Diogo Jota, o futuro colchonero

Nos últimos meses, muitas das páginas dos periódicos portugueses foram preenchidas com especulações envolvendo o nome de Diogo Jota. Jovem winger português, aos 19 anos vem se destacando muito no modesto Paços Ferreira e, diante disso, como é natural em solo lusitano, chamou a atenção dos gigantes do país. Alvo sobretudo do interesse do Benfica, o garoto preferiu ser comandado por Diego Simeone e acertou com o Atlético de Madrid, apresentando-se na próxima temporada. Apesar de tudo isso, muitos ainda não o conhecem.

OLHO NELE - DIOGO JOTA

Natural de Massarelos, freguesia próxima a cidade do Porto, Diogo deu seus primeiros passos no futebol com a camisa do Gondomar, clube situado também na área metropolitana do Porto. Lá chegando no já distante ano de 2005, aos oito anos, passou a maior parte de seu desenvolvimento no clube, permanecendo até 2013. No entanto, preferiu assinar com os Castores, figurando em sua base até a metade da temporada passada. Antes de se profissionalizar, o jovem já chamava atenção, tendo passagem relevante pelo time sub-19 de Portugal.

Desde que passou a atuar como profissional, Diogo vem experimentando um sucesso sem precedentes e que parece não ter limites. Chamado para as Seleções Portuguesas Sub-21 e Olímpica, mostra um desempenho excepcional dentro das quatro linhas. Em seus primeiros 42 jogos como profissional, já marcou 15 gols e criou 14 assistências.

Foto: FPF.pt | Jota já veste a camisa portuguesa nas camadas inferiores

Foto: FPF.pt | Jota já veste a camisa portuguesa nas camadas inferiores

Seu primeiro grande momento ocorreu ainda na temporada passada, quando, atuando contra a Académica de Coimbra, marcou um doblete e garantiu a vitória por 3×2 a sua equipe.

Atuando principalmente pela ponta canhota, Jota é mais um atleta que joga aberto pelo flanco, o que lhe permite incursões pelo meio para finalizar. Seu destaque maior, todavia, é a habilidade com que conduz a bola, driblando com ela sempre próxima do pé e em velocidade. Embora seja destro, também trabalha com qualidade com a perna canhota e, diferentemente de grande parte dos jovens habilidosos que aparecem no futebol, já mostra facilidade para tomar as decisões mais inteligentes e úteis ao time.

“O seu futuro vai ter muito a ver com os planos que clubes de outra dimensão tenham para ele. O que esperam do seu contributo. Quanto à personalidade, resiliência ou capacidade de superar a dor, é um miúdo notável”, disse seu treinador, Jorge Simão, ao Record.

Foto: FPF.pt/ Alexandre Ribeiro/ Lusa | Jota tem muita facilidade no drible

Foto: FPF.pt/ Alexandre Ribeiro/ Lusa | Jota tem muita facilidade no drible

Contudo, o jovem também apresenta deficiências, as quais se resumem basicamente a pouca capacidade para ajudar na marcação, tanto por falta de aptidão defensiva quanto de capacidade física. O garoto, que disputa com Gonçalo Guedes e Renato Sanches – ambos do Benfica – o posto de revelação lusa do ano, é ainda muito franzino.

Isso tudo levou o rapaz, que já é representado pela Gestifute, empresa do famoso Jorge Mendes e que representa um número considerável das maiores estrelas do futebol mundial, a entrar no radar do Atlético de Madrid, que o contratou por cinco temporadas, pagando algo em torno de €7 milhões ao clube pacense.

Foto: FCPF.pt | Jota com a camisa da Seleção das Quinas

Foto: FCPF.pt | Jota com a camisa da Seleção das Quinas

Segundo foi veiculado na imprensa lusa, a escolha pelo Atleti foi uma prioridade do próprio garoto, algo que faz completo sentido. O clube madrilenho não só está dentre os melhores clubes europeus na atualidade, como também vem mostrando perícia no desenvolvimento de jovens, como são os casos, por exemplo, de José Giménez, Koke ou Saúl. No entendimento de Diego Simeone, se um jovem é capaz de atuar em grande nível, isso não deve ser privado dele em razão de sua idade.

É esperado que, já na próxima temporada, Jota integre o plantel colchonero e, se seguir mostrando as qualidades que levaram os espanhóis a buscá-lo, certamente conquistará seu espaço.

Olho Nele!

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Advogado graduado pela PUC Minas, mestrando em Ciências da Comunicação (Universidade do Minho), 25 anos. Admito minha preferência pelo futebol bretão, mas aprecio o esférico rolado qualquer terra. Desde a infância, tenho no atacante Marques e no argentino Pablo Aimar referências; o melhor jogador que vi jogar foi o lúdico Ronaldinho Gaúcho, na temporada 2004/05. Estou também no O Futebólogo e na Revista Relvado.