguaio – segundo maior vencedor do país -, o Cerro sempre viveu à sombra do rival Olímpia quando o assunto é Libertadores da América. El Ciclón, como o clube é conhecido no seu país de origem, jamais disputou uma final da competição e nunca venceu uma competição internacional sequer. Nas Libertadores disputadas, as melhores campanhas foram em 1973, 1978, 1993, 1998, 1999 e 2001, quando a equipe chegou entre as quatro melhores da competição. Na edição de 2015, uma melancólica eliminação na pré-Libertadores contra o Deportivo Táchira resumiu bem as participações do Cerro na competição: fracasso

110978Cobresal

Participações: 2
Títulos: 0
Finais: 0

Depois de trinta anos de ausência, o pequeno clube do Chile volta à Libertadores respaldado por uma grande conquista: a edição 2014-15 do Torneo Clausura, quando surpreendeu equipes como Colo-Colo, La U e Universidade Católica e levou o título. Na sua única participação até então, 1986, os Mineros caíram na fase de grupos da competição.

Independiente Santa FeSanta Fé

Participações: 10
Títulos: 0
Finais: 0

Com participações seguidas nas quatro últimas edições, a equipe colombiana é sempre um rival difícil na competição. Na edição passada, Los Cardenales chegaram às quartas de final, sendo eliminados pelo Internacional, num confronto duríssimo. Outra campanha de destaque foi em 2013, quando foram até a semifinal e acabaram eliminados pelo Olímpia.

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33 anos, morador do Rio de Janeiro. Rubro Negro de coração, apaixonado pelo Maracanã, tem no Barcelona o exemplo de clube para o que entende como futebol perfeito, dentro e fora do campo. Estudioso da memória do futebol, tem nessa sua área de maior atuação no site, para preservar a memória do esporte. Dedica especial atenção aos times mais alternativos, equipes que tiveram grandes feitos, mas que não são tão lembradas quanto as maiores do mundo. Curte também futebol do centro e do leste da Europa, com uma coluna semanal dedicada ao assunto. Um Doente muito antes de fazer parte desse manicômio, sua primeira memória acadêmica é uma redação sobre o Zico, na qual tirou 10 e a mesma foi para o mural da escola. Nunca trabalhou com futebol dessa forma, mas adora o que faz junto com o restante do pessoal e se pergunta o porquê de não ter começado com isso antes. Espera recuperar o ''tempo perdido''. Acha Lionel Messi o melhor que viu jogar e tem em Zico, Petkovic e Ronaldo Angelim como heróis.