Facilita, Argel

  • por Lucas Diefenbach Moreira
  • 3 Anos atrás

É verdade que o Inter perdeu importantes jogadores ao longo de 2015 e no início de 2016. É verdade que as contratações foram discretas e baratas. É verdade que este é o plantel com o menor investimento nos últimos 10 anos. É verdade que o clube está na final do Campeonato Gaúcho. Por outro lado, também é verdade que o terceiro lugar na primeira fase do estadual e a eliminação na Primeira Liga são inadmissíveis, mesmo para um enfraquecido Inter.

Argel veio e, como foi dito diversas vezes pelo próprio, “trocou o pneu com o carro andando”. Os resultados até vieram (apesar de insuficientes para conseguir a vaga na Libertadores 2016), mas o bom futebol, até agora, não apareceu sob o comando do atual técnico.

Fonte: Site Oficial - www.internacional.com.br

Fonte: Site Oficial – www.internacional.com.br

Esquema tático indefinido

Afinal, qual o esquema tático do time titular colorado? A temporada começou com um fracassado 4-4-2 losango, passou por um 4-2-2, além de tentativas de 4-2-3-1 e 4-3-3. A forma como o Inter joga, hoje, ainda é mistério para todos os torcedores. Os jogadores até são os mesmos e vêm sendo escalados com certa frequência, porém a estratégia se altera jogo a jogo.

Jogadores mal utilizados

Argel está subtilizando jogadores que já provaram seu valor em momentos recentes, trocando-os de lugar e forçando-os a atuar em posições que a eles não são comuns. Abaixo, alguns exemplos de jogadores que já foram destaques e hoje estão sendo prejudicados pela má escalação do treinador:

Sasha – indiscutivelmente o melhor ala/ponteiro do elenco. No Inter, atingiu seu ápice jogando aberto pela ponta-direita e teve grande destaque tanto na parte ofensiva quanto defensiva, durante 2014 e a Libertadores de 2015. Argel, hoje, o utiliza como “falso 9”, atacante pelo centro ou na meia-direita.

Rodrigo Dourado – é o melhor volante do Beira-Rio. Com a chegada de Bob, passou a ser utilizado como volante de saída. Tem atribuições ofensivas e defensivas.

Vitinho – era o falso nove. Terminou o Brasileirão como artilheiro da equipe e marcou importantes gols. Atualmente, vem sendo utilizado como segundo atacante.

Alisson – até o goleiro vem destoando quando se trata de posicionamento em situações de ataque do Inter. Atua como líbero, sempre próximo à linha de meio de campo, e já foi vítima dessa postura. Vem oferecendo constantes chances de gol ao adversário.

Inter atual no 4-2-2-2

Esquema atual no 4-2-2-2

 

Acorda, Argel!

O Inter parece ter, finalmente, se encontrado defensivamente, mas apresenta uma preocupante desorganização ofensiva. Anderson e Andrigo jogam distantes, normalmente abertos e com pouca aproximação dos homens de ataque. O Inter só possui jogadas de ultrapassagem dos laterais; nenhuma linha de passes centrais, nem chegada surpresa vinda de trás. Também não há atacantes atuando como pivô.

Os melhores momentos, ofensivamente falando, foram com Andrigo pelo lado esquerdo, Anderson de maneira mais centralizada e Sasha pela direita. Sendo assim, por que não repetir as escalações? Não parece ser tão difícil armar o time de acordo com o histórico dos jogadores e com base nos seus melhores momentos.

4-2-3-1 com os jogadores nas posições em que melhor renderam

4-2-3-1 com os jogadores nas posições em que melhor renderam.

 

O Inter precisa mostrar futebol antes do início do Brasileirão!

Comentários

Colorado, gaúcho e apreciador nato do bom e inigualável esporte bretão.