O caminho do Atlético até a final da Champions 15/16

No quinto ano da era Simeone, o Atlético chegou a Champions League com a expectativa de um estilo de jogo mais leve do que anos anteriores. As chegadas de Oliver Torres, Carrasco, Jackson Martinez e Vietto, somadas a boa adaptação de Griezmann e as peças já disponíveis no elenco, como Koke e Saúl, apontavam para isso.

4-4-2 do Atlético contra o Galatasaray- Reprodução: SPORT TV

4-4-2 do Atlético contra o Galatasaray- Reprodução: SPORT TV

Logo na estreia contra o Galatasaray, dupla de ataque nova com Vietto e Jackson Martinez. Com isso, Griezmann aberto tendo a liberdade para fazer as diagonais e ajudar a construir a vitória. Um tento no cruzamento de Juanfran, no corredor que o próprio francês abriu, e o outro na casquinha de Godín, na sempre forte bola alta do Atlético.

Quinze dias depois da viagem a Turquia, os colchoneros receberam o Benfica no Vicente Calderon. Cinco mudanças de Simeone em relação ao time da estreia. Filipe Luís de volta a esquerda, Gabi na dupla de volantes com Thiago, Correa aberto (na vaga de Koke) e Oliver Torres no lugar de Vietto, empurrando Griezmann para dupla com Jackson. Correa até abriu o placar na jogada de Juanfran e Griezmann, mas viu Nico Gaitán e Gonçalo Guedes virarem o jogo para os portugueses.

Contra o frágil Astana, novas mudanças no time: Savic na zaga, Guilherme Siqueira na lateral, com Saúl e Carrasco nas pontas. Estrutura igual em todas as partidas, com duas linhas e dois atacantes, um de mais movimentação (Griezman), pensando também no trabalho defensivo, e outro mais fixo (Jackson/Torres).

Na visita ao Cazaquistão, Gimenez de volta à zaga, Koke de volta a ponta e Torres na frente com Griezmann. Atléti travado na gelada Astana e um ponto na mala com o empate por zero a zero.

Pressão colchonera para roubar a bola - Reprodução: BT Sport

Pressão colchonera para roubar a bola – Reprodução: BT Sport

De volta a Madrid, visita do Galatasaray. Desta vez a novidade foi Jesus Gamez na direita, com Carrasco da volta a ponta no lugar de Saúl. A exemplo do jogo de ida, dois gols de Griezmann em duas assistências do capitão Gabi.

Para fechar a primeira fase, visita a Lisboa. Com Savic na zaga, Saúl ao lado de Gabi, Carrasco aberto com Koke e Vietto na frente com Griezmann, revanche da derrota no Calderon. Gols de Vietto e Saúl.

Movimentação no gol contra o Benfica - Reprodução: Globoesporte

Movimentação no gol contra o Benfica – Reprodução: Globoesporte

Nas oitavas, o sorteio colocou o time de Simeone frente a frente com o PSV de Phillip Cocu, que havia deixado o Manchester United na fase de grupos. Na ida em Eindhoven, Savic, Sául, Oliver Torres e Vietto no time titular. Empate por zero a zero com domínio rojiblanco.

Para a volta, a estreia de Augusto Fernandez e a dupla de ataque com o multifuncional Carrasco e o craque do time, Griezmann. Mesmo com os vinte e quatro arremates, o zero a zero se manteve, graças também à boa marcação e aplicação do time holandês. Classificação colchonera nos pênaltis.

Aplicação do PSV no Calderón. Superioridade numérica. Créditos da imagem: twitter.com/r_zacheo

Aplicação do PSV no Calderón. Superioridade numérica. Créditos da imagem: twitter.com/r_zacheo

Para o confronto com o Barcelona no Camp Nou, o garoto Lucas Hernandez duplou com Godín na zaga. Pressão alta, gol de Torres. Compactação, variações e expulsão do camisa nove.

O jogo mudou, de um Atlético superior com onze contra onze, a um Atlético inferior com a menos. Pressão infernal com dois gols de Suárez.

Pressão do Atlético no Camp Nou - Reprodução: Fox Deportes.

Pressão do Atlético no Camp Nou – Reprodução: Fox Deportes.

Panorama que obrigou o time de Simeone a reverter no Calderon. Mesma receita, pressão alta para abafar a saída do Barça, compactação quando o time de Luis Enrique passava ao último terço. Augusto Fernandez no meio, Carrasco avançado.

https://www.youtube.com/watch?v=qAd0umsKY3Y

Dois de Griezmann e classificação colchonera.

Compactação e concentração no duelo da volta - Reprodução: BeIN.

Compactação e concentração no duelo da volta – Reprodução: BeIN.

Encontro de opostos na semifinal. O homem que persegue a posse contra o que joga perfeitamente sem ela.

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Jogo encaixado. O Bayern não conseguiu produzir no Calderón, frente a um Atlético de pressão alta e compactação para trancar a frente da área. Sem Godín, com Augusto no meio e contando com um golaço de Saúl, vantagem colchonera.

Presão do Atlético a saída do Bayern. Não há espaço para troca de passes - Reprodução: EI Maxx

Presão do Atlético a saída do Bayern. Não há espaço para troca de passes – Reprodução: EI Maxx

Com o xerife uruguaio de volta, o Atlético sofreu na Allianz Arena. Pressão gigante do Bayern, até o gol de Alonso. O pênalti perdido por Muller diminuiu o ímpeto bávaro, que viu Griezmann empatar no contra-ataque de alta velocidade.

https://www.youtube.com/watch?v=fMW91qPoWB0

Lewadowski até diminuiu, deixou os alemães a um gol do vaga, mas não foi possível penetrar na defesa do enérgico Simeone.

As variações do Atlético em Munique - Reprodução: Fox Deportes.

As variações do Atlético em Munique – Reprodução: Fox Deportes.

O Atlético de Madrid está em Milão. Depois de passar por seis adversários, com doze confrontos tendo seis vitórias, três empates e três derrotas. Marcando dezesseis gols marcados e sofrendo sete. Aliás, como soube sofrer o Atlético de Simeone e Griezmann, artilheiro do time com seis gols.

Na Itália, o sonho do primeiro título vai pulsar na mesma medida que o desejo de revanche contra o maior rival. Este Atlético está pronto para levantar a Europa.

https://www.youtube.com/watch?v=M1BmrrQ1uuo

Dados estatísticos: UEFA.com

 

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Estudante de jornalismo. Redator e editor no Taticamente Falando. Colunista no Doentes por Futebol. Contato: [email protected]