Para vencer Ochoa, o Brasil vai ter que melhorar sua finalização

  • por Doentes por Futebol
  • 3 Meses atrás

Por Sérgio Lopes

O confronto entre Brasil e México, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo, será um desafio e tanto para a seleção brasileira. Além de ser tradicionalmente um adversário indigesto para o Brasil, o time mexicano conta com o goleiro recordista de defesas neste Mundial, Guilhermo Ochoa, que fez 17 intervenções no torneio. Para superar o goleirão mexicano, o Brasil vai precisar melhorar sensivelmente um atributo fundamental numa partida de futebol: a finalização.

A seleção brasileira, até aqui, foi capaz de criar inúmeras ocasiões de gol em cada jogo, o que revela que a equipe está funcionando bem no aspecto da criação. Porém, preocupa muito a falta de acerto nas finalizações, o que pode custar caro ao Brasil nas fases mais agudas que nos esperam. Foram muitos gols perdidos por falta de capricho na conclusão.

A explicação para tal deficiência passa muito por Gabriel Jesus. Nosso centroavante, embora venha sendo útil taticamente, não vem bem na sua principal função, que é de fazer gols. Trata-se de um jogador que, se não colocar o pé na forma, pode complicar o Brasil em jogos que perdoam erros. A partir de agora, Jesus e os demais atacantes brasileiros precisarão ser letais, pois entre os adversários estarão Harry Kane, Lukaku, Luis Suárez, Cristiano Ronaldo, entre outros. Todos eles jogadores que não perdoam e que podem decidir um mata-mata. A falta de um jogador como este pode fazer a diferença negativamente para o Brasil.

Deixando o pessimismo de lado, podemos pensar que os gols ficaram guardados para o mata-mata. E tomara que assim seja, porque Ochoa é o tipo de goleiro que, para ser vencido, o adversário precisa finalizar cirurgicamente.

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