Uma vitória para inglês (e a Europa) ver

  • por Elcio Mendonça
  • 3 Anos atrás
Foto: Divulgação/UEFA - Gol de Sturridge garantou a vitória inglesa sobre Gales

Foto: Divulgação/UEFA – Gol de Sturridge garantou a vitória inglesa sobre País de Gales

A Inglaterra não desembarcou na França como uma das favoritas ao título da Euro, posto dividido entre alemães e franceses, mas, sem dúvida alguma, chegou como um time a ser olhado com atenção. O time de Roy Rodgson teve a melhor campanha das Eliminatórias para o torneio continental, com 10 vitórias em 10 jogos.

É bem verdade que, exceto pela Suíça, o grupo com Eslovênia, Lituânia, Estônia e San Marino não trouxe grandes desafios. Ainda assim, há uma expectativa em torno do English Team, que mostra ter a sua melhor geração desde a Copa do Mundo de 2006.

Após duas rodadas, a seleção inglesa demonstra que pode ir longe. Ainda é cedo para pensar no título, mas é um começo de transição interessante, principalmente pensando no Mundial da Rússia. Entre os 23 convocados, 11 têm 25 anos ou menos e cinco deles estão entre os titulares.

Foto: Divulgação/UEFA - Com apenas 20 anos, Alli é o mais jovem entre os titulares do English Team

Foto: Divulgação/UEFA – Com 20 anos, Alli é o mais jovem entre os titulares do English Team

A liderança no Grupo B poderia ser mais confortável se não houvesse o gol tardio de Berezutski, que garantiu o empate aos russos na estreia, em uma partida aonde a Inglaterra jogou melhor e merecia vencer. Até mesmo diante do País de Gales o placar poderia ter sido mais dilatado, sem a necessidade do gol de Sturridge, também nos acréscimos.

O gol galês, em falta cobrada por Bale, contou com uma boa colaboração de Hart. Além disso, vale lembrar que o English Team teve um pênalti, no mínimo discutível, não marcado no primeiro tempo. Os 67,3% de posse de bola mostram o domínio inglês na partida, assim como o número de quatro finalizações certas em um total 19 também reflete a dificuldade que a equipe teve no terço final do campo.

Tanto que Rodgson trocou Kane e Sterling, no intervalo, por Vardy e Sturridge. As alterações deram novo ritmo à equipe, que teve a dupla como autora dos gols da vitória. Nem Lallana escapou ileso, e foi substituído por Rashford aos 28 minutos do segundo tempo.

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Os ingleses apostam em um time montado no 4-1-4-1, com uma base formada por jogadores do Tottenham, com direito a cinco deles entre os titulares (Walker, Rose, Dier, Alli e Kane), e que tem Rooney atuando no meio como o principal responsável pela transição entre defesa e ataque.

A meia cancha é o setor mais forte do time. Dier faz uma Euro muito boa, passando segurança à frente da zaga e com enorme qualidade nos passes. Diante de País de Gales foram 56 deles, com apenas um erro. Alli, que pediu passagem como uma locomotiva após a grande temporada pelos Spurs, mostra que não é titular por acaso. A jovem dupla do time londrino (Dier tem 22 anos, enquanto Alli apenas 20) tem como parceiro o experiente Rooney, bastante à vontade na função de meio-campista.

Foto: Divulgação/UEFA - Recuado, Rooney é o principal responsável pelas transições ofensivas

Foto: Divulgação/UEFA – Recuado, Rooney é o principal responsável pelas transições ofensivas

Nesse cenário, terminar a primeira fase como líder da chave é fundamental para os comandados de Rodgson, que poderão ter, em tese, um caminho mais fácil até as semifinais. Jogando praticamente em casa e com um time que trouxe novo fôlego após a eliminação precoce na Copa de 2014, a Inglaterra sonha.

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Jornalista pós graduado em Gestão Aplicada ao Esporte e um doente por futebol. Trabalha atualmente como gerente executivo de esportes na RedeTV! e já passou por Esporte Interativo, Náutico, Portuguesa e Santo André.