Futebol feminino: a rota até o ouro no Rio

  • por Raniery Medeiros
  • 3 Anos atrás

Por Bruno Vieira 

Será a 6ª edição do torneio feminino em Jogos Olímpicos, que tem os Estados Unidos com suas quatro medalhas de ouro e a soberania estampada ao longo dos anos.

São 12 seleções, divididas em 3 grupos. Classificam-se para as quartas de final, as duas melhores de cada grupo e as duas melhores terceiras colocadas.

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Vamos o ver o que a Rio 2016 trará no futebol feminino!

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GRUPO A

Brasil

Jogando em casa, Marta e companhia esperam finalmente conquistar o ouro. A equipe contará com o apoio da torcida local, sendo essa a última chance dessa geração (Marta, Formiga e Cristiane) de conseguir um título expressivo.

Vale ressaltar que o Brasil conquistou duas medalhas de bronze (2004 e 2008).

O ponto forte encontra-se no ataque envolvente e entrosado. Nosso ponto fraco parece estar no gol, já que poucas goleiras passaram confiança no ciclo olímpico. A grande estrela é, sem sombra de dúvidas, Marta. Jogar um pouco mais recuada fez com que a nossa craque tivesse mais oportunidades na criação de jogadas.

Foto arquivo

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China

De volta ao torneio após ficar de fora em Londres, a China chega com as credenciais do vice-campeonato asiático. A boa campanha no Mundial de 2015, quando foram derrotadas pelas americanas nas quartas de final, qualifica as chinesas como adversárias indigestas.

A força defensiva é o ponto forte da seleção, que costuma esperar o erro das adversárias, e sofre poucos gols. Já o ataque necessita de mais variações, pois pouco consegue produzir. Vice-campeãs em 1996, as chinesas almejam bons resultados.

A estrela do time é a atacante Ma Xiaoxu.

Foto arquivo

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Suécia

Seleção de grande tradição, que jamais ficou de fora dos jogos. A equipe comandada pela competente Pia Sundhage se classificou após passar pelo Pré-Olímpico europeu. A fraca campanha no mundial de 2015 deve servir de motivação para a redenção no Rio de Janeiro.

O ataque avassalador, aliado ao 4-2-3-1, é o ponto forte das suecas. Já o meio de campo, sem tanta criatividade, preocupa a treinadora.

As esperanças estão depositadas na atacante e artilheira Lotta Schelin, que na próxima temporada irá atuar pelo Rosengard (Suécia).

foto arquivo

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África do Sul

A equipe sul-africana volta ao templo olímpico após a participação em Londres 2012. Recentemente, venceram o amistoso realizado contra os Estados Unidos por 1×0.

Embora seja a seleção mais fraca, não podemos esperar moleza, já que costumam vencer muito caro as derrotas. O ponto forte da equipe, durante o ciclo, foi a defesa. Já o meio de campo sofre com a criação de jogo. Das 18 convocadas apenas a goleira Roxanne Barker atua fora do país.

Zagueira e capitã, Janine Van Wyk é a principal estrela da equipe.

Foto: Reprodução

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GRUPO B


Alemanha

Uma das favoritas ao título, a Alemanha vai em busca do sonhado ouro olímpico. Após o fiasco em 2012, quando ficou de fora dos Jogos, foi a seleção que mais se renovou nesses quatro anos. A mescla de juventude e experiência pesa a favor.

Devemos ficar atentos ao meio de campo das alemãs, que sabe como cadenciar e acelerar o jogo. Dzsenifer Marozsán e Melanie Leupolz comandam a meiuca. O time vem sofrendo com as goleiras, já que Nadine Angerer se aposentou.

Dzsenifer Marozsán é a estrela da equipe que já foi medalha de bronze em três oportunidades: 2000, 2004 e 2008.

Foto: site da UEFA

Foto: UEFA.com


Zimbábue

Estreante que chega aos jogos com o moral elevado, pois eliminou a forte seleção de Camarões nas Eliminatórias.
Equipe mais fraca do grupo, que não deve oferecer resistência as outras equipes da chave. Não sofrer goleadas será um grande feito.

Heroína da classificação, Rudo Neshamba é a estrela do time.

Foto: site da FIFA

Foto: Fifa.com


Austrália

Algozes do Brasil no Mundial de 2015, as Matildas voltam às Olimpíadas após 12 anos com as credenciais de quem pode fazer um bom torneio. Campeãs do Pré-Olímpico asiático, desbancaram as japonesas e chinesas.

O sistema defensivo muito sólido é o ponto forte das australianas. Já o ataque precisa de maior poder de fogo para alcançar as fases mais agudas. O fato curioso encontra-se na zagueira Ellie Carpenter, de apenas 16 anos de idade.

Lisa de Vanna é a melhor jogadora das Matildas.

Foto: site da FIFA

Foto: Fifa.com


Canadá

Seleção que investiu muito no esporte ao analisarmos de 2008 para cá. Os frutos foram colhidos com a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos em Londres e nas quartas de final do mundial de 2015, que foi justamente realizado no Canadá.

Chegam com boas expectativas após o título da Algarve Cup, quando venceram o Brasil na final. O intuito é o de repetir ao menos o bronze que fora conquistado há quatro anos.

Pode-se destacar o poder de criação do meio de campo. Já a defesa ainda é motivo de preocupação. A atacante Christine Sinclair é o grande destaque das canadenses.

canada

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GRUPO C

 

Estados Unidos

São as grandes favoritas ao ouro. O aproveitamento estadunidense em Olimpíadas é impressionante: quatro medalhas de ouro e um vice (2000).

As atuais campeãs olímpicas e mundiais passaram por um processo de renovação, mas o ritmo não caiu. Nomes como Crystal Dunn e Mallory Pugh são frutos dessa metodologia.

Atualmente, o ponto forte é o meio de campo. Já o ataque carece de uma atacante de força física, principalmente após a aposentadoria de Abby Wambach.

Por mais que olhemos para Hope Solo e Alex Morgan, a principal estrela do time é Carli Llyod.

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Nova Zelândia

As Kiwis chegam ao Rio de Janeiro para participar de seu terceiro torneio olímpico seguido. Após uma pífia campanha em Pequim (2008), avançaram de fase em Londres.

O desejo é o de alcançar novamente as quartas de final e, para isso, contam com o sistema defensivo bem compactado. Contudo, o ataque deixa a desejar.

A equipe da Oceania espera alcançar novamente as quartas de final no torneio. A lateral Ali Riley é a principal jogadora neozelandesa.

Foto: site da FIFA

Foto: Fifa.com

França

Em sua segunda Olimpíada consecutiva, a equipe francesa carrega o estigma de chegar longe, mas “pipocar” em momentos importantes.

Sim, é uma das favoritas ao título à medalha de ouro. E a estreia será justamente contra a Colômbia, algoz das francesas no último Mundial.

Toque de bola rápido e dinâmico, que passa pelo competente meio de campo – ponto forte das francesas. Além disso, elas apostam na atacante Eugénie le Sommer para fazer os gols de que tanto precisam. Já a defesa não passa tanta confiança – principalmente quando o assunto é a goleira Bouhaddi.

Louisa Necib é quem dita o ritmo de jogo. A meio-campista tem muito futebol para levar suas companheiras ao sonhado pódio. Será sua última oportunidade com a seleção, pois anunciou sua aposentadoria após os Jogos Olímpicos.

foto arquivo

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Colômbia

Algoz da França na última Copa do Mundo, a equipe comandada por Felipe Taborda chegará ao Rio de Janeiro cheia de desfalques, entre eles Daniela Montoya e Yoreli Rincón Montoya.

Após a boa Copa do Mundo ano passado, espera-se algo ainda mais bonito por parte das colombianas – mesmo com os desfalques ressaltados acima. Uma seleção que cresceu de forma absurda nos últimos anos, ganhando projeção internacional.

O ponto forte é a defesa. Taborda terá que trabalhar a transição ofensiva, que pouco consegue produzir quando passa pelo meio.

Lady Andrade (meio-campista) e Catalina Pérez (goleira) são os destaques das colombianas.

foto arquivo

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