A eficiência são-paulina

  • por Lucas Sousa
  • 2 Meses atrás

“Eficiência”: capacidade de realizar tarefas ou trabalhos de modo eficaz e com o mínimo de desperdício. Essa é uma boa palavra para tratar do momento do São Paulo no Brasileirão 2018. Ou melhor, do momento do FUTEBOL apresentado pelo tricolor. Desde o final de maio, a partir da 6ª rodada, o time levou para o Morumbi 77% dos pontos que disputou, arrancada que o levou ao topo da tabela.

Quando Diego Aguirre chegou ao clube, ainda antes do campeonato nacional, encontrou um elenco sem moral com o torcedor, com jogadores rendendo menos do que poderiam e as duas principais contratações da temporada (Diego Souza e Nenê) sem funções específicas no elenco. Quase seis meses depois, o São Paulo lidera o Brasileiro, tem na sua dupla de reforços mais da metade da produção de gols da equipe e ainda viu surgir alguns excelentes “coadjuvantes”.

Em campo, os números ajudam a enxergar como o tricolor sabe aproveitar suas oportunidades. Segunda menor média de posse de bola (46,2%), quarta menor marca de finalizações por jogo (11,7) e menor porcentagem de passes certos por partida (78,2%). São dados que frios e descontextualizados indicariam um rendimento ofensivo sofrível, mas não é o que acontece. O São Paulo tem o segundo melhor ataque do campeonato (33 gols) e lidera o Brasileirão nos quesitos finalizações por gol (um gol a cada sete chutes) e finalizações certas por gol (2,45 arremates na direção da meta para marcar). Eficiência, realizar tarefas com o mínimo de desperdício.

O eficiente time de Aguirre não tem fórmula mágica ou ideias mirabolantes. Seu jogo é simples, mas não simplista. Tem as suas bases (posse objetiva, jogo pelos lados, busca por cruzamentos, defender com muitos homens, pressionar forte) e jogadores que casam muito bem com isso. Os novatos Éverton e João Rojas para correrem pelos flancos, Reinaldo para chegar ao ataque, Diego Souza e Nenê facilitando o jogo e definindo com precisão, Hudson protegendo a entrada da área e saindo para pressionar os adversários, Anderson Martins e Arboleda controlando a área com imposição física…

Falamos mais sobre o estilo de jogo do tricolor no vídeo abaixo. Sua forma de atacar, defender e sair em contra-ataques, movimentos que nos ajudam a compreender melhor o excelente campeonato são-paulino:

Comentários

Mineiro e estudante de jornalismo. Admira (quase) tudo que cerca o futebol inglês, não esconde seu apreço por times que jogam no contra-ataque (sim, sou fã do Mourinho) e acha que futebol se discute sim. Também considera que a melhor invenção do homem já ultrapassou os limites do esporte.