A Bélgica de Roberto Martínez e seu 3-4-2-1

Após 02 anos no comando geração de ouro do futebol belga, parece que o trabalho de Roberto Martínez vem dando frutos. A seleção da Bélgica já garantiu classificação antecipada para as oitavas da Copa. Resta apenas disputar o primeiro lugar com a Inglaterra no jogo de encerramento do grupo G. Até aqui, a seleção de Hazard, de Bruyne e cia marcou 08 gols e sofreu apenas dois.

Os comandados de Martínez vêm jogando bom futebol e fazendo jus a badalação que é feita em cima de suas estrelas individuais. Jogo a jogo, os diabos vermelhos aumentam a confiança de quem aposta suas fichas neles. Falando em apostar, deixo este 1xbet código promocional, caso, após ler esta matéria, você se contagie e resolva fazer uma graninha investindo numa vitória belga.

A seguir, farei um panorama geral de como o treinador espanhol vem escalando sua seleção e os principais movimentos que Martínez implementou.

Construção de jogo

Sua linha de 3 na defesa foi adotada basicamente para compensar a falta de opções qualificadas nas laterais. Este a o motivo das improvisações de Yannick Carrasco (ponta de origem) e Thomas Meunier (lateral direito) como alas. Os três zagueiros são confortáveis jogando com a bola nos pés, principalmente quando Vincent Kompany tem condições de jogo (do contrário joga Dedryck Boyata). Ao iniciar as jogadas Toby Alderveireld e Jan Vertonghen abrem, promovendo amplitude e opções para construção de jogo.

Kevin de Bruyne é o jogador mais criativo de sua seleção. Por isso, ele joga mais recuado do que o usualmente visto no Manchester City. KdB se aproxima dos zagueiros para recolher a bola, enquanto Axel Witsel, seu parceiro de meio-campo, tende a ocupar um espaço mais adiantado à esquerda do círculo central. Daí, a jogada prossegue basicamente de duas maneiras: ou de Bruyne passa a bola para seu parceiro de meio-campo mais adiantado ou o camisa 7 a conduz até posições mais adiantadas no campo, deixando Witsel em cargo de defender, caso perca a bola.

A Bélgica pode alternar seu estilo de passe, transitando muito bem entre bolas longas direcionadas ao seu trio de frente, formado por Mertens, Lukaku e Hazard, ou focando em manter a posse até encontrar espaços entre as linhas adversárias. Tudo isso graças a qualidade geral de seus jogadores do meio para frente. A seleção possui jogadores de velocidade, habilidade técnica para o drible e também para trocar passes.

Ataque

Mertens, Lukaku e Hazard combinam aceleração e movimentação constantes. Apesar de ser um camisa 9 bastante corpulento, o atacante do Manchester United possui qualidade suficiente tanto para ficar e incomodar os zagueiros adversários quanto para sair de próximo da área e buscar tabelar com seus companheiros. Até a publicação desta matéria, o gigante belga já contribuiu com 4 gols em 02 jogos (50% dos gols da Bélgica no certame).

Normalmente, quando a Bélgica chega ao ataque a seguinte situação se desenha: Hazard e/ou Mertens se posicionam próximos ao portador da bola, dando opção, e Lukaku entra na pequena área, esperando se utilizar de seu porte para ganhar pelo alto, se necessário. E de Bruyne posiciona-se na entrada da grande área, caso a bola chegue em condições de uma finalização de média distância. Dependendo da situação, até mesmo Witsel se apresenta como mais uma opção interessante para jogo aéreo.

Computando até o final da segunda rodada, a Bélgica de Martínez é a terceira seleção que mais finaliza na Copa (19 chutes por jogo).

Pressionando sem a bola

A Bélgica exerce um tipo de pressão similar a exercida pelo Liverpool, iniciando-se através de seu trio ofensivo. Lukaku é o encarregado de pressionar os zagueiros adversários, enquanto Mertens e Hazard se encarregam de pressionar os laterais, caso a bola seja passada para eles. Os alas são encarregados de auxiliar nesta pressão próxima à linha lateral. Witsel é uma presença forte no meio-campo, um ladrão de bolas nato. Enquanto de Bruyne auxilia através de sua movimentação e disciplina táticas elogiáveis. Completando o desenho defensivo, Alderveireld e Vertonghen se adiantam no campo, buscando comprimir os espaços entre as linhas. Courtois e Boyata (ou Kompany) ficam nas sobras, caso o sistema falhe.

 

O conjunto treinado por Martínez reúne condições excelentes para progredir na Copa. Há poucas combinações melhores do que um grupo cheio de talento bem aproveitado, aliado a um comando técnico que sabe utilizar suas peças. Nos resta acompanhar o desenrolar da trajetória belga em gramados russos, o que é promessa de muitos gols e belos lances com a bola nos pés.

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