Itália x Espanha: Quando os opostos se atraem

  • por Elcio Mendonça
  • 3 Anos atrás
Foto: Divulgação/UEFA - A Espanha bateu a Itália por 4 a 0 na final da última Euro

Foto: Divulgação/UEFA – A Espanha bateu a Itália por 4 a 0 na final da última Euro

Há uma máxima no amor, baseada na Lei de Coulomb, aonde diz que os opostos se atraem. Assim como um bom romance, o futebol também é movido pela paixão. Nesta segunda-feira, em Saint-Denis, nos arredores da romântica Paris, a Euro terá um verdadeiro encontro entre diferentes. Pela terceira vez nas duas últimas edições do torneio europeu, Itália e Espanha estarão frente a frente. E mais opostos do que nunca.

Os italianos chegaram à Euro longe de serem considerados favoritos, mas logo na estreia mostraram que a camisa da Azurra pesa bastante. Bateram a Bélgica por 2 a 0. Na rodada seguinte, vitória sobre a Suécia por 1 a 0, que garantiu a liderança do grupo com uma rodada de antecedência.

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Antonio Conte montou a Nazionale a partir da defesa, em um modelo de jogo muito parecido com a Juventus do seu tempo de técnico alvinegro, baseado no 5-3-2. Uma muralha composta por Buffon, Barzagli, Bonucci e Chiellini protege a defesa. Com os quatro em campo a Itália não sofreu um gol sequer nesta Euro.

Sem poder contar com Marchisio e Verratti para dar qualidade ao meio campo, Conte armou um time aonde o ataque passa pelas alas, com Florenzi, que ganhou a vaga de Darmian, e Candreva. Um estilo de jogo voltado para os contra ataques, com uma defesa sólida e rápidas transições ofensivas.

Foto: Divulgação/UEFA - A Itália precisou da habilidade de Éder para vencer a Suécia

Foto: Divulgação/UEFA – A Itália precisou do brilho individual de Éder (17) para vencer a Suécia

Funcionou muito bem, por exemplo, na estreia diante dos belgas. Por outro lado, a falta de qualidade no meio pode trazer problemas quando a Itália precisar sair para o jogo. Contra os suecos, que priorizaram a defesa e se postaram em duas linhas, era visível a dificuldade para atacar.

A Espanha, por sua vez, segue apostando na posse de bola. Um tiki-taka oxigenado no ataque com Nolito e Morata, mas que segue tendo o meio campo como o motor do seu jogo. Na primeira fase passou sem problemas por República Tcheca e Turquia, mas vacilou diante do bom time da Croácia.

Se acomodou com o empate, que lhe dava a liderança da chave, e sofreu um gol de Perisic nos minutos finais. A “sonolência” custou caro e colocou a Roja no lado mais “cascudo” do mata mata na Euro, ao lado de Alemanha, França e Inglaterra.

Mais do que isso, trouxe à seleção espanhola um confronto de peso logo nas oitavas de final. Do ponto de vista tático, a Itália é a maior pedreira que Iniesta e companhia poderiam ter pela frente: uma grande defesa, que povoará o terço final do campo, e saberá usar muito bem os contra ataques.

Foto: Divulgação/UEFA - Com Morata e Nolito, ataque espanhol ganhou novo fôlego

Foto: Divulgação/UEFA – Com Morata (7) e Nolito, ataque espanhol ganhou novo fôlego

O desafio de Vicente Del Bosque será transformar o domínio do meio campo em superioridade também no ataque. Isso, é claro, sem deixar espaço para os italianos.

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Jornalista pós graduado em Gestão Aplicada ao Esporte e um doente por futebol. Trabalha atualmente como gerente executivo de esportes na RedeTV! e já passou por Esporte Interativo, Náutico, Portuguesa e Santo André.