EURO2016: Última chance para Robert Lewandowski?

Foto: Twitter/@UEFAEURO

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A Polônia já fez muito mais do que era sua obrigação quando chegou à França, no início de junho. Está entre as oito melhores seleções da Eurocopa, pela primeira vez em sua história no torneio. Mas o que pode parecer surpreendente é que para construir esse resultado expressivo, ela não precisou da contribuição efetiva do principal astro do futebol do país, Robert Lewandowski.

O centroavante vem fazendo uma Euro discreta, para dizer o mínimo. Ele chega às quartas de final ainda sem gols marcados e com uma média de apenas duas finalizações por jogo, oito no total – metade delas, de fora da área. Também não registrou nenhuma assistência na competição. Resumindo, ainda não conseguiu mostrar nada sequer próximo do matador que vem sendo decisivo pelo Bayern de Munique nas últimas temporadas.

O mau momento técnico do artilheiro pode ser explicado pela óbvia diferença entre a forma de jogar do seu clube e de sua seleção. Na Baviera, ele atua em uma equipe que ocupa, o tempo quase todo, o campo do adversário. Assim, ele é capaz de ter uma influência maior nas ações coletivas, além de receber muito mais oportunidades de gol – as quais ele costuma aproveitar, sem perdão. A Polônia, por sua vez, é um time que prioriza a defesa e, por isso, a bola chega quase sempre mais quadrada, através de passes longos.

Fonte: Whoscored 28/06/16

Fonte: Whoscored 28.06.16

Por outro lado, essa má fase do astro do Bayern já deixou evidente que a seleção polonesa é um time que vai muito além dele. Defesa sólida, linhas compactas e saída fulminante para os contra-ataques são os pilares de uma equipe que sabe contar com uma linha de frente capaz de decidir. A referência, claro, é Lewandowski, mas há também outras boas opções como Milik e Blaszczykowski, responsáveis pelos gols do país no torneio.

Poloneses vêm fazendo história com seu maior astro apagado (Foto: Divulgação/Uefa)

Poloneses vêm fazendo história apesar de seu maior astro estar apagado (Foto: Divulgação/Uefa)

Contra Portugal, nesta quinta-feira, o camisa nove pode ter sua última chance de brilhar em solo francês nesta Euro. Se não o fizer, deixará a competição na lista das decepções, tal qual seu companheiro de Bayern, David Alaba, e Zlatan Ibrahimovic. Mas se conseguir brilhar, decidir e mandar Cristiano Ronaldo para casa, poderá entrar definitivamente no panteão de ídolos do futebol de seu país.

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Jornalista recifense, sócio-diretor do Doentes por Futebol, editor da Revista Febre. Curioso observador de tudo o que cerca o futebol brasileiro e internacional.