Dupla do barulho

  • por Eduardo Madeira
  • 1 year atrás

Se o Monaco hoje respira aliviado no Campeonato Francês, deve muito a sua dupla de ataque. Wissam Ben Yedder e Islam Slimani vem demonstrando estilos complementares e são responsáveis pela maioria dos gols que tiraram o time de Leonardo Jardim das últimas colocações e apresentam novo horizonte na temporada.

O reforço mais badalado foi Ben Yedder. Atacante de seleção francesa e reconhecido pelos muitos gols por Toulouse e Sevilla, ele já soma oito tentos em oito partidas. É o artilheiro do Campeonato Francês após dez rodadas. O interessante ainda é a distribuição desses gols. Cinco foram de pé direito e três de esquerdo, sendo quatro da grande área e outros quatro da pequena.

Foto:Bagu Blanco/BPI/Shutterstock – Ben Yedder é o artilheiro da Ligue 1

Nessa mesma linha surge Slimani. O porte físico avantajado e o 1,88m de altura não sugerem isso, mas suas saídas da área e a agilidade com a bola nos pés demonstram seu real valor técnico. Dos oito gols do colega de ataque, o argelino deu o passe final para metade deles. Fora isso, o atleta de 31 anos foi às redes cinco vezes.

Ou seja, dos 18 gols que o Monaco marcou até na Ligue 1, 13 saíram dos pés da dupla, 72,2% de todos os tentos. Seriam 15 de 18 se quiséssemos acrescentar as outras três assistências que Slimani deu. Isso daria 83,3% de todos os gols. Números absolutamente impressionantes.

Foto: reprodução – Slimani tem feito boa temporada pelo clube monesgasco

O coletivo do Monaco ainda pesa, entretanto. É um time sofre muitos gols – tem a pior defesa, com 21 gols sofridos – e que ainda age melhor num jogo mais direto, haja vista que tem média inferior a 50% de posse de bola. O sucesso de Jardim depende muito desse ajuste defensivo. Em dez rodadas, só em uma partida a equipe ficou sem ser vazada. Arrumando lá atrás, Ben Yedder e Slimani resolvem na frente e os monegascos poderão pensar em algo mais na temporada.

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Jornalista formado e doente por futebol. Cresceu vendo Zidane e Henry encantando o mundo, mas aprendeu a gostar dos times franceses e suas particularidades. Viu PSG quando o 9 era Hoarau e o 2 Ceará e acompanhou todo o crescimento do futebol no país nos últimos anos sob os holofotes de Neymar e Mbappé. Semanalmente falando do futebol na terra do Hexágono.