EURO2016: Dimitri Payet, o atirador que pode quebrar o gelo

Foto: @UEFAEURO

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Antes, era a França de Karim Benzema. A partir do momento em que ele se envolveu com sérios problemas extracampo, a seleção anfitriã da Euro 2016 virou a França de Pogba. Depois, de Griezmann. Mas ao longo da primeira fase, ambos foram eclipsados. E o mundo conheceu a França de Dimitri Payet: o dono da camisa 8 dos Bleus, que acumulou atuações decisivas na fase de grupos.

Aos 29 anos, o meia é hoje um atleta maduro, no auge de sua carreira. Acaba de viver uma espetacular temporada de estreia no West Ham, assumindo o protagonismo em uma ótima campanha na Premier League. Foi sua porta de entrada definitiva para a seleção francesa, que ele já havia defendido 11 vezes entre 2010 e 2014. Desde o ano passado, no entanto, ele já soma doze jogos, nos quais marcou todos os seus cinco gols pelo país – dois, na atual edição da Euro.

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Payet foi fundamental justamente quando o time francês parecia com dificuldades para embalar. Participou, com gols e assistência, das duas vitórias suadas sobre Romênia e Albânia. Só não precisou resolver nas oitavas de final, quando Griezmann anotou duas vezes. Mas a participação do talentoso camisa 8 no time francês vai muito além de gols e passes decisivos.

Fonte: Whoscored

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Ele dá muita movimentação no setor ofensivo, atuando pelos lados do campo ou mais centralizado, como meia distribuidor, sempre com técnica diferenciada e bastante visão de jogo. Além disso, é capaz de criar perigo de longe, seja com a bola rolando ou em cobranças de falta – fundamento no qual é especialista. Com todos esses atributos, ele se converteu em uma das principais armas dos Bleus para a fase final da Euro.

Payet se tornou crucial à equipe de Deschamps (Foto: @UEFAEURO)

Payet se tornou crucial à equipe de Deschamps (Foto: @UEFAEURO)

Essa facilidade nos chutes de longe do meia deverá ser essencial na partida contra a surpreendente Islândia. Os donos da casa terão sobre os ombros todo o favoritismo. Por isso, os islandeses não devem ter o menor pudor em adotar uma postura extremamente defensiva, se postando à frente da área e obstruindo a articulação de jogadas dos franceses. Diante desse cenário, o chamado gol “abre-latas” tem boas chances de nascer em uma das bolas açucaradas de Dimitri Payet.

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Jornalista recifense, sócio-diretor do Doentes por Futebol, editor da Revista Febre. Curioso observador de tudo o que cerca o futebol brasileiro e internacional.