A seleção do Calcio 16/17 segundo o Doentes por Futebol

  • por Raniery Medeiros
  • 4 Meses atrás

(Por Raniery Medeiros e Wladimir Dias)

Sem novidade no pódio, mais um Campeonato Italiano chegou a seu fim. Hexacampeã, a Juventus mostrou em mais uma ocasião sua força, mas Roma e Napoli também viveram grande ano. 2016/17 foi ótima temporada na Velha Bota. Apareceram surpresas positivas na pele de Atalanta e Lazio e muitos atacantes disputaram a artilharia. Com isso, findo o certame, é hora de escolher seus maiores destaques.

Goleiro: Gianluigi Buffon (Juventus)

Foto: Reprodução/juventus.com

Ídolo, ícone, símbolo de uma Juventus dominante e extremamente competente. Gigi não figurou entre os goleiros com o maior número de defesas, mas, em contrapartida, foi sólido e seguro ao proteger a meta de hexacampeã italiana. Na briga acirrada com Gianluigi Donnarumma, prevaleceu a regularidade de Buffon.

Jogos: 30; gols sofridos: 24; Clean Sheets: 12.

Foram lembrados: Gianluigi Donnarumma (Milan) e Łukasz Skorupski (Empoli)

Laterais direitos: Dani Alves (Juventus) e Andrea Conti (Atalanta)

Empate digno de uma boa disputa. Para que não houvesse injustiça, optamos por colocar os dois em nossa lista.

Foto: Reprodução/juventus.com

Dani passou, no primeiro momento, por um período de adaptação. A função ofensiva, por nós conhecida, foi potencializada pela evolução dos aspectos defensivos do lateral titular da seleção brasileira. Só para que tenhamos uma boa dimensão do que foi feito pelo camisa 23: teve mais desarmes do que o zagueiro Leonardo Bonucci. Jogou muito em sua primeira temporada pela Vecchia Signora.

Jogos: 19; gols: 2; Assistências: 3.

Foto: Reprodução/atalanta.it

Quanto a Andrea Conti, que grata revelação. Ataca com confiança, defende com responsabilidade. Uma verdadeira flecha no momento ofensivo, demonstrou isso ao ser o vice-artilheiro da equipe na temporada. Foi eleito o melhor da partida em três oportunidades: contra Milan, Juventus e Fiorentina e vem sendo observado por grandes clubes. Jogou uma barbaridade pelo bom time da Atalanta.

Jogos: 33; gols: 8; assistências: 4.

Zagueiro: Leonardo Bonucci (Juventus)

Foto: Reprodução/juventus.com

Praticamente unanimidade entre os votantes, Bonucci pode ser considerado como um dos melhores zagueiros do mundo. Em 2016/17 fez outra temporada em alto nível, com gols e vários desarmes, sendo o homem com saída de bola na zaga e liderança. Zagueiro firme e técnico.

Jogos: 29; gols: 3; Desarmes: 30.

Zagueiro: Mattia Caldara (Atalanta)

Foto: Reprodução/atalanta.it

Jovem (23 anos), dotado de bom posicionamento e ótimo na bola aérea, Mattia Caldara foi muito bem votado, tendo nos brindado com sua regularidade. O italiano viveu temporada de total afirmação, com direito a matéria sobre sua ascensão. Na campanha recém-finda, aproveitou a chance que recebeu e não mais a largou. É bom ficar de olho nele em 2017/2018, mas dessa vez com a camisa da Juventus.

Jogos: 30; Gols: 7; Desarmes: 51.

Foram lembrados: Giorgio Chiellini (Juventus), Kostas Manolas (Roma),  Kalidou Koulibaly (Napoli) e Federico Fazio (Roma)

Lateral esquerdo: Alex Sandro (Juventus)

Foto: Reprodução/juventus.com

Muito bem lembrado pelos votantes, o brasileiro deixou de lado as oscilações da temporada passada, que o levaram ao banco de reservas, para se tornar o líder do time em: passes, interceptações e desarmes. Assim como Dani, modificou seu aspecto defensivo, tornando-se mais confiável. Fez excelentes partidas contra Empoli e Cagliari, sendo eleito o homem da partida nestes jogos. Responsável na defesa, foi explosivo no ataque.

Jogos: 27; Gols: 3; Assistências: 4.

Foi lembrado: Emerson Palmieri (Roma)

Meio-campistas: Radja Nainggolan (Roma)

Foto: Reprodução/asroma.com

Ao mesmo tempo em que tem muita técnica com a bola, Radja Nainggolan mostra absurda dedicação. É por cada dividida vencida, gol marcado e assistência provida que o belga foi quase unanimidade dentre os votantes. Principal engrenagem do jogo Giallorossi, o meio-campista, exemplo perfeito de box-to-box, fez temporada assombrosa. Analogicamente, o camisa 4 atuou como se fosse uma mola, interligando os setores da equipe. Foi sua a responsabilidade de receber a bola dos volantes e a distribuir aos atacantes. Diferentemente de outras temporadas, Nainggolan teve papel mais ofensivo na temporada 2016/17. O reflexo óbvio disso foi o recorde de 11 gols e cinco assistências no Italiano (muito superior aos seis tentos e um passe para gol da campanha anterior). Além disso, foi o sexto jogador que mais passes para gol ofereceu no ano, o recordista da Roma, com 63.

Jogos: 37; Gols: 11; Assistências: 5.

Meio-campista: Marek Hamsik (Napoli)

Foto: Reprodução/sscnapoli.it

Grande referência do meio-campo do Napoli, Marek Hamsik é uma bandeira do clube. O mais amado dentre os jogadores Partenopei, o eslovaco fez, novamente, excepcional temporada. Extremamente dinâmico, o capitão da equipe é quem a faz jogar. Como Nainggolan na Roma, teve a missão de reger sua esquadra e o fez com perfeição. Com sua inata capacidade para armar o jogo, oferecer-se como alternativa para seus companheiros (com movimentação inteligentíssima) e aparecer próximo ao gol adversário para marcar, brilhou. No italiano, marcou 12 vezes e assistiu seus companheiros 10. Foi também o terceiro jogador do torneio a construir mais ocasiões de gols construiu, com 67.

Jogos: 38; Gols: 12; Assistências: 10

Meio-campista: Alejandro Papu Goméz (Atalanta)

Foto: Reprodução/atalanta.it

Grande craque da maior surpresa da competição o argentino Alejandro Papu Goméz é outro jogador que obteve enorme destaque, tanto marcando gols, quanto criando oportunidades e assistências a seus companheiros. Anteriormente acostumado a atuar aberto pelo flanco esquerdo, o baixinho passou a circular mais pelo centro. Assim, como articulador e mais próximo do gol, brilhou. Ofensivamente, foi o cara de La Dea. Jogador que mais passes-chave fez em 2016/17, com 81, anotou 16 tentos e fez 10 assistências, participando diretamente de 42% dos tentos de sua equipe.

Jogos: 37; Gols: 16; Assistências: 10.

Foram lembrados: Miralem Pjanic (Juventus), Sami Khedira (Juventus), Milinkovic-Savic (Lazio), Roberto Gagliardini (Atalanta/Inter), Kevin Strootman (Roma), Lucas Biglia (Lazio) e Lucas Torreira (Sampdoria). 

Atacante: Dries Mertens (Napoli)

Foto: Reprodução/sscnapoli.it

Foi por muito pouco que Dries Mertens não foi escolha unânime entre nossos votantes; razões para tanto não faltam. Conhecido durante sua trajetória por sua habilidade na construção de jogadas, habitualmente pelos flancos, o belga se reinventou em 2016/17. Quando o time negociou Gonzalo Higuaín com a Juventus e contratou o polonês Arkadiusz Milik, estava certo que o lugar de Mertens continuaria sendo, na maior parte das vezes, no banco de reservas. Não obstante, o contratado se machucou e, sem alternativas (Manolo Gabbiadini não vivia boa fase e acabou negociado), o treinador Maurizio Sarri lançou o belga como referência. Foi recompensado. Dries empilhou gols, alguns deles verdadeiras pinturas, e se tornou o jogador mais decisivo do Campeonato Italiano. Destaque para o jogo fantástico que fez contra o Torino, na 17ª rodada, anotando quatro gols.

 

Jogos: 35; Gols: 28; Assistências 9.

Atacante: Andrea Belotti (Torino)

Foto: reprodução/torinofc.it

Jogador que vive boa fase desde a metade final da temporada 2015/16, quando fez parceria com Ciro Immobile, Andrea Belotti foi um dos jogadores mais prolíficos de 2016/17. Artilheiro do Torino, com 26 gols, viveu um ano dos sonhos. Chegou à Seleção Italiana, marcou pela primeira vez pela Squadra Azzurra e respondeu por 37% dos gols do time Granate. Somando suas sete assistências, participou de 46% dos tentos anotados por seu clube.

Jogos: 35; Gols: 26; Assistências: 7.

Atacante: Edin Dzeko (Roma)

Foto: Reprodução/asroma.com

Artilheiro máximo do Calcio, o bósnio viveu a melhor temporada de sua carreira. Edin Dzeko foi, enfim, a referência que se esperava desde que deixou o Wolfsburg e rumou ao Manchester City. Poderoso pelo ar, dono de ótima qualidade no pivô e clínico nas finalizações, fez a diferença pela Roma. Aos 31 anos, fez 29 gols no Campeonato Italiano e ainda colaborou com nove assistências.

Jogos: 37; Gols: 29; Assistências: 9.

Foram lembrados: Lorenzo Insigne (Napoli), Felipe Anderson (Lazio), Mohamed Salah (Roma), Paulo Dybala (Juventus), Gonzalo Higuaín (Juventus), Keita Baldé (Lazio), Federico Bernardeschi (Fiorentina), Antonio Candreva (Inter) e Francesco Totti (Roma)

Melhor jogador: Dries Mertens (Napoli)

Foto: Reprodução/sscnapoli.it

Motivos para dizer que Mertens foi o craque do Campeonato Italiano não faltam. Pode-se falar em seus gols e assistências. Também é pertinente lembrar a beleza e genialidade de muitos de seus lances. Ainda se pode mencionar a forma brilhante com a qual se adaptou a uma nova função, aos 30 anos. O belga foi genial, surpreendeu a todos. Quando Sarri pensou no jogador como referência poderia ter sido “besta”, mas acabou sendo “bestial”.

 

Foram lembrados: Radja Nainggolan (Roma), Miralem Pjanic (Juventus), Paulo Dybala (Juventus), Edin Dzeko (Roma) e Lorenzo Insigne (Napoli)

Revelação: Mattia Caldara (Atalanta)

Foto: Reprodução/atalanta.it

Eleito para a compor a zaga de nossa seleção, Caldara também venceu disputa apertadíssima contra Patrick Schick (Sampdoria). Prevaleceu o número de jogos, bem como sua regularidade durante o campeonato. O beque já é realidade. Só nos resta saber como será aproveitado na Juventus, pois o talento do menino pede passagem.

Foram lembrados: Patrik Schick (Sampdoria), Frank Kessie (Atalanta), Federico Chiesa (Fiorentina), Milinkovic-Savic (Lazio), Emerson Palmieri (Roma), Andrea Belotti (Torino), Roberto Gagliardini (Atalanta/Inter) e Andrea Conti (Atalanta)

Melhor treinador: Massimiliano Allegri (Juventus) e Gian Piero Gasperini (Atalanta)

Foto: Reprodução/juventus.com

Outro empate em nossa votação. Allegri deu várias facetas aos Bianconeros, tendo inclusive adotado o 4-2-3-1, com Dybala centralizado, e Mandžukić fazendo o papel pela ponta-esquerda. Levou o clube ao inédito hexacampeonato com méritos.

Foto: Reprodução/atalanta.it

Gasperini nos fez acordar, ligar a TV e assistir aos jogos da Atalanta. Pensá-lo apenas pelos números que levaram seu time à 4ª colocação seria até injusto, pois os métodos táticos evidenciaram um time versátil, com bom toque de bola e força mental. Poderíamos estar falando, também, do bem votado Maurizio Sarri, mas foi Gasperini quem mais nos alegrou através do que propôs durante o campeonato.

Foi lembrado: Maurizio Sarri

A SELEÇÃO FINAL

Votaram

Gian Oddi (ESPN)

Leonardo Bertozzi (ESPN)

Iuri Lins (433)

João Paulo Travain (433)

Anderson Moura (Quattro Tratti)

Aldir Junior (Quattro Tratti)

Braitner Moreira (Quattro Tratti)

Caio Dellagiustina (Quattro Tratti)

Nelson Oliveira (Quattro Tratti)

Pedro Spiacci (Quattro Tratti)

Rodrigo Antonelli (Quattro Tratti)

Arthur Barcelos (La Beneamata – ESPN FC/Quattro Tratti)

Caio Bitencourt (Partenopeo – ESPN FC)

Felipe Portes (Coração de Roma – ESPN FC)

Júlio César Sousa (SampBrasil – ESPN FC)

Murillo Moret (Gazzebra – ESPN FC/Quattro Tratti)

Rodrigo Moraes (Ovunque Milan – ESPN FC)

Filipy Roberto (DPF/ ManUtd BR)

Victor Quintas (DPF)

Raniery Medeiros (DPF)

Wladimir de Castro Rodrigues Dias (DPF/ O Futebólogo/ Bundesliga Brasil)

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