Lille vence o Paris Saint-Germain e reassume a liderança da Ligue 1

  • por Doentes por Futebol
  • 2 Meses atrás

David marca, Neymar e Mbappé decepcionam e Lille vence PSG em Paris e retoma liderança; Monaco passa Lyon e encosta de vez – a 31ª rodada da Ligue 1 Uber Eats

Por Ligue 1

Se alguém apostou que a Ligue 1 Uber Eats 2020-2021 caminhava para um desfecho óbvio após o Paris Saint-Germain retomar a liderança ao final da 30ª rodada com o tropeço inesperado do Lille frente ao Nîmes, esse alguém estava redondamente enganado.

A Ligue 1, depois de duas semanas de interrupção por causa das Eliminatórias da Copa do Mundo da FIFA Catar 2022, foi retomada com a partida entre líder e vice-líder: PSG x Lille no Parc dos Princes.

Ao fim dos 90 minutos, deu Lille. O 1 a 0, gol de Jonathan David, não somente levou o Lille de volta para a ponta com 66 pontos, mas também abriu uma crise no principal concorrente ao título francês desta temporada.

Outra mudança na tabela foi promovida pelo Monaco. Os 4 a 0 frente ao Metz levou o time ao terceiro lugar com 62 pontos já que o Lyon chegou ao terceiro jogo sem vitória ao empatar em 1 a 1 com o Lens.

 

 

A 31ª rodada ainda ficou marcada por mais uma vitória do Olympique de Marseille de Jorge Sampaoli. Foi a terceira vitória em quatro jogos do treinador argentino. O Saint-Étienne se recuperou da goleada e venceu um confronto direto na luta contra o rebaixamento e o Nantes deu um passinho a mais rumo ao precipício ao ser derrotado, em casa, pelo Nice por 2 a 1.

Confira os melhores momentos da Rodada 31:

Não existe outra forma de começarmos esse boletim da Ligue 1 que não seja pelo jogo em que o Lille derrotou o Paris Saint-Germain, em pleno Parc des Princes, por 1 a 0, gol do atacante Jonathan David aos 20′ do primeiro tempo.

Desde os minutos iniciais da partida estava clara qual seria a tônica da partida: com duas linhas baixas de marcação, o time de Christophe Galtier estava fechado buscando saídas rápidas para o contra-ataque.
Pelo lado do PSG, Neymar, Di María, Mbappé e Moise Kean formavam um quarteto ofensivo com a missão de perfurar a melhor defesa da competição.

Os primeiros 15 minutos de partida mostraram um PSG impetuoso em busca do gol e forçando as ações pelo lado esquerdo de seu ataque. As duas melhores chances do time saíram com Mbappé, que obrigou Maignan a uma ótima defesa em chute cruzado, e Neymar, que, de voleio, chutou para fora um cruzamento de Di María após linda jogada individual onde o argentino criou um salseiro na defesa adversária.

Só que o PSG parou e o Lille, que se mostrava defensivo, mostrou outra faceta: o do time bem treinado e que tinha extrema capacidade de trocar passes rapidamente e sair em velocidade rumo ao gol adversário.

Na primeira vez que isso aconteceu, David marcou aos 20′.

Após um cruzamento rasteiro também pelo lado esquerdo do PSG, David teve tempo de dominar, ajeitar o corpo e chutar forte. Navas nada pôde fazer.

 

Imagem: FEP – Ligue 1 – David marcou o gol da vitória que recolocou o Lille na liderança.

 

Nervoso, o PSG não conseguiu mais criar as mesmas chances criadas no início. O domínio inicial não continuou e, aos poucos, a defesa do Lille foi começando a dominar o temido ataque adversário.

O único fato que merece destaque ainda na primeira etapa é a substituição de David aos 34′ minutos por lesão causada por uma entrada violenta de Gueye, volante do PSG, ainda no primeiro tempo. Pelo lance, o jogador recebeu somente um cartão amarelo e o VAR não intercedeu.

Ao fim do primeiro tempo, o PSG, em busca do resultado e de reafirmar seu favoritismo ao título, havia finalizado 10 vezes ao gol enquanto o Lille finalizou uma só vez e marcou.

Sem substituições, o segundo tempo começou e o PSG continuou com uma pressão intensa, entretanto, no mesmo panorama da primeira etapa: sem perfurar o paredão formado por Fonte e Botman. A única chance real clara aconteceu com Neymar aos 12′ minutos em cabeçada, mas Maignan, atento, mais uma vez evitou o gol da equipe parisiense.

Com uma tarde pouco inspirada de seus laterais, Maurício Pochettino sacou os dois de uma só vez colocando Coldin Dagba e Mitchel Bakker nos lugares de Diallo e Kehrer. Além disso, Moise Kean, apagado, deu lugar a Julian Draxler, mudança que empurrou Neymar mais para dentro da área.

Nada aconteceu.

O Lille continuou em seu estilo de duas linhas baixas e saindo em contra-ataques rápidos com toques eficientes de primeira enquanto o PSG, cada vez mais, se enervava e não conseguia criar chances claras de gol.

Enquanto o PSG chegava esporadicamente, o Lille, com Burak Yilmaz, aos 33′ da segunda etapa, perdeu o que poderia ser o gol que fecharia a fatura.

A partida seguiu e o nervosismo de Neymar cresceu até que, em lance pelo lado esquerdo do ataque do PSG, ele se desentendeu com Djaló e, numa reação raivosa, colocou a mão no rosto do jogador adversário após sofrer entrada forte e foi justamente expulso pelo árbitro da partida junto com Djaló, que também já tinha recebido cartão amarelo no fim do primeiro tempo.

Os números finais da partida refletem a narrativa descrita aí em cima da partida: 66% de posse de bola do PSG com 580 passes contra 321 do Lille. Além disso, 16 finalizações ao gol de Mike Maignan contra três do Lille.

Com o resultado, o Lille volta ao cenário da 29ª rodada onde tinha três pontos de vantagem para o PSG. Entretanto, em caso de novo tropeço, o PSG, se vencer, volta a retomar a ponta já que seu saldo de gols, primeiro critério de desempate, é amplamente melhor: 45 x 32.

Quem também subiu na classificação foi o AS Monaco.

O time de Niko Kovac, dono não somente da melhor campanha da Ligue 1 em 2021, como, também, do melhor ataque no ano, venceu o Metz por 4 a 0 – mesmo placar que na rodada passada emplacou sobre o Saint-Étienne – e chegou a terceira colocação.

Em uma partida irretocável da equipe monegasca, os gols saíram todos no segundo tempo e foram marcados por Cesc Fàbregas, em cobrança de pênalti, Kevin Volland e por Wissam Ben Yedder, duas vezes, sendo um em cobrança de pênalti no último minuto do tempo regulamentar após linda jogada do português Gélson Martins.

O gol não saiu na primeira etapa por uma soma de fatores: a primeira, a retranca imposta pelo Metz e a segunda razão, até mais relevante, foi a falta de pontaria da equipe já que nos 45 minutos iniciais, finalizou oito vezes ao gol de Caillard além de apresentar uma posse de bola próxima aos 80%.

No 2º tempo, logo de cara, o Monaco abriu placar. Aos cinco minutos de jogo, um vacilo de dois defensores do Metz, que trombaram, permitiu que Jovetic partisse em direção ao gol. Ao tentar dar cavadinha na saída do goleiro, sofreu pênalti, que foi convertido por Fàbregas.

Dois minutos depois, aos sete minutos, o jovem belga Matazo, de somente 19 anos – mais um dos muitos jovens da base revelados pelo clube e elevados ao plantel principal – passou três marcadores em linda jogada individual e serviu Kevin Volland para um golaço da equipe monegasca.

Já o terceiro gol saiu com assistência do brasileiro Caio Henrique. Em mais uma partida de excelente desempenho do lateral-esquerdo, ele interceptou passe adversário, avançou com velocidade e serviu Ben Yedder para cortar o zagueiro e chutar forte para ampliar: 3 a 0.

Já no fim da partida, o português Gelson Martins, de volta à equipe depois de quase três meses fora, disparou ao gol e sofreu novo pênalti. Esse, dessa vez, cobrado e convertido por Ben Yedder, que o levou a vice-artilharia da competição.

O resultado leva o Monaco à terceira colocação com 62 pontos e supera o Lyon após mais um tropeço.

Enquanto o Monaco sobe, o Lyon parece dar adeus ao título de temporada em que chegou a liderar o campeonato por três rodadas.

Nessa rodada, o clube não saiu de um 1 a 1 com o Lens, time que briga com o Marseille pela quinta colocação.
Entretanto, o resultado ao fim da partida, foi frustrante para os torcedores já que a equipe, mais uma vez, apresentou-se muito aquém de outros momentos em que o time, comandado pela trinca Memphis-Kadewere-Ekambi emplacou resultados expressivos e fez com que o time se tornasse o principal ataque da competição.

Escalado com uma trinca brasileira no meio-de-campo, esquema que o treinador Rudi Garcia insiste nas últimas partidas, o Lyon, mais uma vez, sofreu para criar chances reais de gol.

O brasileiro Bruno Guimarães novamente não conseguiu emplacar as atuações que teve na temporada passada e foi sacado aos 14′ para entrada de Caqueret. Além dele, o lateral Léo Dubois também foi sacado para a entrada de Mattia De Sciglio.

As entradas surtiram efeito contrário e o Lyon sofreu um gol aos 20′ do meia Jonathan Clauss após assistência de Kakuta. O meia dominou na intermediária ofensiva e, sem marcação, enfiou bola no meio dos dois zagueiros. Clauss entrou cara a cara com o goleiro e chutou forte no canto esquerdo para abrir o placar.

Na vontade, apostando na tática do sufoco, o Lyon foi pra cima e conseguiu o empate aos 36′ com Lucas Paquetá.

Memphis avançou pelo e-mail e numa tentativa de resolver sozinho, chutou da entrada da área. A bola bateu na zaga e sobrou para Paquetá que, virou seu corpo e, de canhota, conseguiu marcar.

O Lyon ainda sofreria uma chance clara de gol e que, por sorte, o chute de Sotoca saiu rente ao gol de Lopes.

Com o resultado, o Lyon chegou aos 61 pontos e saiu da zona de classificação para a Liga dos Campeões da Europa.

O empate do Lens com o Lyon abriu a oportunidade de o Marseille, de Jorge Sampaoli, se aproximar da quinta colocação.

E isso aconteceu com a vitória por 2 a 0 sobre o lanterna Dijon no último jogo da rodada.

Com gols de Balerdi e Soberón os 45′ da primeira etapa e 34′ da segunda etapa respectivamente, o Olympique chegou aos 48 pontos e está a um de diferença do Lens, que só venceu duas das últimas cinco partidas disputadas.

 

 

Na parte inferior da tabela de classificação da Ligue 1 Uber Eats, a situação ficou ruim para Nîmes, Nantes e Dijon.

A vitória do Lorient por 1 a 0 – gol de Laurent Abergel no último minuto do primeiro tempo – sobre o Brest foi fundamental para dar relativa tranquilidade ao time.

Com 32 pontos, o Lorient abre três do Nîmes, que foi derrotado por 2 a 0 pelo Saint-Étienne em um confronto considerado de seis pontos antes da partida.

Em uma partida disputadíssima e, proporcionalmente nervosa, os times finalizaram 29 vezes (15 vezes do Saint-Étienne x 14 do Nîmes) mas poucas vezes ao gol (oito, sendo cinco do ASSE).

Os gols da partida foram marcados por Khazri, aos 23′ do 1ºT, e Denis Bouanga, aos 21′ do 2ºT.

DESTAQUES

Kylian Mbappé e Memphis Depay passaram a 31ª rodada em branco.

Já Boulaye Dia e Kevin Volland marcaram um gol cada, enquanto Ben Yedder fez dois na vitória do Monaco.
Atual vice-artilheiro, Ben Yedder precisou de apenas 26 minutos para tirar Depay da segunda colocação.

 

 

Por decisão de Niko Kovac, Ben Yedder começou o jogo no banco pela segunda rodada seguida. Em seu lugar, o escolhido foi Stevan Jovetic.

Jovetic, junto de Cesc Fàbregas e do jovem volante Eliot Matazo, aproveitaram suas chances entre os onze iniciais.

Jovetic sofreu o pênalti convertido por Fàbregas, que marcou seu segundo gol no campeonato em sua sexta partida, enquanto o belga Matazo, de 19 anos e em seu segundo jogo apenas, deu a assistência para Volland marcar o segundo gol do jogo.

Após isso tudo, Ben Yedder entrou em campo e, ainda assim, conseguiu ser protagonista da partida ao marcar dois gols e fechar a conta em 4 a 0.

Satisfeito com o seu elenco, Kovac falou sobre o desempenho da equipe.

 

 

O resultado colocou o Monaco no terceiro lugar e só fica atrás de Paris Saint-Germain e Lille, que fizeram o grande jogo da rodada.

 

Imagem: FEP/Ligue 1 – David ficou em campo 34 minutos e foi o responsável pela vitória.

 

O nome do jogo foi Jonathan David.

O belga marcou o gol da vitória na única finalização dada pelos visitantes no primeiro tempo.

A ação ofensiva do Lille nasceu com uma falta cometida por Idrissa Gueye aos 19 minutos do primeiro tempo.

O volante do PSG parou David com um pisão no pé e recebeu amarelo pela falta.

O lance, aliás, marca um fato inusitado já que os dois volantes do PSG acabaram recebendo cartão amarelo quase que no mesmo momento.

Leandro Paredes, companheiro de Gueye no meio-campo, cometeu falta em Benjamin André no lance anterior e, ao ter a bola parada, também foi punido com o cartão amarelo.

Na sequência, o gol.

O lance, inclusive, reproduziu o que o Lille buscou fazer durante toda a partida: saídas rápidas com toques de primeira.

Após colocar a bola em jogo, Jonathan Ikoné avançou rumo ao meio-campo e, com rapidez, acionou Renato Sanches.

O português, como ponta-direita, avançou e acionou Ikoné, que quase na ponta direita do campo, cruzou para trás.

A bola chegou a David, que, mesmo lesionado, dominou perto da marca do pênalti e, sem marcação, chutou. A bola ainda desviou no lateral Kehrer e matou Navas na jogada.

Derrotado, Mauricio Pochettino não escondeu a sua decepção após o jogo.

 

 

Enquanto Lille e Monaco se beneficiaram na rodada, o Lyon não pôde dizer o mesmo contra o Lens.

O empate em 1 a 1 veio graças a Lucas Paquetá, que evitou um desastre maior ao igualar o placar aos 36 do segundo tempo.

Superior já nos 45 minutos iniciais, o Lens teve um gol invalidado pelo VAR e criou o suficiente para abrir o placar.

A recompensa veio aos 20’ da etapa final com Jonathan Clauss, que foi a válvula de escape do Lens no jogo. O ala-direito vive uma boa fase e atingiu a marca de três gols e seis assistências no campeonato.

 

 

Insatisfeito, Rudi Garcia deixou o 4-3-3 e partiu para o 4-2-3-1 quando tirou o volante Thiago Mendes e colocou o centroavante Islam Slimani aos 25’ do 2º tempo.

A alteração tornou o Lyon mais agressivo na busca do empate. Assim, o Lyon finalizou cinco vezes até Paquetá marcar, mas a reação parou por aí e o time ainda quase sofreu um gol no final.

 

DETALHE TÉCNICO

 

Em seu habitual 3-5-2, o Monaco mostrou-se organizado.

Protegidos pelos volantes Youssouf Fofana e Eliot Matazo, os meias Aleksander Golovin e Kevin Volland puderam atacar sem muita preocupação.

Como um ponta pela direita, Golovin mostrou criatividade com três passes para finalizações.

Já Volland se movimentou constantemente da esquerda do seu ataque para o centro da área e em suas três finalizações durante toda a partida, o alemão acertou o gol em uma e a trave em outra.

 

 

Já Jovetic e Fàbregas tiveram liberdade para se movimentarem em campo.

Os dois executaram as transições rumo ao ataque e confundiram a marcação.

 

 

A organização tática também pautou o jogo entre PSG e Lille.

Com 35% de posse, o Lille teve uma postura defensiva consistente e aproveitou os espaços dados pelo PSG para contra-atacar.

 

 

A força do PSG esteve no lado esquerdo com Neymar e Kylian Mbappé presentes no setor.

Entretanto, os laterais Thilo Kehrer e Abdou Diallo estiveram em uma tarde pouco inspirada e não apoiaram seus companheiros adequadamente.

 

Zagueiros de origem, Kehrer e Diallo erraram os quatro cruzamentos que tentaram durante a partida e acabaram substituídos por Colin Dagba e Mitchel Bakker aos 19’ do segundo tempo.

A dificuldade dos laterais também prejudicou Ángel Di María. Isolado no lado do campo, o argentino ficou isolado foi desarmado 27 vezes – o recorde do jogo.

Assim, o PSG sentiu dificuldades para construir pelos lados e o Lille aproveitou.

A sequência de passes que terminou no gol de Jonathan David (9) mostra que explorar a saída de bola rumo ao ataque com velocidade e pelas laterais foi a melhor alternativa.

Na construção da jogada, o líder do campeonato não precisou de mais de cinco passes para chegar ao gol.

 

 

Já defensivamente, a opção do Lille em jogar com as linhas baixas também foi acertada. Benjamin André foi o cão de guarda no meio-campo com seis roubadas de bola e cinco interceptações.

 

 

Já na “cozinha”, como diria Silvio Luiz, icônico narrador de futebol brasileiro, José Fonte e Sven Botman foram soberanos. Juntos, os dois realizaram nove cortes.

A força mostrada por Monaco e Lille pode servir de exemplo para o Lyon, que teve dificuldade contra o Lens.
Como ilustrado pela imagem, o Lyon procurou atuar pelos lados, mas os laterais Léo Dubois e Maxwel Cornet não foram efetivos.

Juntos, os dois laterais acertaram apenas um dos dez cruzamentos que tentaram.

 

 

O trio de ataque da equipe formado por Memphis-Ekambi-Kadewere anda má fase e prova disso foram as quatro chances perdidas.

Melhor da competição outrora, o Lyon passou a ser apenas terceiro melhor com 60 gols marcados atrás de PSG (67) e Monaco (64) após 31 rodadas.

O último gol marcado pelo trio foi duas rodadas atrás apenas. Na ocasião, Kadewere marcou diante do Reims.

Já Toko Ekambi não marca há quatro jogos. A última vez foi no empate contra o Marseille por 1 a 1 pela 27ª rodada. Já o jejum de Memphis é ainda maior: já são cinco partidas sem marcar. A última vez que o camisa 10 balançou a rede foi diante do Brest, em partida válida pela 26ª rodada, quando o Lyon venceu o Brest por 3 a 2 fora de casa.

 

BRASILEIROS NA LIGUE 1

Caio Henrique segue em forma esplendorosa desde que chegou ao Monaco.

O jogador tem sido peça fundamental para a fluidez do ataque do time comandado por Niko Kovac.

 

 

O ala-esquerdo participou da vitória de 4 a 0 sobre o Metz ao servir Wissam Ben Yedder na jogada do terceiro gol.

Já Neymar não fez uma boa partida.

Apesar de muito participativo, o brasileiro não fez o que se espera dele: resolver a partida a favor do PSG.

O jogador deixou o gramado com sete finalizações e duas boas chances desperdiçadas: um voleio no primeiro tempo e uma cabeçada na segunda etapa.

Em campo, o jogador desempenhou dois papéis diferentes durante a partida.

 

 

Na etapa inicial, Neymar jogou atrás do centroavante Moise Kean, com obrigação de ajudar na parte criativa de sua equipe.

Com a substituição de Kean, apagado, Neymar passou a atuar mais avançado.

O atacante brasileiro, ao ser expulso, deixou o campo com três passes para finalização, três dribles e completou apenas 77% dos passes que tentou.

 

 

Com seis faltas sofridas, o jogador também bateu o recorde de faltas sofridas em campo, fato que deixou o jogador ainda mais nervoso em campo.

Neymar veio a receber cartão amarelo em lance em que ele colocou a mão no rosto do volante Benjamin André após se irritar com um puxão de camisa.

Já o cartão vermelho chegou após confusão com Djaló. O zagueiro do Lille impediu Neymar de reiniciar o jogo rapidamente. Irritado, Neymar empurrou o jogador, que caiu. Fato suficiente para o brasileiro acabar a partida indo para o chuveiro minutos mais cedo antes do apito final.

 

Imagem: FEP / Ligue 1 – Neymar voltou a disputar uma partida pelo PSG após se recuperar de lesão.

 

Já Lucas Paquetá salvou o Lyon da derrota para o Lens.

O meia teve liberdade para jogar mais próximo a área adversária.

Com a bola, o jogador revelado pelo Flamengo deu quatro passes para finalizações.

 

 

Pelo Marseille, Luis Henrique também esteve em campo nessa 31ª rodada e não passou de uma atuação modesta.

O atacante revelado pelo Botafogo foi improvisado como ala-esquerdo na defesa de cinco do Olympique de Marseille e ficou em campo até os 23’ do segundo tempo.

Luis Henrique não acertou nenhum drible, não conseguiu nenhuma finalização e saiu do jogo com um passe para finalização apenas.

 

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