O 3-5-2 que a Inglaterra de Southgate pode implementar na Copa

Com valor de mercado total estimado em R$ 6 bilhões, a seleção inglesa é apontada, de acordo com estudo feito pelo CIES Football Observatory, como a segunda seleção mais cara da Copa 2018 (perdendo apenas para a França). Mais uma vez, os Three Lions chegam com altas expectativas para o Mundial, muito baseadas na ótima fase de jogadores-chave como Harry Kane, Raheem Sterling e John Stones. Porém, paradoxalmente, também sempre há desconfiança a respeito do que o país que normatizou o futebol poderá fazer no maior torneio de seleções. Não é à toa que no ranking de favoritismo ao título da Copa da Rússia feito pela Opta Sports, empresa especializada em dados esportivos, os ingleses ocupam apenas a 11ª posição:

 

Se não são francos favoritos, isso significa que Southgate e seus comandados chegam menos visados para progredirem até as fases agudas da Copa. E se conseguirem, quem apostar neles tem oportunidades interessantes de retorno. Deixo um código promocional sportingbet para quem quiser tentar fazer uma graninha em cima do desempenho da Inglaterra. A seguir, falarei de como os ingleses chegam ao Mundial e da nova formação que vem sendo testada por seu treinador, o 3-5-2 que tem tudo para ser o esquema-base do English Team.

Campanha nas Eliminatórias e mudanças pós-classificação

A Inglaterra garantiu sua classificação com total conforto, o primeiro lugar no Grupo F da UEFA veio sem uma derrota sequer: 08 vitórias e 02 empates na campanha. E apenas 03 gols sofridos nos confrontos contra Eslováquia, Escócia, Eslovênia, Lituânia e Malta. Com a vaga garantida no Mundial, Gareth Southgate fez mudanças táticas para os amistosos contra Brasil, Alemanha, Itália e Holanda: o 4-2-3-1 foi substituído pelo 3-5-2 e parece que a alteração será mantida nas partidas do Grupo H da FIFA.

 

A linha de zaga, composta por Maguire, Stones e o “improvisado” Walker, possui três jogadores muito confortáveis com a bola nos pés. Os zagueiros são importantíssimos na tentativa de construção de jogo, já que a partir da linha de três há mais opções de linhas de passe para avançar. Além disso, jogar com três zagueiros em linha dificulta para que os adversários pressionem.

Fator John Stones

O zagueiro do City é um especialista na arte de avançar com a bola dominada e construir o jogo através de um passe qualificado.

 

Ele tanto pode quebrar linhas de marcação através de um passe bem executado, quanto avançar até a altura em que está o volante e tabelar com ele até que a bola chegue com qualidade aos meias. Stones é essencial para o estilo de jogo que Southgate está tentando implantar: de posse e construido desde trás.

Completando o bloco defensivo, Eric Dier e Jordan Henderson brigam pela vaga de volante único. À frente do volante, Dele Alli e Jesse Lingard partem da posição de meias centrais. Uma das vagas na meia seria de Oxlade-Chamberlain, infelizmente o meia do Liverpool lesionou-se na reta final da temporada. Pelos flancos, Kieran Trippier é o titular da ala-direita, enquanto na esquerda Ashley Young e Danny Rose disputam vaga. Na linha de frente, Harry Kane é a grande referência do ataque, auxiliado por Raheem Sterling. O jogador do City joga mais solto, com liberdade para circular desde o campo de ataque, cair pelas pontas e também buscar jogo baixando até a linha do meio de campo.

Fase ofensiva

Requisito básico de uma formação moderna, a disposição dos ingleses em campo muda de acordo com as fases do jogo. Durante a fase ofensiva, o 3-5-2 passa a ser um 3-3-3-1. O volante permanece próximo à frente da linha de zaga, enquanto os meias centrais avançam para ocupar espaços atrás da linha de meio-campo adversário.

Mesmo com Alli e Lingard alinhados ao seu lado, Sterling segue com liberdade para se movimentar nas direções em que o jogo for mais favorável. Além desta variação, o time pode ganhar mais amplitude quando os alas sobem ao apoio: o 3-3-3-1 pode virar 3-1-3-3 em situações específicas. Inversões longas de jogo e corridas em diagonal dos alas buscando pontos cegos dos zagueiros adversários são utilizadas para tentar furar propostas de jogo de adversários mais fechados (contra modelos de jogo mais defensivos, reativos e que povoam o meio-campo).

Leia mais: Por que a formação tática não é o mais importante

Fase defensiva

Defendendo, os alas se alinham aos zagueiros formando uma linha de 5. A compactação dos espaços se mantém através do foco em pressionar apenas em determinadas faixas do campo. As primeiras linhas de marcação, a linha dos dois atacantes e dos três meias, prioriza manter seu formato e compactação, em detrimento de perseguir a bola a qualquer custo.

O “bloco de 5” se empenha em ocupar os espaços e fechar linhas de passe dos adversários para o meio-campo. Apenas quando a bola chega aos pés de um dos laterais adversários ou quando algum dos zagueiros tenta progredir com a bola dominada é que os jogadores ingleses estão autorizados a pressionar ativamente.

Panorama do Grupo G

Pelo menos em 2 jogos, o selecionado inglês é favorito: em confrontos contra Panamá e Tunísia, a Inglaterra deve mandar na posse de bola e comandar as ações ofensivas da partida. Se a lógica prevalecer, a Inglaterra se classifica ao lado da Bélgica para a fase mata-mata do torneio. As duas seleções favoritas do grupo se enfrentam no dia 28/06, na última rodada, provavelmente para decidir qual das duas ficará em primeiro lugar.

Hora de testar a qualidade

Mais confiante com a bola nos pés e compacta quando sem a posse de bola, a Inglaterra progrediu muito sob o comando de Gareth Southgate. Veremos como o English Team se comportará nos jogos decisivos da Copa do Mundo, quando realmente os trabalhos dos treinadores são postos à prova.

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