Encontrar seu ídolo é se reencontrar

  • por Doentes por Futebol
  • 2 Anos atrás

A Copa de 2006 foi a primeira competição mundial que eu pude, de fato, acompanhar, já que era criança em 1998 e uma pré-adolescente que só aguentava ficar acordada pelo Brasil quatro anos depois. Ansiosa como nunca, eu escrevia nos cadernos da escola os nomes dos principais jogadores, aqueles que eu acompanhava no Winning Eleven, ao mesmo tempo em que devorava o almanaque de todos as copas.

12912761_950109475085071_438125644_n

Minhas expectativas para a seleção Brasileira eram altas, afinal, como não se empolgar com o quadrado mágico? Infelizmente, todos nós sabemos muito bem o que aconteceu. Depois da eliminação, passei a “torcer” pelo time que tinha tudo que faltou ao Brasil: paixão, tesão e raça. Assim, meus sentimentos futebolísticos passaram a ser da Itália. Curiosamente, não foi a final que me marcou mais. Para mim, a disputa com a Alemanha foi um dos melhores combates do mundial. Se o gol de Grosso me levou às lágrimas, o gol de Del Piero resultou em pura euforia.

Alguns anos depois resolvo começar uma jornada no Football Manager e, retomando o carrossel de emoções de 2006, escolho a Juventus do Del Piero. Foram meses incríveis jogando, mas o vital aqui é destacar que no dia 06 de abril de 2016, o Doentes por Futebol teve a oportunidade de conhecer um dos maiores jogadores da Itália de todos os tempos.

12142237_598966633602518_1640070026_n

Como cheguei ao Bar Aurora um pouco antes do Felippe Garcia e do Marcelo Fadul, pude, à la Ibrahimovic e Ronaldo, observá-lo não só conceder entrevistas ao mais diversos tipos de veículo de imprensa, como também conversar com os fãs que lá estavam presentes. E em momento algum ele deixou de ser simpático ou atencioso, de forma genuína. E se o placar surpreendente da primeira etapa de Wolfsburg e Real Madrid, pela forma com que foi construído, não me abalou, foi somente porque me avisaram que ao intervalo eu falaria com o Ale.

– É uma entrevista?
– Só uma pergunta, por favor.

Eu gostaria de responder que teríamos uma hora, no mínimo, para conversar sobre o tudo e o nada, sobre a Itália, sobre a Juventus, sobre sua experiência em países alternativos, sobre Agnelli e sobre o que torna o capitão Del Piero tão singular. Porém, o tempo era pequeno para todos. Inversamente proporcional, no entanto, foi a emoção de todos os presentes naquele momento.

Conhecer seu ídolo é se reencontrar, é ver todas as suas versões passadas nele. É ratificar as suas escolhas e os percalços da sua jornada para dizer que, sim, valeu a pena. E como.

@mantosdofutebol.com.br com a galera do @doentesporfutebol, @imigrantesdabola e @copa90 #TJ #championthematch

Uma foto publicada por Mantos do Futebol (@mantosdofutebol.com.br) em

P.S: a única coisa de que me arrependo é não ter batido uma foto com a gente fazendo a sua comemoração favorita.

1

Por Jessica Miranda

Comentários