A Euro começa agora para Portugal

  • por Elcio Mendonça
  • 3 Anos atrás
Foto: Divulgação/UEFA - Quaresma saiu do banco para marcar o gol da classificação

Foto: Divulgação/UEFA – Quaresma saiu do banco de reservas para marcar o gol da classificação

Esqueça os empates na fase de grupos. Esqueça a classificação para as oitavas de final sem uma vitória sequer. Esqueça que diante da Hungria os portugueses estiveram eliminados em três oportunidades e precisaram buscar o resultado.

A Euro começa agora para Portugal. E começa agora porque os comandados de Fernando Santos fizeram por merecer. Após um início abaixo da expectativa, a Seleção das Quinas chega de cabeça erguida às quartas de final.

Os jogos da primeira fase deixaram cicatrizes e só foi possível vencer a Croácia porque os lusos souberam reconhecê-las. Diante de Islândia e Áustria, sobraram oportunidades de gol, mas faltaram calma e pontaria para aproveitá-las.

Foto: Divulgação/UEFA - Isolado no ataque, Cristiano Ronaldo participou pouco do jogo

Foto: Divulgação/UEFA – Isolado no ataque, Cristiano Ronaldo participou pouco do jogo

Já o duelo contra os húngaros trouxe à tona outro problema, expondo a fragilidade do setor defensivo. Por sorte houve tranquilidade para balançar as redes, algo que foi preciso em três oportunidades para evitar um retorno precoce a Lisboa.

O encontro com os croatas prometia algo que Portugal ainda não havia encontrado no torneio continental. Um time de grande qualidade técnica e que, além de contar com o favoritismo, tomaria a iniciativa da partida.

Foto: Divulgação/UEFA - Gol de Quaresma saiu aos 27 minutos da prorrogação

Foto: Divulgação/UEFA – Gol de Quaresma saiu aos 27 minutos da prorrogação

Ciente disso, Fernando Santos promoveu três mudanças na defesa. Cedric ganhou o lugar de Vieirinha na lateral direita e José Fonte assumiu a vaga de Ricardo Carvalho. Recuperado de lesão, Raphael Guerreiro voltou à lateral esquerda no lugar de Eliseu. No meio campo, Adrien Silva substituiu o lesionado João Moutinho.

As rotações no meio campo deram lugar a um bem definido 4-4-2 em duas linhas, que foi substituído pelo 4-1-4-1 com a troca de André Gomes por Renato Sanches no começo do segundo tempo.

Foto: Divulgação/UEFA - Renato Sanches foi eleito como o melhor jogador da partida

Foto: Divulgação/UEFA – Renato Sanches foi eleito como o melhor jogador da partida

O objetivo português era claro. Evitar que o habilidoso meio campo axadrezado conseguisse jogar. E deu certo. Modric e companhia tiveram problemas para furar o bloqueio, mesmo tendo grande posse de bola.

É bem verdade que Portugal sofreu para encaixar os contra golpes. Com isso, o que se viu foi um jogo amarrado, com poucas chances. Tanto que cada time acertou o gol apenas em uma oportunidade durante os 120 minutos.

Por ironia uma ocasião levou à outra. A cinco minutos do fim, Perisic teve a chance de resolver o jogo com uma cabeçada a queima roupa, muito bem defendida por Rui Patrício. Na sequência da jogada saiu o contra ataque que terminou com o gol de Quaresma.

https://www.youtube.com/watch?v=AYo7J-YDTv8

Mesmo que não tenha sido uma atuação vistosa, a Seleção das Quinas mostrou grande disciplina tática e provou que pode ser competitiva. Chega com moral entre as oito melhores equipes da Europa, em um lado da chave aonde conseguiu escapar dos tubarões.

Agora terá pela frente a Polônia, um time que, ao contrário da Croácia, deverá apostar nos contra ataques em velocidade. Um cenário parecido com o encontrado diante da Hungria, mas com um ataque mais letal, liderado por Blaszczykowski e, claro, Lewandowski.

Dessa vez Fernando Santos não poderá se limitar a evitar que o adversário jogue. Será preciso jogar e minimizar os riscos dos contra golpes. Um cenário bem familiar para os lusos. Basta olhar as cicatrizes e seguir em frente.

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Jornalista pós graduado em Gestão Aplicada ao Esporte e um doente por futebol. Trabalha atualmente como gerente executivo de esportes na RedeTV! e já passou por Esporte Interativo, Náutico, Portuguesa e Santo André.